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“Walk. Ride. Rodeo.” / “Andar Montar Rodeio - A Virada de Amberley” (Netflix, 2019)


Ser baseado em fatos reais, já me “puxou”. A edição, no início, me conquistou totalmente. Depois, nem tanto, mas o início... Saber usar as velocidades do filme é uma arte, requer bom senso e WALK. RIDE. RODEO soube fazê-lo muito bem. Você vê a musculatura do cavalo sobressaindo da pele, o esforço nas curvas, a areia subindo... incrível. Saber usar as sobreposições também é uma arte e lá estavam as fusions compondo muito bem as cenas. A cena do acidente foi muito bem composta. Mas, o filme tem “fraquejadas”. A menina tirando o cinto pra pegar direito no mapa: fraquejada do roteiro. Tinha que ter acontecido uma coisa mais convincente.

E assim, de pitada em pitada, se perderam momentos onde, com uma costura melhor, uma base de interpretação mais forte, a história seria melhor defendida – principalmente porque aquelas pessoas existem na vida real, estão vivas.

A clareza e o domínio no “slow” não foram usadas da mesma forma com o “fast” – outra fraquejada. São pequenos momentos, mas estou apontando a todos eles, exatamente porque poderiam ter sido evitados.

É uma grande história de perseverança e determinação, uma inspiração. Nesse sentido, WALK. RIDE. RODEO deve ser visto por todos. O pessoal que ama elementos country vai se sentir em casa com a ambiência, mas sobretudo é uma história incrível baseada em fatos reais! Spencer Locke tem ótimos momentos e Bailey Chase que já atuou em séries incríveis ficou meio apagadinho por ali por algum motivo que o roteiro não contou.

Fora essas pequenas rachaduras, é uma história que serve pra depois se puxar um bom papo sobre esforço e quebra de limites, o que é útil pra muita coisa na vida da geração que veio depois.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


Baseado em fatos reais sempre interessa e sempre é importante assistir. Situações e experiências vicariantes que nos fazem entender melhor o mundo, a vida, as pessoas e que nos estimulam a seguir com coragem mesmo quando na frente só vemos adversidades.

A vida muda mesmo num instante. É assustador isso e ao mesmo tempo é um aviso e um estímulo para aproveitar. Esta menina, depois do choque, consegue coisas incríveis. Tem uma família proativa, estimulante e muito corajosa. Os limites realmente estão na nossa cabeça.

É muito bonito e importante o filme mostrar o trabalho generoso e mágico que a fisioterapia faz. Os fisioterapeutas são pessoas diferenciadas e nos ajudam a mudar o nosso mundo. Os cavalos, animais lindos, perceptivos, generosos, cuidadores. O cavalo Power é lindíssimo e quase diria que é um bom ator, tamanha habilidade que tiveram em mostrar seus sentimentos. Lindo isso.

O filme tem momentos mágicos e momentos de fragilidade. A direção conseguiu imagens incríveis dos movimentos do cavalo, imagens incríveis do acidente, mas ao mesmo tempo tem imagens da competição que estão aceleradas – e fica muito estranho. A família expõe problemas financeiros do nada, mas depois, igualmente do nada, têm condições para tudo o que se sonha numa situação destas. A falta de química entre os pais da cavaleira também é muito visível. Mas as imagens em câmera super lenta, com pontos de vista totalmente originais, em alguns momentos, tornam este filme obrigatório. Não perca.

Ana Santos, professora, jornalista


Sinopse: Depois de um acidente que a deixou paralisada, uma campeã de rodeio promete voltar a montar e a competir. Baseado em fatos reais.

Direção: Conor Allyn

Elenco: Spencer Locke, Missi Pyle, Bailey Chase

Trailer e informações:

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