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A Arte de Desali
"O que as pessoas dizem, o que as pessoas fazem e o que as pessoas dizem que fazem, são coisas completamente diferentes." Margaret Mead A Arte de DESALI Artista visual, arte educador Formado em Artes Plásticas. Transita entre múltiplas linguagens: fotografia, ação performativa, o vídeo e a pintura, abordando temas como o cotidiano na periferia, a realidade dos jovens negros no Brasil e a exclusão social. Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2023/2024 @ desali_xo #desal
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29 de jun.1 min de leitura


A Arte de Israel Kislansky
"Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado Da vossa piedade me despido, Porque quanto mais tenho delinqüido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada; Cobrai-me; e não queirais, Pastor Div
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25 de jun.1 min de leitura


Poesia sem Vento
“Do outono II” “Sem vento, a minha voz secou aqui, neste parque de cedros quietos. Tudo é como ontem era, mas a minha voz, na minha face, calou-se, porque só o vento me trazia a fala, vinda de algures, com notícias de alguém, indo para além, para outros ouvidos, num país.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) “Uma voz” “Uma voz dizia que nos vinha a chuva que mata, outra que abençoava a terra. Uma palav
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24 de jun.1 min de leitura


“APEGOS NÃO MUDAM PERDAS” e “Melhor versão” Bug Sociedade
“APEGOS NÃO MUDAM PERDAS” Bug Sociedade Ali estavam todos velando, cada um, a sua perda. Dani havia perdido o emprego e se achava injustiçada porque havia cumprido com folga a todas as metas da sua empresa. Saiu, pulou de um trabalho pra dois, virou uma Diva da internet, sinônimo de notícia bem dada. Sua empresa, toda multi, toda pop, caiu ladeira abaixo. Mas na hora da demissão vem o apego, o medo porque a gente não vê o futuro. Alguém perdeu o namorado, alguém sofreu um gol
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23 de jun.4 min de leitura


Dias de Poesia
“Nada tão silencioso como o tempo” “Nada tão silencioso como o tempo no interior do corpo. Porque ele passa com um rumor nas pedras que nos cobrem, e pelo sonoro desalinho de algumas árvores que são os nossos cabelos imaginários. Até nas íris dos olhos o tempo faz estalar faíscas de luz breve. Só no interior sem nome do nosso corpo ou esfera húmida de algum astro ignoto, numa órbita apartada, o tempo caladamente persegue o sangue que se esvai sem som. Entre o princípio e
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17 de jun.2 min de leitura


“EXISTE VIDA REAL PARA ALÉM DO MARKETING” e “Relógios que não batem certo" Bug Sociedade
“EXISTE VIDA REAL PARA ALÉM DO MARKETING” Bug Sociedade Estamos vivendo bizarrices. Coisas que são feitas sem nenhuma responsabilidade. Se o marketing vende, não importa nada a qualidade do produto. Se repetem receitas, palavras. Espantosamente, li o que aconteceu com a menina que foi jogada sem corda de uma atividade chamada rope jump – a cobertura não fala palavras como irresponsabilidade, falta de preocupação com a vida de quem está te pagando; ninguém fala que precisamos
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16 de jun.7 min de leitura


Poesia Lusitana
“Porque deste a teu filho asas de plumagem e cera se o sol todo-poderoso no alto as desfaria? Não me ouviu, de tão longe, porém pensei que disse: todos os filhos são Ícaros que vão morrer no mar. Depois regressam, pródigos, ao amor entre o sangue dos que eram e dos que são agora, filhos dos filhos.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) “Da voz das coisas” Só a rajada de vento dá o som lírico às pás do moinh
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10 de jun.1 min de leitura


