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Poesia para a Lua


Ela está, mesmo quando não se vê.

Sempre presente, sempre marcante

Sempre com a gente

Como o amor


1. Poesia indicada pelo Bug Latino


“PARA F. M.”


“Esperei por ti nos campos do entardecer

Olhos fechados, deitei sobre a grama

Ouvindo sons de passos no balançar das árvores;

Esperando que meus lábios sentissem lábios onde a brisa suave estivera;

O corpo reto para sentir o calor de mãos onde o calor do sol brilhara.


Não vieste. Voltei para dentro

Reclamando que o sol se punha

E o vento estava muito frio


Que as árvores eram muito barulhentas

E melhor seria dormir dentro de casa.”


Maya Deren

Ucraniana



2. Poesia indicada por Maria Lúcia Levert


“A LUA”

“Há noites

em que a Lua

parece de vidro.

Transparente

mas não permite que a gente

penetre nos seus segredos.

Outras vezes

é como um espelho.

Irradiante.

Ofusca os olhos e a mente

lembrando mitos e medos.

Ainda há outras noites

em que não se deixa ver.

Espera que o mundo adormeça

para então aparecer.

Quando é nova

é envergonhada.

Pouco se mostra ou nada

e rodeia-se de um anel.

Quando madura

é farta e cheia,

desperta amor e ternura

e quer imitar o Sol.

A Lua é misteriosa.

Por vezes parece olhar-nos

e atrai o nosso olhar

ficando a ela seguro.

Só vemos o que quer mostrar

e deixa-nos a cismar

como será a outra face,

o seu outro lado escuro.

A Lua faz o que quer

e às vezes, sem se esperar,

mesmo em plena luz do dia

ela aparece no céu

para absorver luz solar

e quando a noite chega

lá está ela, radiosa,

prateada, luminosa

a pratear toda a Terra

e a reflectir-se no Mar.”


Helena Marcão

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