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“A ESPANTOSA MACHOSFERA” e “Invenções e preocupações” Bug Sociedade

“A ESPANTOSA MACHOSFERA” Bug Sociedade

                  O ambiente, a vida, as inseguranças dos homens continuam sendo improdutivas. Não consigo compreender como, em que medida, se vê o aumento de ofertas de cursos de machismo, sem que os homens se perguntem se não estão sendo usados, por que estão sendo usados e como está cada vez mais fácil manipular o pensamento masculino.

                  Ah, sim, eles eram/foram provedores. Mas dividir com a gente o sustento da casa é cada vez mais imperioso. Não por nossa causa, mas porque a economia mudou. Os super capitalistas – não foram as mulheres – pulverizaram a produção das peças e componentes de todos os aparelhos e mecânicas que existem porque era mais barato. Uma coisa que era produzida na fábrica, do começo ao fim, passou a ter uma pastilha produzida aqui, outra na Índia, outra na China e outra na “Cochichina” – e sim esse lugar existe e fica no Sul do Vietnã. Os empregos que ficavam aqui, se pulverizaram. E sim, isso mudou a forma como os empregos existem. Reduzir custos de produção virou a palavra de ordem. Mas os homens só se aperceberam dessa perda, quando os postos de trabalho dos “provedores” fragilizaram sua posição social porque até então, as mulheres não eram tidas como “perigosas”.

                  A espantosa machosfera não diz, não põe em palavras: estou inseguro da minha posição na sociedade; não estudei, não dei importância à minha formação; me sinto desprezado pelas meninas e não sei o que elas querem. Ao contrário. Se fecham e ficam delirando sobre o que pensamos, queremos e o principal: por que não estamos à sua disposição como “Gueixas” pós modernas. Claro, sempre aparecem os pastores e os padres à disposição da falta de discernimento coletivo, apontando que nossa posição é e sempre será acessória; auxiliar e nunca parceira, independente e conjugada a elementos como amor e amizade. Sempre aparecem aqueles que vendem a facilidade da justificativa imbecil. E o que é incrível: tem quem compre imbecilidade pelo mundo. Aliás: milhões de homens inseguros ao ponto de não levarem sua insegurança para o psicanalista, escolhem secretamente a machosfera e a oferta fácil de respostas baseadas no primitivismo de pensamento - como pensar um homem como um corpo – não pensamentos, emoções, palavras, comunicação, sensibilidade. Apenas um corpo sempre e meramente escultural, objetificado e cheio de hormônios artificiais.

A maior parte das mulheres está vendo onde isso vai dar: em nada. No vazio. Homens, podem acreditar: de objetificação as mulheres entendem muito. E esse vazio é ácido e destruidor porque ninguém consegue ser apenas um objeto estético. Essa raiva que sobra está vindo pra nós, contra nós. Inteirinha. De novo. Já teve mulher sacrificada historicamente mil vezes e os homens continuam a descontar seu medo na gente.

                  Portanto, estou dando a receita do reencontro do homem consigo mesmo de graça – nada de vendas, marketing ou coaching. O que vocês buscam não está fora, nunca esteve. Está dentro. Vocês se deixaram usar pelo capitalismo e se sentem inseguros com o que o mercado criou. A super estética, a mulher objeto, o retoque permanente atingiu vocês agora porque o homem também tinha que consumir produtos – esta é a lei de mercado que vocês mesmos criaram. Agora é a bifurcação do caminho: ou vão nos assassinar pra gritar essa frustração inutilmente e isso vai matar filhos, esposas e maridos, ou vão finalmente colocar em palavras que todos nós sofremos. Não por sermos homens ou mulheres, mas por sermos humanos. Ah, mas isso vai fazer os homens frágeis – mas existe coisa mais frágil que a machosfera, gente? Não é porque são incrivelmente agressivos que não se vê claramente a insegurança do movimento, a necessidade de líderes, alguém que diga o que é pra fazer, na tentativa de se sentir melhor consigo mesmo, de ser feliz.

                  Na espantosa machosfera, entre os milhões que são pagos pra um homem aprender a ser homem – como se isso se aprendesse num curso para milhões, na web – a pergunta milenar, continua a mesma: quem sou eu? Para onde vou? E eu respondo: você é um ser em evolução. Matar te evolui em quê? Violentar te evolui em quê?

