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A Arte de João Paulo Pimentel
"Conta-me outra vez" "Conta-me outra vez, é tão bonito que não me canso nunca de escutá-la. Repete-me outra vez que o casal da história foi feliz até morrer, que ela não lhe foi infiel, que a ele nem sequer lhe ocorreu enganá-la. E não te esqueças de que, apesar do tempo e dos problemas, continuavam os beijos todas as noites. Conta-me mais mil vezes, por favor: é a história mais bela que conheço." Amalia Bautista Porto, Portugal Fotografia de João Paulo Pimentel Professor de
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6 de jul.1 min de leitura


2 Contos: “DENGUE COM CHIKUNGUNYA, AFF” e “Será?”
Conto “DENGUE COM CHIKUNGUNYA, AFF” Lá estamos nós - meio que sozinhos, com a nossa educação de mãe e pai - combatendo cada um o mosquito da dengue de nossas casas. O Brasil tem uma mania horrivelmente preconceituosa. Tudo o que acontece mais com o pessoal carente, acontece SEMPRE porque é coisa de pobre. Só que não. Só que é ao contrário. As coisas não feitas pelos governos é que vão parar mais perto da casa deles. Assim, os aedes aegypts que carregam os vetores de Dengue, C
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4 de jul.5 min de leitura


A Arte de Lila Cruz
"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou." Margaret Mead A Arte de Lila Cruz Aline Cruz, ou Lila Cruz, nasceu em Salvador (BA), é jornalista por formação e também trabalha com ilustração e quadrinhos. Editou, com mais cinco mulheres, a Revista Farpa, que recebeu cerca de 600 trabalhos e selecionou e publicou 99 artistas de todo o país. Já realizou duas exposições solo e fez a curador
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2 de jul.1 min de leitura


Poesia da Voz
“Uma voz” “Uma voz dizia que nos vinha a chuva que mata, outra que abençoava a terra. Uma palavra era sobre a água úbere, outra sobre os lodos, limos e as regueiras. Uma voz queria beber uma sede áspera, outra clamava fogo, terra e água.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) "Nada tão silencioso como o tempo" “Nada tão silencioso como o tempo no interior do corpo. Porque ele passa com um rumor nas pedras qu
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1 de jul.2 min de leitura


“AS PALAVRAS E SEUS PODERES EXTREMOS” e “Salva pelo signo?” Bug Sociedade
“AS PALAVRAS E SEUS PODERES EXTREMOS” Bug Sociedade A TV expõe, sem pena. Jogadores que fazem parte de uma seleção feita para ganhar milhões de marketing – atualmente olho para o time e não consigo ver o verdadeiro motivo de estarem ali juntos – seria nos representarem. Representarem o Brasil, nossas mazelas, mas também nossos ideais e garra. As palavras. As que despertam em nós dores profundas porque são críticas, ofensivas, impactantes e impacientes. Ou que tentam nos retir
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30 de jun.6 min de leitura


A Arte de Desali
"O que as pessoas dizem, o que as pessoas fazem e o que as pessoas dizem que fazem, são coisas completamente diferentes." Margaret Mead A Arte de DESALI Artista visual, arte educador Formado em Artes Plásticas. Transita entre múltiplas linguagens: fotografia, ação performativa, o vídeo e a pintura, abordando temas como o cotidiano na periferia, a realidade dos jovens negros no Brasil e a exclusão social. Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2023/2024 @ desali_xo #desal
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29 de jun.1 min de leitura


2 Contos: “BRASILEIRO NUNCA FOI FÃ DE FUTEBOL – SOMOS TÉCNICOS E PRONTO!” e “Nem no google maps”
Conto “BRASILEIRO NUNCA FOI FÃ DE FUTEBOL – SOMOS TÉCNICOS E PRONTO!” Posso ser velha, mas 1970 foi o ano em que meu pai morreu. Logo em maio. E minha mãe nos mandava pra ver a copa do mundo na casa dos vizinhos porque ela mesma não estava pronta – viúva. Ah, mas com 10 anos, eram meus momentos de alegria suprema! Então, lamento fãs do Neymar – somos técnicos. Apontamos defeitos e qualidades. Vi no segundo gol do Vini, o Jairzinho, cara! Aquela camisa 7 inesquecível! Mas desc
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27 de jun.5 min de leitura


