“Doris, Redescobrindo o Amor”/ “Hello, My Name Is Doris” (Netflix, 2015)

Eu adoro o trabalho de Sally Field porque ela consegue nos colocar cuidadosa e levemente dentro de um caldeirão dramático, com o fogo ligado a mil graus, como se nada fosse. Em DORIS, REDESCOBRINDO O AMOR, ela faz de novo esse movimento incrível. Meio bobona, meio cafona, meio desligada da vida, guarda cenas de absoluta explosão dramática e nos expõe às nossas perdas, ao que nossos irmãos “acham” que é normal aguentar-se ou aos “podres” que sua melhor amiga pode falar em relação a você, numa discussão.
DORIS, REDESCOBRINDO O AMOR é isso? Nem tanto. É muito mais que tudo – TUDO – depende do ponto de vista de onde se está olhando. Doris é tudo isso que eu escrevi – de um ponto de vista. De outro – de um cara mais novo, diretor de arte – ela pode ser incrível e também excêntrica, ousada e obcecada - dependendo do dia, da pessoa, do momento seria tão original, que até poderia ser convidada para ser capa do CD de uma banda extravagante.
Não, não é uma obra para Oscar – mas a qualidade dramática do filme também vai chamar a atenção das pessoas que ainda têm algo sensível a dizer ao mundo. E o final fica a seu gosto, critério. Caberá exatamente dentro da sua imaginação, quando o momento chegar.
Veja com todos de sua casa e critique à vontade, fale mal dela – maluca, doida! – Você vai se repensar em muitas de suas críticas meia hora mais tarde, viu? Não é uma delícia usar um filme pra se rever?
Eu achei
Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV
Um filme simples, com uma excelente produção, excelentes atores e atrizes e um roteiro bem original e bem atual.
O mundo das meninas de 13 anos que pode ser útil para as mulheres de mais de 60 anos que viveram e vivem vidas de rotinas empobrecedoras. Essas mulheres, que aos poucos vão perdendo a ligação com o mundo atual e social, em relação à música, à roupa, aos comportamentos, aos desejos, aos relacionamentos e, se ainda por cima, tiverem acompanhado os últimos anos de seus pais ou mães – ou ambos – podem se tornar fechadas, anti-sociais, ou excluídas, ou banalizadas, ou criticadas, ou “zombadas”. Na verdade, vemos que a competência e dedicação de muitas e muitos funcionários de empresas, ao longo de anos e décadas, vai os tornando “obsoletos” socialmente. Uma tristeza, um horror e deveria ser uma preocupação social para qualquer país e governo.
Ao mesmo tempo, ambientes pesados, difíceis, de solidão, podem levar as pessoas a desenvolver comportamentos complexos como acumulo, isolamento, irritações súbitas, e o chamado T.O.C.
Um filme que parece bobo, mas nada de bobo. Nada mesmo.
Mistura a realidade com a imaginação com frequência, mas não é isso que fazemos todos, e todos os dias? E quantas vezes ultrapassamos a linha saudável, ou educada, ou adequada, ou responsável, desses limites? Nos vemos ali, em algo. Nos vemos e quem sabe o filme provoque que possamos nos rever e nos melhorar.
Imperdível
Ana Santos, professora, jornalista
Sinopse: Um seminário de auto-ajuda inspira uma mulher de sessenta e poucos a perseguir romanticamente sua colega de trabalho.
Direção: Michael Showalter
Elenco: Sally Field, Max Greenfield, Tyne Daly
Trailer e informações:
https://www.imdb.com/pt/title/tt3766394/
Domingo é dia de sugestão cultural.
Sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.
Sempre que possível indicamos filme ou documentário que pode ser visto por todos, na internet.
@buglatino
A Plataforma que te ajuda a Falar, Pensar, Ser Melhor.
#buglatino #treinamentosdedesenvolvimentopessoal #autoconfiança #desenvolvimentopessoal #comunicaçãoprofissional #crescimentopessoal #históriasdesuperação #motivaçãodiária #comunicaçãoeficaz #autoconfiançaeautoestima #habilidadesdecomunicação #falaréimportante #pensaresermelhor

