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“CPI da Covid” Bug Sociedade


Comissão Parlamentar de Inquérito – nosso BBB da vida real, super emocionante, com vilões, heróis, aquele homem gigante que fica atrás de todos, encostado à parede (que não sei quem é), garçons, homens mal-educados, outros homens – estes, caducos mesmo - provas, documentos, mentiras, despistes, nuvens de fumaça, gritos, suspiros, risadas, torcida total – pelo menos aqui em casa. Uma CPI verdadeiramente no Brasil, para o Brasil.


Uma comissão como esta só aparece na TV quando as defesas que o Estado tem, falham em todas as suas camadas de siglas. A principal falha, o frango absoluto, a perda por WO é mesmo da PGR – Procuradoria Geral da República, ou seja, se o Presidente tem a AGU – Advocacia Geral da União pra se defender, o advogado do Brasil, do povão, deveria ser (mas não é) o Procurador Geral da República. Como ele não fez nada, a coisa com a pandemia virou paulatinamente esse caminhão de desgraça que está desgovernado no Brasil. Aconteceu assim porque o poder que damos aos nossos presidentes é absurdo e precisa ser revisto, já que ele pode indicar e nomear pessoas cujo trabalho foi o de deixa-lo fazer o que quiser. Se ele for mau e conseguir nomear o presidente da Câmara, do Senado, o Procurador geral, vários juízes do Superior Tribunal de Federal e tiver aliados nas presidências dos partidos políticos, acontece exatamente o que está acontecendo. Some que o Ministério também é ele quem escolhe e a linha de enfrentamento ao Covid foi dada (ou não dada, ou dada ao contrário) por toda essa turma aí – que nos colocou na boquinha do vírus.


Bem, aí a última linha de defesa é a CPI. Traduzindo: a gente precisa apoiar demais esses senadores porque se eles caírem, vamos tomar mais gols ainda. Vamos aparecer em sacos, mortos, empilhados, jogados pelo chão, porque é a única coisa que ainda não aconteceu com a gente.


Eu tenho meus ídolos no grupo e vocês? E claro que ídolo não é excelência porque me sinto na mesma luta que eles. Randolfe Rodrigues – meu Diabinho da Tasmânia – ídolo total. Me sinto representada, cada vez que essa criatura miudinha toma a palavra e derruba gigantes da mentira, preparados à minha revelia e com o nosso dinheiro pra enganar, engambelar e escorregar como vaselina. Alessandro Vieira e Rogério de Carvalho, de Sergipe – logo aqui ao lado da gente – espetaculares, cirúrgicos, comandam os dados. Até poderiam aparecer como Super Gêmeos porque são super parecidos um com o outro. Otto poderia ser o Professor Patacôncio, Omar, o Homem Aranha, já que é assertivo, calmo – mas que pela desgraça que aconteceu no Amazonas pode ir ao Inferno pra obter Justiça. E tem até um atual herói, mas que nem sempre esteve nessa posição, super controverso, que já esteve metido com todo tipo de gente e que cresceu muito ao perder o poder – Renan – o anti-herói que sabe atacar como soube se defender e sumir quando foi necessário. Pode ser mau, mas agora está do nosso lado.


Trouxeram vilões e também super heróis da ciência e junto com as senadoras – lideradas por Simone e Katia - formaram o nosso AVENGERS NACIONAL e estão enfrentando gigantes, já que o presidente mau comprou muitos espaços e fez alianças com partidos e pessoas de quem não podemos nos esquecer na eleição de governador, presidente e do legislativo, no ano que vem.


Parece brincadeira, romanceei bastante, mas é tudo verdade. Eles são a última trincheira do Brasil, já que o STF não pode brigar – pode apenas nos defender de atitudes criminosas, de quem rouba no jogo.


