iHostage (Netflix, 2025)

A gente ouve falar sobre o “status” ao redor dos produtos MAC - APPLE e isso vai fazendo parte do seu querer. Quando a loja – linda, chiquérrima – fica no coração de Amsterdã, Holanda, e todo o charme das tulipas e bikes e investimento no pedestre, segurança pública – meu Deus – invade seus olhos – e você vê pessoas simples, metidas, egocêntricas, simpáticas, ali, comprando, parece que vai ser mais um daqueles filmes europeus perfeitamente lindos, em cidades limpas e bem organizadas, em mais um filme patrocinado pelo consumo. Só que não. iHostage é um filme que, para além de ser baseado em fatos reais, de maneira indireta e insistente, mostra como a economia capitalista, de mercado, nos reduz a sumários gráficos de pessoas invisíveis, que apenas servem ao estado a cada pagamento de imposto.
Isso o filme reapresenta com perfeição: Há inúmeras formas de pessoas como nós - quaisquer - sermos invisíveis e desimportantes – o que só é possível porque todos também são estimulados a não fazerem parte de grupo nenhum, a serem apenas indivíduos egocêntricos que buscam sobreviver e que têm esses pequenos momentos onde um IPad, IPod, IMac, Iphone anestesia e corrompe um pouco mais nossos espíritos. No frigir dos ovos, se você é um policial ou um terrorista, não importa muito – cada pessoa tem ali um papel social a ser cumprido e o Estado não vai ver ninguém “olho no olho”, apenas porque não interessa.
Há momentos onde nos surpreende a falta de empatia e outros – entre a negociadora e o terrorista – há momentos onde eles parecem compreender seus papeis sociais com muito mais consciência do que nós.
Soufiane Moussouli nos passa exatamente essa “revolta” por não conseguir fazer parte de nada, mas o elenco é muito bom. Cenário lindo, mas que num dado momento causa repulsa: como a luz da loja de Amsterdã pode ser desligada dos Estados Unidos? Que espécie de sistema tira a autonomia de acontecimentos de suas lojas espalhadas pelo mundo?
Vale ver e se perguntar se não devemos resistir com mais empenho, se o marketing deve nos conduzir à supervalorização do papel de embrulho da vida, deixando todos com essa mísera sensação de que nada somos por estarmos nos abandonando no que é mais importante – nossos valores.
Assistam.
Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro, TV
No centro da linda cidade de Amsterdam/Amesterdão uma situação verídica terrível. Mais uma. São tantas as pessoas que estão insatisfeitas, desiludidas, desanimadas, injustiçadas, frustradas. Tantas, mas tantas, que quando uma pessoa destas, se desequilibra e decide fazer uma loucura, normalmente prejudica-se muito e prejudica muito as outras que sofrem do mesmo. O mundo está cada vez mais dirigido para fazer feliz o rico, o poderoso. Os que penam diariamente vivem sofridos.
O sequestrador toma estas decisões sem dar conta que está entrando num caminho sem saída. Ele quer ser ouvido, ele quer justiça, mas o fim é sempre o mesmo – a sua morte, pelo menos a sua morte, quando não é a morte de mais inocentes.
Vamos caminhando no filme e percebendo que todos sofrem do mesmo – o policial, a negociadora, o militar, o refém, etc, etc, etc. Todos sofrem diariamente para cumprir seu trabalho. Para ter dinheiro e condições para sobreviver. Para quem sabe um dia ser um ser humano livre e feliz, mesmo sabendo que isso é uma utopia.
Você vai a uma loja comprar uns auriculares, porque os que tinha não sabe onde os colocou, ou esqueceu, ou perdeu mesmo, e encontra-se com a vida presa por um fio, fino, fino.
Um filme duro, mas muito bem feito, com excelentes atores, num edifício lindo de Amsterdão/Amsterdam.
Imperdível.
Ana Santos, professora, jornalista
Sinopse: Quando um atirador entra em uma Apple Store no coração de Amsterdã, a polícia enfrenta um desafio delicado para resolver o confronto. Baseado em eventos reais.
Direção: Bobby Boermans
Elenco: Soufiane Moussouli, Admir Sehovic, Emmanuel Ohene Boafo
Trailer e Informações:
https://www.imdb.com/pt/title/tt31181421/
Domingo é dia de exposição de azulejos e de sugestão cultural.
Azulejaria, uma arte milenar que enriquece nossos dias.
Sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.
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