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Bug Cinema

Público·89 membros

O Mistério do Gato Chinês / Kûkai (2017)


Há que se preparar para contos e mitos do oriente. China é um lugar muito especial, que lida com verdades espirituais. Então, nem sente na cadeira do cinema se você não estiver pronto para uma viagem espiritual.


Ódios, amores, maldições – no roteiro couberam todas as grandes emoções humanas, encharcadas de mágica, ilusionismo, animações e a lógica totalmente ilógica chinesa, que faz com que a gente se desapegue dos nossos valores ocidentais para conseguir mergulhar e “ver”. De alguma maneira tive muita sorte porque o taoísmo e o budismo sempre estiveram ao meu redor e me desapegar da minha lógica foi uma das primeiras coisas que abstraí.


Então ok, o gato fala, aponta tesouros, as pessoas falam com ele, ele adivinha pensamentos e ações. Ok, há mágicos, ilusionismo, reis, monges, poetas, concubinas, amores, dores e uma perseguição encantada que durou gerações em nome do amor. Ok, eles voam quando é necessário, viram fumaça, são encantados, envenenados e salvos.


Mas principalmente, ok, a alma humana consegue ser retratada numa direção cheia de encantamento. Nós vemos a dor da perda de outro ponto de vista e como é importante termos vários pontos de vista sobre cada coisa! Tem a morte disfarçada por diversas feitiçarias e a dor da morte que persegue corações por vidas.


Por isso, tem o incômodo de você ter que se desvencilhar de uma forma viciosa de ver o mundo – a nossa. Mas depois que isso acontece, você voa como se pudéssemos fazê-lo normalmente e sente o mundo a partir de uma fantasia – o que nos livra dessa vida xarope de todo dia.


Tudo isso, se você estiver disposto a se sentar e a se deixar levar. Paisagens e fotografia incríveis, uma montagem meticulosa, detalhes e detalhes e detalhes. Mas não se impressione e se deixe levar pelas formas da mitologia. Quem conseguir fazer isso, vai adorar.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


Adoro a cultura e o cinema chinês, a grandiosidade das histórias, lendas e fábulas chinesas. A forma magnífica como os chineses conseguem imaginar, fantasiar, é mesmo diferente de todos os povos. Penso que as dificuldades económicas e humanas e os níveis de censura nas suas vidas, têm muito que ver com isso. Você precisa de ir para um lugar na sua imaginação para poder suportar tudo o que vive na realidade.


No filme passeamos por alguns dos lugares mais incríveis de Pequim: a Cidade Proibida, o Palácio de Verão, o Templo do Céu, entre outros, observamos em todos os momentos os cuidados com rituais, com objetos, com lendas, com o passado. O respeito ao passado é muito forte neste povo e a grandiosidade dos lugares é estonteante.


Mas nem o fascínio pelo mundo fantástico e grandioso da cultura chinesa impedem que o filme se torne pouco estimulante, confuso e longo. Muitos figurantes, planos incríveis, lugares incríveis, uma produção monstruosa, mas uma história que se asfixia a si mesma. Fala dos amores, da dedicação de uma vida, dos sacrifícios, do respeito, do mistério, da espiritualidade, da magia, da arte circense, de uma forma grandiosa como sempre. Mas o roteiro se embrulha, se prolonga, se confunde e isso cansa o espetador. Uma pena. Querer falar de tudo e mostrar tudo...às vezes não mostra nem fala de nada. E falamos do diretor que fez “Adeus minha Concubina” – um filme imperdível. Uma pena.

Ana Santos, professora, jornalista


Informações sobre o filme

https://www.imdb.com/title/tt6157626/?ref_=ttfc_fc_tt


Itaú Cinemas Glauber Rocha

http://www.itaucinemas.com.br/filmes/

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