Se você não viu, nunca viu, nem sabe que está acontecendo uma CPI – nós todos precisamos de ajuda. Veja, cobre, comente, exija. Nós não temos um plano, nunca tivemos um plano de defesa contra a COVID e sem a sua ajuda, jamais teremos um. E se não tivermos, vamos morrer. Quem apoiou a eleição do Presidente da Câmara é cúmplice. Quem apoiou a eleição do Presidente do Senado, é cúmplice. Quem apoia sair sem máscara está querendo nos enganar. E se conseguirem nos enganar, vamos morrer muito mais.


O inimigo sempre diz que está tudo bem – e nessa, já perdemos mais de meio milhão. Gente morta não tem partido, não tem ideologia. Gente morta não tem nada. Então não se deixe enganar, não seja besta.


O Brasil precisa de máscara na cara, cobrindo bem o nariz e a boca. Máscara não é babador. O Brasil precisa ficar em casa se o que for fazer na rua não for indispensável. Mas sobretudo, O BRASIL PRECISA DE VACINA. Já tomou a sua? As duas doses? Então proteja as outras pessoas e NÃO TIRE A MÁSCARA.


Ou seja: apesar de acreditar que nossas linhas de defesa foram manipuladas, nós somos craques.

SOMOS OS AVENGERS!

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


Superar audiências de programas de entretenimento neste país, não é nada fácil. Quando uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) o faz é porque deve ser muito importante. E é.


CPI da Covid, no Brasil, em 2021.


Não existe ninguém no mundo que possa dizer que não foi atingido pelo Covid19. Duramente atingido. Nem vou falar no Brasil.


Saber que algumas das pessoas convocadas como testemunhas para a CPI, foram treinadas para responder, para tergiversar, para omitir, me deixa perplexa. É só encontrar uma forma de se “safar”? O que vale é a carreira, o currículo, o poder? Vidas humanas viraram números? Problemas? Acham mesmo que oratória é “isso”? Existem pessoas que ensinam “isso” dizendo que é oratória e vocês acreditam? Que exemplo...


A história mundial irá guardar a CPI da Covid no Brasil, como algo a assistir, a analisar, algo que não se deve perder, algo semelhante às obras de Sócrates, Platão, Dostoieski, Niemeyer, Paula Rego, etc. Elementar para quem estudar história, política, direito, sociedade, liderança, a humanidade, esta época.


Mil pessoas que deviam ser testemunhas, mil documentos, mil áudios, mil provas, mil, mil, mil. Uma prova ou fato mais chocante do que o outro. Os que testemunham e aparentemente estão envolvidos em tudo o que não deu certo, dizem que não foi o que mandou, o que fez, o que disse... De repente ninguém fez nada errado e tudo o que se viu de errado, aconteceu do ar e do vento. Parecem estar hipnotizados pelo que devem dizer, sentir, fazer, ser. E sentem muito orgulho nisso. Vemos nos olhos. Me recordo com pesar de um conceito da sociologia chamado desindividualização /desindividuação, pela tristeza de ver uma espécie de coletivo em suicídio mas que na sua cabeça ou nas ordens que receberam, tentam sentir honra. Como conseguem? Não têm coração?


Será que todos aprendemos corretamente o que é a verdade? A mentira? As suas consequências? O que vale uma vida?


Será que todos sabem o que é ter uma opinião e respeitar a opinião dos outros? O que é ter opinião e não obrigar os outros a ter a mesma?


Será que todos aprendemos que o currículo é apenas um lugar onde coloco tudo o que consegui? Que devo sempre procurar mais e que quanto mais alcanço, menos sei? Menos sou? E que ter um enorme currículo não define meus valores morais? Não define minha empatia? Minha bondade? Minha honestidade? Nem define os melhores valores nem esconde os piores?


CPI da Covid, virou meu programa preferido e devia dar em horário nobre, para o país inteiro poder assistir, depois do trabalho. Virou um lugar onde se deseja que a justiça, a verdade, a vida humana prevaleçam. Virou o lugar onde este país pode ter salvação... Era tão bom...

Ana Santos, professora, jornalista

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