A Arte de Israel Kislansky
"Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado Da vossa piedade me despido, Porque quanto mais tenho delinqüido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto um pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada; Cobrai-me; e não queirais, Pastor Div
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25 de jun.1 min de leitura


Poesia sem Vento
“Do outono II” “Sem vento, a minha voz secou aqui, neste parque de cedros quietos. Tudo é como ontem era, mas a minha voz, na minha face, calou-se, porque só o vento me trazia a fala, vinda de algures, com notícias de alguém, indo para além, para outros ouvidos, num país.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) “Uma voz” “Uma voz dizia que nos vinha a chuva que mata, outra que abençoava a terra. Uma palav
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24 de jun.1 min de leitura


“APEGOS NÃO MUDAM PERDAS” e “Melhor versão” Bug Sociedade
“APEGOS NÃO MUDAM PERDAS” Bug Sociedade Ali estavam todos velando, cada um, a sua perda. Dani havia perdido o emprego e se achava injustiçada porque havia cumprido com folga a todas as metas da sua empresa. Saiu, pulou de um trabalho pra dois, virou uma Diva da internet, sinônimo de notícia bem dada. Sua empresa, toda multi, toda pop, caiu ladeira abaixo. Mas na hora da demissão vem o apego, o medo porque a gente não vê o futuro. Alguém perdeu o namorado, alguém sofreu um gol
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23 de jun.4 min de leitura


2 Contos: “TIRANDO ONDA, HEIN SEVERINO?” e “Uma vida para aprender”
Conto “TIRANDO ONDA, HEIN SEVERINO?” Rio de Janeiro, Ipanema, Praia do Diabo, década de 1980. Alguém chamou: - Severino José! O pessoal surfista olhou um pra cara do outro. Não era nome de ninguém da turma. Não era nome de ninguém dali. Simplesmente aquele nome não pertencia, era out. De repente apareceu um garoto meio baixinho, forte, com o cabelo encaracolado e parafinado, um sorriso muito fofo. Pois é. O Severino José era um gatinho. Fazia ginastica olímpica, por isso era
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20 de jun.5 min de leitura


Dias de Poesia
“Nada tão silencioso como o tempo” “Nada tão silencioso como o tempo no interior do corpo. Porque ele passa com um rumor nas pedras que nos cobrem, e pelo sonoro desalinho de algumas árvores que são os nossos cabelos imaginários. Até nas íris dos olhos o tempo faz estalar faíscas de luz breve. Só no interior sem nome do nosso corpo ou esfera húmida de algum astro ignoto, numa órbita apartada, o tempo caladamente persegue o sangue que se esvai sem som. Entre o princípio e
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17 de jun.2 min de leitura


“EXISTE VIDA REAL PARA ALÉM DO MARKETING” e “Relógios que não batem certo" Bug Sociedade
“EXISTE VIDA REAL PARA ALÉM DO MARKETING” Bug Sociedade Estamos vivendo bizarrices. Coisas que são feitas sem nenhuma responsabilidade. Se o marketing vende, não importa nada a qualidade do produto. Se repetem receitas, palavras. Espantosamente, li o que aconteceu com a menina que foi jogada sem corda de uma atividade chamada rope jump – a cobertura não fala palavras como irresponsabilidade, falta de preocupação com a vida de quem está te pagando; ninguém fala que precisamos
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16 de jun.7 min de leitura


2 Contos: “BANHO DE DINHEIRO” e “Titi”
Conto “BANHO DE DINHEIRO” Era operária, mas na TV, na internet, os comentaristas apontavam sem parar que havia um tipo de deputado que brigava pelos direitos da maioria – eram bem poucos, esses. Não entendia, não era capaz de entender. Os homens – principalmente eles – ao invés de pesquisarem detidamente qual deputado apresentou projeto bom ou que apoiava projetos justos para o povão, perdia tempo procurando cabelo em ovo: essa deputada não voto porque é mulher, porque é tran
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13 de jun.6 min de leitura


