“Pódio para Todos” / “Rising Phoenix” (Netflix, 2020)

Espetacular!! Com muitas exclamações! Vivendo uma Copa do Mundo xoxa, totalmente sem graça e fora de lugar, que deveria abrigar a diversidade cultural e está apostando no preconceito e segregação racial, ver o documentário PÓDIUM PARA TODOS é absolutamente inspirador.
Nada de jogadores estrelas, com canelas anatomicamente normais, vaidosamente transformadas em canelas de vidro, com ataques e chiliques, ao invés de dedicação absoluta – falamos dos atletas paralímpicos, que dão seu tudo, não deixam nada pra depois, não ganham rios de dinheiro, não têm super patrocinadores, não são vistos como os atletas profissionais o são, mas são adorados pela torcida, quando ambos – torcida e atletas – conseguem se sintonizar, já que a Organização dos jogos deixa a paralimpíada como um apêndice, sendo eles exemplos de entrega e heroísmo.
PÓDIUM PARA TODOS conta exatamente essas histórias – e a gente quando percebe já está chorando, emocionadíssima. É um arrebatamento internacional com pequenas histórias de muitos atletas, incluindo o quase vexame da nossa paralimpíada brasileira que por um triz, não furou. De novo, atletas, comissão técnica, esforço. De novo os governadores do Rio e a comissão olímpica “driblando” os recursos que deveriam ir para a organização de algo inesquecível – e que foi, graças ao brasileiro que afluiu, assistiu, pagou o ingresso, assim que o Comitê Olímpico do Nuzman parou de atrapalhar.
Veja com a família. Veja só. Veja! É uma injeção de ânimo, de calor humano, de coragem – na vida, existem pessoas assim, incríveis, que servem de inspiração, de exemplo. Cada um deles é uma medalha para nós.
Imperdível
Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV
Um documentário com alguns anos (seis), mas que se mantêm atual.
Pessoas com incapacidades, são pessoas, para as quais a sociedade precisa melhorar nas leis, na forma como as vê e como lida com elas. Um mundo que parece desconhecido por que está escondido. Mas existe, é bem real e cada uma das pessoas considerada “normal”, num instante, pode passar a fazer parte. Precisa ter essa noção, precisa respeitar as vidas de todos, precisamos fazer mais.
Neste documentário, saberemos sobre alguns casos, situações difíceis, terríveis, quase inacreditáveis. Mas cada situação, de cada atleta paralímpico, de cada pessoa “paralímpica”, é uma história inacreditável. O tanto que sofreram, o tanto que lutam, a dor que suportam, a força, resiliência, tenacidade, as limitações que enfrentam diariamente – uns heróis.
O documentário é lindo, com excelente roteiro, os atletas escolhidos sensacionais. Todos sem excepção, apesar de ter uma protagonista, Bebe Vio, com uma trajetória impressionante, bem como sua luz.
Deve ser obrigatório para qualquer atleta, de qualquer condição, para famílias, para todas as pessoas. Precisamos entender que somos todos iguais, para além das diferentes aparências, diferentes condições e oportunidades. E que, por isso, deveríamos ter direito às mesmas condições.
Penso também que ao longo do tempo chegaremos a um ponto em que teremos de aceitar que os verdadeiros campeões são os paralímpicos. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer para chegar a esse lugar, justo, ponderado e nobre.
Imperdível.
Ana Santos, professora, jornalista
Sinopse: A história extraordinária dos Jogos Paralímpicos. Dos destroços da Segunda Guerra Mundial ao terceiro maior evento esportivo do planeta, os Jogos Paralímpicos deram início a um movimento que continua
Direção: Ian Bonhôte, Peter Ettedgui
Elenco: Jean-Baptiste Alaize, Ryley Batt, Ellie Cole
Trailer e Informações:
https://www.imdb.com/pt/title/tt10851618/
Domingo é dia de sugestão cultural.
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