“TODA DENGUE É COLETIVA” e“Esporte?” Bug Sociedade
“TODA DENGUE É COLETIVA” Bug Sociedade Peguei dengue pela falta de cuidado do prédio vizinho. Não poda suas árvores. Não cuida de seu esgoto, que está à céu aberto. Atrai ratos. Atrai mosquitos. Foge das nossas reclamações. Dá desculpas ridículas para a sua falta de higiene, enquanto investe em sua piscina. Triplex bacana. A quem pertencem as partes coletivas do que nasce privado? A Prefeitura de Salvador não sabe responder a isso – creio que não sabe responder a nada que não
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9 de jun.4 min de leitura


Poesia e Sargaço
“DO MAR” “Aqueles de um país costeiro, há séculos, contêm no tórax a grandeza sonora das marés vivas. Em simples forma de barco, as palmas das mãos. Os cabelos são banais como algas finas. O mar está em suas vidas de tal modo que os embebe dos vapores do sal. Não é fácil amá-los de um amor igual à benignidade do mar.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) “Os amigos que morrem são arbóreos, plantados e memor
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3 de jun.1 min de leitura


“CADA UM É CADA UM" e“Amadurecer” Bug Sociedade
“CADA UM É CADA UM Bug Sociedade Há uma comunidade no Rio De Janeiro que se chama Vila do João. É bem antiga, creio que ela nasceu em homenagem ao vil general João Batista de Oliveira Figueiredo – último verme ditador do Brasil. Um que, diante da pergunta sobre se gostava do cheiro do nosso povo, apenas respondeu: Prefiro o cheiro dos cavalos. Bem, foi nessa comunidade que uns bandidinhos do tempo antigo “separaram” pra me dar um par de bancos Recaro. Um presente. Na hora m
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2 de jun.5 min de leitura


Poesia Urbana
“Urbanização” “Tudo o que vivêramos um dia fundiu-se com o que estava a ser vivido. Não na memória mas no puro espaço dos cinco sentidos. Havíamos estado no mundo, raso, um campo vazio de tojo seco. Depois, alguém urbanizou o vazio, e havia casas e habitantes sobre o tojo. E eu, que estivera sempre presente, vi a dupla configuração de um campo, ou a sós em silêncio ou narrando esse meu ver.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora por
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27 de mai.1 min de leitura


“ASSIM TAMBÉM É POLARIZAÇÃO DEMAIS PRO MEU GOSTO” e “Dar valor ao que tem valor” Bug Sociedade
“ASSIM TAMBÉM É POLARIZAÇÃO DEMAIS PRO MEU GOSTO” Bug Sociedade Na polarização, tudo é motivo de arranca rabo federal, estadual e municipal - uma coisa entre o meio feia e o meio ridícula, se não fosse absurda e bizarra, já que envolve homens (prioritariamente) que ganham uma fortuna para gerirem e escreverem as leis do Brasil – as nossas leis – enquanto fazem coisas “inconfessáveis no escondidinho dos aeroportos chiques” – aqueles das aeronaves “multirricas
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26 de mai.8 min de leitura


A Arte de Artur Gomes Pereira
"A inspiração que você procura já está dentro de você. Fique em silêncio e escute." Jalal ad-Din Rumi, mestre persa do século XIII Fotografia de Artur Gomes Pereira Portugal @artur.gomespereira @buglatino Todas as 2feiras e 5feiras, Exposição de artes plásticas Bug Latino, com artistas sensacionais. A Plataforma que te ajuda a Falar, Pensar, Ser Melhor. Siga o Bug no Instagram, se inscreva no nosso canal youtube. Nos faça felizes e seja feliz junto com a gente. #fotografia #p
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25 de mai.1 min de leitura


Exposição de Azulejos, Porto, Portugal
"Desde que chegaste ao mundo do ser, uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses. Primeiro, foste mineral; depois, te tornaste planta, e mais tarde, animal. Como pode isto ser segredo para ti? Finalmente, foste feito homem, com conhecimento, razão e fé. Contempla teu corpo - um punhado de pó - vê quão perfeito se tornou! Quando tiveres cumprido tua jornada, decerto hás de regressar como anjo; depois disso, terás terminado de vez com a terra, e tua estação há de ser
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24 de mai.1 min de leitura


