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Na poesia, posso.


Em tempos turbulentos, a poesia pode ser libertadora, um refúgio, um lugar onde descansamos o medo, onde recuperamos forças, um novo ponto de partida. Escrevendo ou lendo. Em voz alta ou em silêncio. Contando aos amigos ou só para nós. Escolha o seu jeito. Pode experimentar ler estas belas poesias de dois Grandes, para começar...


1. Poesia indicada pelo Bug Latino

“A mulher e o reino”

“Ó! Romã do pomar, relva esmeralda

olhos de ouro e azul, minha Alazã!

Ária em forma de Sol, fruto de prata

meu chão, meu anel, Céu da manhã!

Ó meu sono, meu sangue, dom, coragem,

Água das pedras, rosa e belvedere!

Meu candeeiro aceso da Miragem,

Meu mito e meu poder - minha Mulher!

Diz-se que tudo passa e o Tempo duro

tudo esfarela: o Sangue há de morrer!

Mas quando a luz me diz que esse Ouro puro

se acaba por finar e corromper,

Meu sangue ferve contra a vão Razão

E pulsa seu amor na escuridão!”

Ariano Suassuna

2. Poesia indicada por Maria Lúcia Levert

“De quantas graças tinha, a Natureza”

“De quantas graças tinha, a Natureza

Fez um belo e riquíssimo tesouro,

E com rubis e rosas, neve e ouro,

Formou sublime e angélica beleza.

Pôs na boca os rubis, e na pureza

Do belo rosto as rosas, por quem mouro;

No cabelo o valor do metal louro;

No peito a neve em que a alma tenho acesa.

Mas nos olhos mostrou quanto podia,

E fez deles um sol, onde se apura

A luz mais clara que a do claro dia.

Enfim, Senhora, em vossa compostura

Ela a apurar chegou quanto sabia

De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.”

Luís de Camões

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