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“Carnaval, tiros, carpas e tal” Bug Sociedade


Foto retirada do site da Revista Isto É

Há décadas, ainda na época do Collor, o Imperador Hirohito nos presenteou com carpas que viviam perto de 20 anos, diz a fala do povo. Se criou então o costume, lá no Palácio da Alvorada, de fazer um pedido e jogar uma moeda no espelho d’água. A mania pegou, as carpas colocaram ovinhos - e não é que mandaram “colher as moedinhas”? Isso mesmo - esvaziaram o espelho d’água para “catar” todas as moedas. As carpas, coitadas, dizem que morreram sem ar porque mesquinharia pouca é bobagem. Quem pensaria no peixe com um balde cheio e moedas? Se a “ex futura e fracassada” soubesse que cada carpinha assassinada valia de 10 a 20 mil reais, hein? Mesquinharia é tudo...


Pelo menos, o Carnaval da Bahia e do Rio não são festas, são privilégios! E eu, que nasci em um lugar e moro no outro, estou em êxtase! – só que não. Os políticos de alguma forma nos convenceram que a violência é uma coisa comum, um preço a pagar, mas o Brasil normalizou algo que não é normal – a violência urbana e nessa altura não urbana - com garimpeiros enlouquecidos atirando pra todos os lados.


Ser assaltado, tomar tiro, pipoco, chumbo grosso faz parte da vida – e uma coisa que invade o nosso dia a dia, acaba ganhando muitos nomes, apelidos. Mas ainda assim, não é normal. E enquanto os ultra direitistas - para justificarem tudo o que não foi feito - criam um drama mexicano, todos nós vivemos nele, o dividimos com o medo, este é o resumo.


IPTU de Salvador nas alturas para ver batedores de carteira como donos de um Pelourinho abandonado – de novo... Lá vem o Brasil, descendo a ladeira... Reformas a fazer por todos os lados, o País abandonado, tanta coisa a se refazer e eu nem chorei nossos parentes Yanomamis famintos, famélicos, fracos, doentes e esfomeados hoje, ainda...

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV



“Que momento!” Bug Sociedade

Bahia, época de muito calor, muita umidade/humidade. Tudo isso condiciona a vida e o trabalho de quem tem pouco, claro, porque os que têm muito, estão curtindo. De qualquer forma algo é igual para todos, um dia de menos água, de alimentação menos cuidada e de pouco descanso significa mudança de energia e de boa disposição e invasão de doenças. Agora imagine isto no clima da Amazônia, sem alimento, sem água potável, sem segurança, sem ter o direito de ir e vir, com medo de ser estuprada, etc. Cada segundo conta, conta mesmo e é uma enorme benção saber que tudo está começando a ser feito para que seja só o sol e o calor a incomodar a vida.

Carnaval, depois de dois anos sem festa - o Brasil vai viver uma espécie de 3 Carnavais em um. Se prepare... Salvador costumava receber 2 milhões de turistas e este ano está aguardando 6 milhões. Momento de recuperar o negócio ou de tentar um novo. Hotéis e Resorts cheios. A cidade sendo limpa e bem iluminada para receber o mundo. É uma pena não acontecer tudo isto, também, para os que aqui vivem e durante o ano. Todos os amigos avisam para redobrar o cuidado com roubo de celular, sequestro relâmpago de carro com condutor, motorista para sacar dinheiro pelo pix. Quem gosta de folia vai poder aproveitar tudo. Quem já não está nessa vibe, ou viaja ou enche a dispensa e a geladeira e trabalha em casa. Quem vai trabalhar precisa se cuidar porque é muito trabalho, muito cansaço. Se não se cuidar, a voz será a primeira a dar o alerta, as viroses inexplicáveis de seguida. Final do Carnaval tem sempre essas contas.

Cada semana temos novidades e confesso que algumas coisas parecem invenções. É possível mesmo que alguém, depois de sair do lugar onde viveu, leve mobílias? Que alguém que se diz muito religioso, recolha moedas abençoadas, de um lugar considerado sagrado, espiritual, religioso? Será que o primeiro ministro de Itália ou alguém acharia bem fazer isso na Fonte de Trevi? É possível um jogador de voleibol, olímpico, não ter caráter? Achar que por ser bom jogador é também o dono da razão? É possível um jogador de futebol famoso, de seleção, cheio de dinheiro, casado com uma mulher modelo, não ter caráter? Pierre de Coubertin faz muita falta por aqui. Os ideais olímpicos também. Cada vez mais visíveis estão a luxúria, a cobiça, a inveja, a soberba e - a avareza dos baldes de moedas é a mais engraçada. Ser religioso também necessita de formação pelo que vemos. Melhor colocar os 7 pecados mortais logo e não sei se chegam não.

Os terramotos (terremotos) de ontem nos fazem estremecer de medo. Para além do frio extremo, do calor extremo, os terramotos, a maldade humana. O que mais? O planeta está reagindo, continua a reagir, a falar do jeito que sabe. Quando os que têm poder vão ouvir e mudar? A vida muda num instante, assusta. Desejo estar aqui na próxima semana para mais um Bug Sociedade.

Ana Santos, professora, jornalista

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