Poesia sem Vento
- portalbuglatino
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“Do outono II”
“Sem vento, a minha voz secou
aqui, neste parque de cedros quietos.
Tudo é como ontem era, mas a minha
voz, na minha face, calou-se,
porque só o vento me trazia a fala,
vinda de algures, com notícias de alguém,
indo para além, para outros ouvidos, num país.”
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007)
“Uma voz”
“Uma voz dizia que nos vinha a chuva
que mata, outra que abençoava a terra.
Uma palavra era sobre a água úbere,
outra sobre os lodos, limos e as regueiras.
Uma voz queria beber uma sede áspera,
outra clamava fogo, terra e água.”
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007)
Imagem: Picasso
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