Poesia da Lucidez
“DOMUS” “Ouvirei os ruídos (dos) vivos, percurso de mortos, passadas horas de afastamento e das visões nítidas; a ciência dos náufragos, eterno retorno; a vaga do início das águas, primeiros sentidos da terra ou hespérida. Hinos (era de ouro) ao sangue que no atrito circula; à seta, em sua árvore de arco; à espécie, o primeiro nado. Hóspede de solo, humano, ergui o corpo; saúda em Atlântida a ágora; saúda a urbe (onírica). Onde penetram os membros, esse cortejo. Congregue os
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20 de mai.1 min de leitura


“A ESPANTOSA MACHOSFERA” e “Invenções e preocupações” Bug Sociedade
“A ESPANTOSA MACHOSFERA” Bug Sociedade O ambiente, a vida, as inseguranças dos homens continuam sendo improdutivas. Não consigo compreender como, em que medida, se vê o aumento de ofertas de cursos de machismo, sem que os homens se perguntem se não estão sendo usados, por que estão sendo usados e como está cada vez mais fácil manipular o pensamento masculino. Ah, sim, eles eram/foram provedores. Mas dividir com a gente o sustento da casa é
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19 de mai.6 min de leitura


Exposição de Azulejos, Porto, Portugal
"Você nasceu com potencial. Você nasceu com bondade e confiança. Você nasceu com ideais e sonhos. Você nasceu com grandeza. Você nasceu com asas. Você não está destinado para rastreamento, assim não. Você tem asas. Aprenda a usá-las e voar. Estas dores que você sente são mensageiros. Ouça-os. Fechei minha boca e falou com você em uma centena de maneiras silenciosas." Jalal ad-Din Rumi, mestre persa do século XIII Fotografia de João Paulo Pimentel Professor de Cerâmica na Esco
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17 de mai.1 min de leitura


2 Contos: “Não queiras algo que não dás conta” e “INTERESSES MODERNOS E CARINHOS ANTIGOS”
Conto “INTERESSES MODERNOS E CARINHOS ANTIGOS” Percebeu assombrada que aquele mundo onde a sua palavra valia muito tinha acabado de vez. Um mundo onde as pessoas, mesmo sem internet, lotavam as ruas para exigirem dos militares “DIRETAS, JÁ”. Onde se acreditava que poder-se-ia sonhar com um mundo onde os direitos fossem um pouco mais igualitários – pelo menos um pouco mais. Fizemos isso e parece que depois somamos pequenos retrocessos até chegarmos
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16 de mai.5 min de leitura


Poesia como Arma
POEMA PARA A PADEIRA QUE ESTAVA A FAZER PÃO “ENQUANTO SE TRAVAVA A BATALHA DE ALJUBARROTA” “Está sobre a mesa e repousa o pão como uma arma de amor em repouso As armas guardam no campo todo o campo Já os mortos não aguardam e repousam Dentro de casa ela aguarda abrir o forno Ela em mão que prepara o amor Pelos campos todos armas não repousam mais os mortos ter amor Sobre a mesa põe as mãos pôs o pão Fora de casa o rumor sem repouso Ela agora abre o fogo para o pão
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13 de mai.2 min de leitura


“PERÍODO DE CHUVAS, CLIMA EXTREMO E MEDO” e “Humanoides” Bug Sociedade
“PERÍODO DE CHUVAS, CLIMA EXTREMO E MEDO” Bug Sociedade Mesmo morando numa cidade abençoada, onde a temperatura pouco varia o ano inteiro, a cada ano que passa sinto mais medo da época de chuvas. Não sinto Salvador pronta pra enfrentar rigorosamente nada acima da média, ainda mais porque a cidade está cada vez mais impermeável. Todas as invenções acerca de pavimentação usando asfalto poroso não chegaram aqui, as ruas recebem muros, as pessoas têm dificuldades para caminhar, p
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12 de mai.6 min de leitura
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