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Bug Cinema

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“Somos Todos Iguais” / “Same Kind of Different as Me” (2017)


Eu preciso de filmes um pouco “água com açúcar”, principalmente quando se lê “baseado numa história real”.


Se diz que um filme está dividido em roteiro, diretor e atores. Se tudo isso for bom é uma obra prima; se a escolha do diretor falha, você tem bons momentos; se a escolha do ator falha, você tem algumas boas cenas; se a escolha do roteiro falha, você não tem quase nada porque se sustenta através e por causa dele. SOMOS TODOS IGUAIS tem roteiro baseado na vida real, o que faz muita diferença – pelo menos pra mim. Saber que aquelas pessoas existiram é uma coisa essencial porque nos vincula à vida e à possibilidade de construção de soluções amorosas fora da tela também.


Djimon Hounsou é um ator estrondosamente bom. Não que os outros não sejam excelentes, mas ele brilha mesmo quando não está fazendo nada, mesmo quando está parado no escuro. Portanto, sendo excelentes, Greg Kinnear e Renée Zellweger não aparecem da mesma forma.


A trama se confunde com o que vemos atualmente porque são cada vez mais pessoas que perdem o equilíbrio na vida e passam a viver sob situação de rua. No Brasil, erradamente nos acostumamos com algo com o qual não se deve admitir conviver. A pobreza extrema não pode mais fazer parte do cotidiano do Brasil e a nossa permissividade com os governos que entram e saem sem fazerem nada com relação a isso precisa acabar. Portanto, o filme fere mais, à medida que mostra uma situação de rua bastante melhor que a dos nossos pobres daqui, sendo que a situação de lá já é inadmissível.


Sendo linda, triste e real, a história aponta para uma mudança que precisa acontecer dentro de nós, mas que aqui nem passa perto. Sendo real, nossa capacidade de amar pode responder a isso sem religiosidade porque ela não é o mais importante; o mais importante é mesmo a capacidade de amar.


Sendo real, passar debaixo das marquises das cidades ganha um contorno de preocupação social e amorosidade que precisamos aproveitar para ajudar, criar movimento em torno do tema, falar do assunto. Se não, os políticos, entre uma fatia e outra de frios e pãezinhos, vão preferir os gostos dos ricos, ao invés das necessidades dos mais pobres.


SOMOS TODOS IGUAIS é tão bondoso que você chega a se lamentar quando acaba, mesmo com alguns problemas insolúveis de roteiro. Você acaba o filme se sentindo mais adequado ao reclamar/brigar/tentar mudar alguma coisa.


Vejam, chorem, curtam porque vale demais à pena.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


Uma história da vida real, inspiradora, avassaladora. Imperdível!!!


Pessoas incríveis e bondosas mudam o mundo e salvam outras do sofrimento. Isso é uma dádiva. É algo muito especial. Conhecemos muitas pessoas que fizeram ou fazem isso todos os dias. Todos podemos fazer isso também. Tornar visíveis os invisíveis, os desabrigados, os indigentes, o que vivem nas ruas. Dar uma mão, abrir uma porta, sugerir um caminho, ser cuidadoso, carinhoso, gentil. Não ficamos menores, muito pelo contrário. Somos abençoados e devemos ter essa consciência em vez de fecharmos portas, impedirmos os outros de serem felizes, deixarmos os que estão frágeis à sua própria sorte.


O filme nos lembra que muita coisa errada e injusta acontece com pessoas boas. E todos sabemos disso mas fingimos que não sabemos. Pode acontecer com a gente. E não tem nada que ver com ser capaz ou não ser capaz. Sabemos bem. Todos. E em vez de cuidar dos outros, de tentar salvar os outros, fugimos aterrados como se tivéssemos medo de ser contagiados. Com o marido inicialmente acontece isso. E acontece de novo mais tarde. Mas, de alguma forma ele consegue recuperar a sua bondade e perder o medo de ser bom, de fazer as coisas certas. Talvez a vida seja isso mesmo. A tentativa de cada um de fazer a coisa certa. Falo dos que vieram para ser bondosos, claro.


Um filme incrível, com atores incríveis. Renée Zellweger, tem aqueles trejeitos estranhos de atriz famosa, mas é uma excelente atriz. Mais um filme em que ela demonstra isso muito bem. O que dizer de Djimon Hounsou? Sou apaixonada pelo trabalho dele. Talentoso, lindo. Que performance sensacional!!! Continua sensível, com um corpo “falante”, expressivo, doce, gentil. Algumas cenas entre Djimon e René são de uma riqueza extraordinária. É uma benção poder assistir.


Penso que precisamos muito de ver estes filmes para nos olharmos de vez em quando. Para enfrentar e resolver com suavidade assuntos difíceis das nossas vidas. Para aceitarmos que a vida é muito difícil e a partir daí, fazermos o que pudermos por nós, pelos outros, sem distinção. Como dizem no filme, somos todos iguais e todos viemos descobrir ou construir o nosso caminho de volta para casa/lar. Não perca este filme de forma nenhuma. E tenha uns lencinhos por perto.

Ana Santos professora, jornalista


Informações:

Sinopse: O negociante de arte internacional Ron Hall deve fazer amizade com um perigoso sem-teto para salvar seu casamento com sua esposa, uma mulher cujos sonhos os conduzirão na jornada de suas vidas.

Diretor: Michael Carney

Elenco: Greg Kinnear, Renée Zellweger, Djimon Hounsou.

Trailer:

https://www.imdb.com/title/tt1230168/?ref_=tt_mv_close


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