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LUZ DE POESIA


Poesia é como um facho de luz que ilumina seus momentos mais tristes. Porque não se iluda: nos momentos mais tristes e sombrios é quando a gente está aprendendo mais. É quando o mundo se alinha para, ao nos desalinhar, fazer com que aprendamos mais depressa. Então, perca o medo das palavras e antes de fazer alguma coisa de que se arrependa depois, escreva, descreva, rime, Use as palavras falando ou escrevendo. Se comunique. E mesmo que as portas naquele momento estejam fechadas, acredite que é coisa temporária e que você é forte. Acenda a sua poesia e ilumine seus caminhos, crie as suas soluções. Evolua sem medo de enfrentar as ignorâncias e sobretudo os ignorantes. Porque toda a poesia é evolução e toda a evolução é inclusiva. Acenda a sua poesia e se ilumine dela, ilumine a vida com ela.


1. Poema indicado pelo Bug Latino


“Evolução”


“Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo

tronco ou ramo na incógnita floresta...

Onda, espumei, quebrando-me na aresta

Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo

Na caverna que ensombra urze e giesta;

O, monstro primitivo, ergui a testa

No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme

Vejo, a meus pés, a escada multiforme,

Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...

Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro

E aspiro unicamente à liberdade."


Antero de Quental, in "Sonetos"


2. Poema indicado pelo Bug Latino


“A FLOR DA SOLIDÃO”


“Vivemos convivemos resistimos

cruzámo-nos nas ruas sob as árvores

fizemos porventura algum ruído

traçámos pelo ar tímidos gestos

e no entanto por que palavras dizer

que nosso era um coração solitário silencioso

silencioso profundamente silencioso

e afinal o nosso olhar olhava

como os olhos que olham nas florestas

No centro da cidade tumultuosa

no ângulo visível das múltiplas arestas

a flor da solidão crescia dia a dia mais viçosa

Nós tínhamos um nome para isto

mas o tempo dos homens impiedoso

matou-nos quem morria até aqui

E neste coração ambicioso

sozinho como um homem morre cristo

Que nome dar agora ao vazio

que mana irresistível como um rio?

Ele nasce engrossa e vai desaguar

e entre tantos gestos é um mar

Vivemos convivemos resistimos

sem bem saber que em tudo um pouco nós morremos”


Ruy Belo


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