Poesia Lusitana
“Porque deste a teu filho asas de plumagem e cera se o sol todo-poderoso no alto as desfaria? Não me ouviu, de tão longe, porém pensei que disse: todos os filhos são Ícaros que vão morrer no mar. Depois regressam, pródigos, ao amor entre o sangue dos que eram e dos que são agora, filhos dos filhos.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) “Da voz das coisas” Só a rajada de vento dá o som lírico às pás do moinh
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10 de jun.1 min de leitura


“TODA DENGUE É COLETIVA” e“Esporte?” Bug Sociedade
“TODA DENGUE É COLETIVA” Bug Sociedade Peguei dengue pela falta de cuidado do prédio vizinho. Não poda suas árvores. Não cuida de seu esgoto, que está à céu aberto. Atrai ratos. Atrai mosquitos. Foge das nossas reclamações. Dá desculpas ridículas para a sua falta de higiene, enquanto investe em sua piscina. Triplex bacana. A quem pertencem as partes coletivas do que nasce privado? A Prefeitura de Salvador não sabe responder a isso – creio que não sabe responder a nada que não
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9 de jun.4 min de leitura


2 Contos: “VOCÊ JÁ TEVE SEU DIA GAY?” e “Quando eu vim para este mundo
Conto “VOCÊ JÁ TEVE SEU DIA GAY?” Não importava nada o lugar ou cultura. Não importava religião ou proibição. Há dentro de nós o “quem eu sou”, que muda tudo, não importa o lugar do mundo. Assim foi com ele, que, praticamente, nasceu marcando o ritmo do karaokê, de microfone na mão. Ah, mas o sistema oriental é mais fechado – como criança, apenas segurava o microfone e repetia e repetia que queria ser uma estrela. Com bullying ou sem – “eu quero ser star”. Apanhando ou não -
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6 de jun.6 min de leitura


Poesia e Sargaço
“DO MAR” “Aqueles de um país costeiro, há séculos, contêm no tórax a grandeza sonora das marés vivas. Em simples forma de barco, as palmas das mãos. Os cabelos são banais como algas finas. O mar está em suas vidas de tal modo que os embebe dos vapores do sal. Não é fácil amá-los de um amor igual à benignidade do mar.” FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa (1938-2007) “Os amigos que morrem são arbóreos, plantados e memor
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3 de jun.1 min de leitura


“CADA UM É CADA UM" e“Amadurecer” Bug Sociedade
“CADA UM É CADA UM Bug Sociedade Há uma comunidade no Rio De Janeiro que se chama Vila do João. É bem antiga, creio que ela nasceu em homenagem ao vil general João Batista de Oliveira Figueiredo – último verme ditador do Brasil. Um que, diante da pergunta sobre se gostava do cheiro do nosso povo, apenas respondeu: Prefiro o cheiro dos cavalos. Bem, foi nessa comunidade que uns bandidinhos do tempo antigo “separaram” pra me dar um par de bancos Recaro. Um presente. Na hora m
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2 de jun.5 min de leitura


2 Contos: “MULHER É ALGO QUE SAI DE DENTRO” e “Confiança”
Conto “MULHER É ALGO QUE SAI DE DENTRO” Foram muitas emoções em poucos dias. Perdi alguém que imaginava mais amigo do que era -alguém que, deliberadamente, falseia, meneia a verdade para ganhar um tempo sem fim, algo infinito, dentro da ideia estelionatária de quem se supõe perfeito em sua engenhosidade. Mas meu coração primeiro cai com a perda da pessoa e depois cai ainda mais com a queda da imagem, do respeito. Vão-se os anéis, ficam os dedos... Aos gritos, vi uma mulher e
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30 de mai.5 min de leitura
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