                  Viu? Nem doeu.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

“Invenções e preocupações” Bug Sociedade

Existe tanta área de informação e tanta informação nova, que ficamos perdidas, tentando ficar atualizadas. Sabemos bem que  é praticamente impossível. Se estás apenas num “nicho” - numa área mais pequena - mesmo assim é difícil. Mas quando a tua vida profissional depende da tua capacidade de circular em variados temas e mundos, é um baita desafio. E é preciso perceber que nunca conseguiremos apanhar o “trem” da sabedoria completa.

Depois, o tipo de informações que surgem de vez em quando, que nos deixam com a sensação de que não entendemos mais nada. Por exemplo, saber que a internet consome grandes volumes de água para baixar as temperaturas elevadas dos “Data Centers” – onde estão armazenadas as informações. E podemos pensar que é uma água que circula, para o arrefecimento, mas na verdade ela evapora. Que susto! Tanta preocupação em lavar os dentes, tomar banho, lavar a louça, gastando a menor quantidade de água possível e depois passar horas na internet, pesquisando, desenvolvendo capacidades ouvindo vídeos, lendo livros e aí gastar água como se não houvesse amanhã. Ups.

Achando que os campos de Golfe eram os piores vilões e afinal, além deles, ainda tem a gente fazendo perguntas e perguntas na internet. Eu uma delas. Que vergonha! Muito louco!

Também tem coisas que parecem boas, mas para já me parecem apenas surpreendentes.

Skyted Silent Mask, é uma máscara de isolamento acústico para chamadas privadas. Como se fosse uma máscara que passou a ser normal a partir da pandemia, mas “dura”. Absorve 80% das frequências da voz humana, através de tecnologia espacial.

Aeon Robot, é um robô humanoide criado para preencher a escassez de mão de obra no mundo, com o aumento do envelhecimento humano.

XSync,  resolve o efeitos do “Jet-Lag” com rapidez impressionante, através de sensores que ajustam a temperatura corporal e a exposição à luz com enorme precisão. Sintomas que demoravam 10 a 12 dias para diferenças de fuso horários de 12h e 13h, agora se acertam rapidamente. Uau. Essa eu quero ver e sentir, para ter a certeza. Como se sofre em jet lag longo.

O Lotus Ring, mais um anel inteligente. Temos o anel inteligente que controla os níveis físicos, enquanto este controla o ambiente. Com um gesto você controla luzes, portas, persianas, até fogões.

Até 2030, 80% das pessoas interagirão com robôs diariamente; um salto em relação aos menos de 10% atuais.

Kevlar é um material bastante surpreendente, criado para as viagens espaciais e depois bastante utilizado na vida terrestre. Extremamente resistente, leve e cinco vezes mais forte que o aço em peso igual, é utilizado nos coletes à prova de bala, nas varas de salto à vara, por exemplo. Agora, com a missão Artemis II, conhecemos o “Avcoat”. Serviu como escudo térmico da cápsula Orion da missão Artemis II, material ablativo (uma parte absorve o calor, outra parte é consumida) composto por fibras de sílica em uma resina epóxi. Quem tem feito obras na sua casa, recentemente, já ouviu falar na resina epóxi por exemplo. E nas próximas obras se prepare para ter conversas com o pedreiro, incluindo vergalhões de fibra de vidro – mais resistentes em zonas litorâneas; aerogel; “fumaça congelada” – material mais leve que o ar e que sustenta prédios; vidros fotovoltaicos – transformando edifícios em baterias; madeira engenheirada (CLT) – como alternativa ao concreto e aço, o concreto autorregenerativo – com capacidade de autorregenerar, parece novo mais tempo, selando fissuras automaticamente quando em contacto com o ar e o oxigênio.

Penso nos meus joelhos, minha coluna, meus olhos, meu aparelho digestivo. Está cada vez mais perto o mundo em que, quando formos à praia se verão nossas próteses, nossas substituições, quem sabe com número de série, com patrocínio.

Aguardo a venda no Brasil do BEN, um veículo elétrico concebido em Portugal. Pequeno, excelente para cidade, barato (menos de R$ 50 mil). E aguardo os “Bento”, marmitas japonesas espetaculares, em que algumas chegam mesmo a aquecer a comida instantaneamente – já falei nisso aqui...

Inovações que me agradam.

A parte em que os humanos querem ser todos iguais, mesmo nariz, dentes, cabelo, roupa, tatuagens, etc, é que não vejo com bons olhos. Ser igual a outra pessoa? Para quê? 

Ana Santos, professora, jornalista


Imagem: Picasso


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