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Bug Cinema

Público·89 membros

“27 Noites” (Netflix, 2025)



Quando sua mãe, rica e excêntrica, se torna a velha doida que está gastando a fortuna que você vai herdar, o que se pode fazer? Sua mãe! Aquela que precisa ser impedida? Judicialmente? Quando o seu papel na vida de sua mãe se torna o de apropriar-se do que ainda não é seu? São perguntas difíceis, muito difíceis porque num dado momento, há quem veja por sobre a figura da mãe, enxergando a herança, os bens familiares na frente de tudo.  O que você faria para ser dono de tudo, “protegendo o patrimônio da família”, mesmo que a dona, a mãe, fosse o estorvo a evitar, mesmo que resolvendo a questão através da sua internação numa ala psiquiátrica, com um laudo fraco, mas com as obras de arte salvas?

 - “Onde está o Dali”?

                  Ah, então o filme é um drama terrível? Não. Ao contrário. O filme mostra esse lado terrível, mas o ponto de vista da vida de Martha Hoffman é incrível, imperdível – o que torna o drama, o egoísmo humano, a estranha noção de divisão, de partilha, de família, um lugar com toques de bom humor permanentes, graças à Marta Hoffman.

                  A interpretação de Marta se baseou em fatos reais e dar vida ao que a vida já manipulou sempre é muito difícil. O trabalho de Marilú Marini, portanto, é estrondosamente perfeito. Não fez nada mais, nem menos que o necessário para desenhar com perfeição a personalidade da personagem. Cada aparição, gesto, olhar, fala foram perfeitos. Contracenas incríveis com Daniel Hendler, o perito que deverá confirmar ou não sua suposta demência, no papel de Casares. Isso sem contar com as cenas com as filhas – todas intensas. Todas. A cada momento nós nos deparamos com aquele desprezo da cobiça familiar, a consciência da posição difícil da Marta, mas ela mesma dissolve o drama com tiradas de uma inteligência imperdível.

                  Estamos cada vez mais velhos, no Brasil. Cada vez há mais velhos, no mundo. O que será de nós? Já se perguntaram? A geração que está sendo criada, nesse momento da história, dará conta de nós?

                  Um filmaço cheio de perguntas difíceis, diante de fatos incontestáveis. Quem ficará com o “Dali” da sua família, hein?

                  Não percam. E vejam com mães e avós. Será uma discussão enriquecedora, mesmo sem obras de arte a se dividir.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

Um filme inesperadamente emocionante, com humor e real. Baseado em factos verídicos, numa época em que a lei na Argentina permitia aos filhos e filhas determinarem a internação e o isolamento de seus pais idosos ricos.

Neste caso, duas filhas infelizes e carregadas de preconceitos, não toleram que sua mãe seja feliz depois de viúva, muito menos toleram os amigos que tem e os gastos que faz. É algo muito arrepiante pensar que existem filhos que só olham para o lado material e financeiro dos pais e que fazem seja o que for para obter seus desejos.

O filme mostra isso de forma muito engraçada e ligeira e mesmo assim é muito emocionante. Percebermos como ficamos frágeis com a idade e as limitações físicas e como isso justifica que outras pessoas possam supor que estamos dementes. Ou utilizarem esses argumentos para criarem uma narrativa que lhes agrade. Terrível. Arrepiante.

O filme também é muito interessante ao mostrar os temperamentos e interesses variados de peritos, advogados, amigos da mãe, amigos das filhas, da justiça, a forma como se comportam as enfermeiras na clínica psiquiátrica. Tudo arrepiante e muito bem colocado.

Amei em particular o perito, com uma vida bastante desestruturada, vivendo sem rumo nem entusiasmo que “choca” com aquela senhora de 83 anos e isso vale o filme e vale nada lhe dizer para não dar spoiler e você gostar tanto quanto eu gostei. Imperdível.

Ana Santos, professora, jornalista

 

Sinopse: Depois de ser internada em uma clínica psiquiátrica por suas filhas por causa de seu estilo de vida despreocupado, um especialista deve determinar se a mulher está doente ou simplesmente quer aproveitar a vida.

Direção: Daniel Hendler

Elenco: Marilú Marini, Daniel Hendler, Humberto Tortonese

Trailer e informações:

https://www.imdb.com/pt/title/tt38095263/

 

Domingo é dia de exposição de azulejos e de sugestão cultural.

Azulejaria, uma arte milenar que enriquece nossos dias.

Sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.

Sempre que possível indicamos filme ou documentário que pode ser visto por todos, na internet.

 

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