Exposição “A Olho Nu” de Vik Muniz, Salvador - Bahia

De todas as artes, as plásticas talvez sejam as mais difíceis de arrancar entusiasmo do seu público. No caso de A OLHO NU, de Vik Muniz, eu aconselho a todos que desfaçam essa impressão e que se deem a possibilidade de mergulhar no pensamento criativo por trás de cada uma das inúmeras obras em exposição no MAC Bahia. Cada momento trouxe uma surpresa de concepção, um suspiro de incredulidade – fazer telas com café coado? Fazer tela com grãos cheios de caldo? Que espécie de retrospectiva traz tanta novidade mental, tanto frescor acadêmico?
Não saberia reter um momento mais importante ou mesmo um andar mais estimulante – veja, a exposição ocupa quatro andares (!). E você fica ali alimentando a sua criatividade de cenas, de nitidez, de surpresas, sobressaltos alegres, suspenses (porque, num dado momento você se pergunta o que mais ele trouxe para lhe provocar). Momentos. A vida, ao fim e ao cabo, se resume apenas em colecionar pequenos momentos inesquecíveis, sortilégios, em minutos caprichosamente colecionáveis. A estreia de Vik Muniz nos trouxe mais um desses pequenos momentos, soltos como lágrimas na chuva, misturados com rotinas, figuras corriqueiras, mas vistas e feitas de um modo absolutamente novo e provocante.
O banco do Brasil ainda nem inaugurou a sede de seu Centro Cultural, mas já traz para Salvador o oxigênio criativo de Vik Muniz. Eu o observei detidamente por trás da capa de invisibilidade que a Plataforma Bug Latino me dá – e ele estava definitivamente feliz, ali, vivendo o seu próprio momento, dando explicações, falando de suas obras, como se estivesse em casa conversando com amigos sobre vida – por acaso, a sua. E estava. Pleno. De uma maneira muito sua, a Bahia também sabe como lidar com esses pequenos momentos mágicos e colecionáveis de vida, sabe fazer parte deles, sabe como tornar-se inesquecível como um deles.
Não percam a exposição. Levem as crianças e as deixem sonhar por um momento também.
Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

Com mais de 200 peças, distribuídas em 37 séries, é a sua maior exposição já realizada.
Estreou no Instituto Ricardo Brennand, em Recife e agora oferece aos baianos um período de quase 3 meses para deleite de todos. Gratuita, num espaço maravilhoso como o MAC, é excelente para levar crianças e jovens, para perceberem como tudo é bom ou mau de acordo com a perspectiva e o que se decide fazer sobre, para que cheguem em casa e possam criar de materiais que parecem obsoletos ou parecem inúteis. Estimula qualquer um a enfrentar “seus lixos”, bem na fase final do ano – onde os japoneses nos incitam às reformas interiores e exteriores.
Um artista que nos faz circular nas exposições dele com um sorriso no rosto, com aquela admiração de “incrível”, de “uau”, de “que ideia”, de “como ele se lembrou disto”, de “que coisa tão fácil mas que nunca ninguém se lembrou de fazer”, etc, etc, etc.
Paulista que ama Salvador, com atelier no Santo António do Carmo, é claro, frontal, sincero e encantador, como suas obras. Declara amavelmente que precisou sair do país no início da carreira, porque sendo pobre sentia que seria difícil conseguir o que desejava alcançar, vivendo no seu país. Viveu muitos anos no exterior, pensando que não mais voltaria. Até voltar, se apaixonar por Salvador e nos apaixonar a todos com quem é e com o que faz. Sexta-feira, na apresentação da sua exposição para convidados e imprensa, brindou todos com seu encanto e simplicidade, explicando como chegou a alguns resultados nas suas obras. Uma enorme honra.
Mesmo para quem já conhece sua obra, esta exposição é imperdível. Tudo é fantástico, mas talvez o que desta vez me deixou com um “uau” na alma foi a série “Individuals” em que, com um único bloco de plasticina (massa de modelar), fez 57 esculturas diferentes. Fotografou cada uma, depois as destruiu, para fazer outra, fotografar, destruir, fazer outra, etc. Como nunca ninguém pensou nisso?
Que sorte viver em Salvador e poder usufruir de Vik Muniz.
Ana Santos, professora, jornalista
Sinopse: Retrospectiva da trajetória do artista, apresentando uma conjunto de trabalhos produzidos desde o final dos anos 1980 até as obras mais recentes.
Local: Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia)
Período: De 13/12 a 29/03
Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h De 13/12 a 29/03
Curadoria: Daniel Rangel
Produção: N+1 Arte Cultura
Apresentação: Ministério da Cultura e BB Asset
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Visitação: Gratuita
Domingo é dia de exposição de azulejos e de sugestão cultural.
Azulejaria, uma arte milenar que enriquece nossos dias.
Sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.
Sempre que possível indicamos filme ou documentário que pode ser visto por todos, na internet.
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