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Bug Cinema

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“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” / “Hamnet” (Cinema, 2025)



Há anos não assistia um filme tão explosivamente sensível e creiam, isso não é uma contradição porque somos complexos. Em HAMNET, Agnes e Will são espíritos livres que se viram e amaram, desde o dia 1 - mas seu encontro, também apontava que voavam em universos totalmente diferentes e que precisavam de momentos de aproximação. Um filme épico, onde Chloé Zhao dá um tom oriental nas entrelinhas de construção das personagens. Agnes, então é uma criatura das florestas, enquanto Will – Willian Shakespeare – precisa ser urbano, precisa de Londres, do teatro, de escrever para o teatro, de atuar. Almas rebeldes que se amaram desde o momento 1. Mas que a atuação incrível e fulgurante de Jessie Buckley nos coloca diante da dor, da não compreensão dessa alma gentil chamada no filme de Will, mas que na nossa realidade é nada mais, nada menos do que Shakespeare! Ali, vivo, criativo e criador! Como culpá-lo por sua dedicação à arte?

                        Que trabalho de arte dos atores! São inúmeras exclamações consecutivas porque é impossível ver e não se emocionar com a construção de personagem de todos os atores – cito também Paul Mescal e Jacobi Jupe como marcantes, mas nada deixa a desejar num filme que ousa biografar Shakespeare. Articulação perfeita, interpretação primorosa, trilha emocionante, roteiro, direção, produção de nada menos que Steven Spielberg. Será um adversário difícil de vencer, no Oscar contando uma história onde revemos nossas emoções, a importância de falarmos sobre o que sentimos e a necessidade de nos abrirmos para a emoção do outro. Num momento tão insensível da vida que levamos é preciso parar, sentir, mostrar sua dor, seu luto, seu coração.

                        Vá e leve a família. São momentos preciosos que a arte vai lhe colocar diante dos olhos, tenha a certeza

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

Que filme!

Como lidar com as mortes inesperadas dos que amamos? Já são tão difíceis as mortes dos que amamos e sabemos que vão partir, imagine as inesperadas!

Cada um, lida com a dor como pode, porque em algum momento da vida, precisa seguir, mesmo ferido. Saber cuidar dessa ferida e ao mesmo tempo dar o tempo para cicatrizar. Talvez seja isso que chamamos ressignificação da perda. Cada ser humano, um jeito de ser. E cada ser humano busca saídas, conselhos, apoio, em algum lugar, em alguém. Depois existem os “grandes”, como William Shakespeare, que são capazes de transformar a dor da perda de um filho e com ela o abalo enorme numa família, numa peça de teatro, que continua a fazer sucesso no mundo – e continuará. A filigrana da vida, ser capaz de a alcançar, é inefável. Shakespeare, talvez um dos seres humanos mais admirados no mundo. Um filme sobre ele, sobre sua vida, é filme obrigatório.

Juntar a sabedoria de William Shakespeare, de Agnes Hathaway, de Chloé Zhao, Sam Mendes, Steven Spielberg e poder assistir a um filme extraordinário, é uma benção. Tudo perfeito: trilha sonora, cenários, roteiro, direção, figurino, maquiagem. E mais do que perfeito, o desempenho dos atores. Talentosos, dando um mergulho total, como os grandes atores fazem, e nós – público – mergulhamos junto. Que delícia, que experiência.

O encantador e jovem talentoso, Jacobi Jupe.

Jessie Buckley e Paul Mescal, que atores intensos. Sentimos tudo neles, na expressão facial, nos movimentos dos olhos, no corpo. Nitidamente são atores que mergulham sem “freio”, sem medos. E com essa coragem nos dão um momento inesquecível de sensações e felicidade, que dura durante todo o filme. Aulas suprema de leitura, de declamar, de dizer  e sentir as palavras. Como tudo fica mais tocante quando se sabe fazer bem. Que atores!!!!

Me agrada muito a ideia de se “corrigir” a imagem pública da companheira de Shakespeare, Agnes Hathaway. Pessoas “diferentes” não são piores do que ninguém. São diferentes. Normas sociais que enredam e sufocam o equilíbrio das relações até hoje. Souberam entender onde cada um era feliz e deram essa liberdade a cada um. Sofreram, mas todos sofremos porque nunca se pode ter tudo. Mas se tivermos liberdade, temos bastante. Duas pessoas especiais, que nos deram rumo artístico e humano a todos enquanto humanidade.

Imperdível para quem ama cinema, para quem ama cultura, literatura. Imperdível para quem é humano. Imperdível, imperdível, imperdível!

Ana Santos, professora, jornalista

 

Sinopse: A história de Agnes - a esposa de William Shakespeare - enquanto ela luta para lidar com a perda de seu único filho, Hamnet. Uma história humana e comovente que serve de pano de fundo para a criação da peça mais famosa de Shakespeare.

Direção: Chloé Zhao

Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal, Zac Wishart, Jacobi Jupe.

Trailer e Informações:

https://www.imdb.com/pt/title/tt14905854/

 

Domingo é dia de exposição de azulejos e de sugestão cultural.

Azulejaria, uma arte milenar que enriquece nossos dias.

Sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.

Sempre que possível indicamos filme ou documentário que pode ser visto por todos, na internet.

 

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