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Bug Cinema

Público·89 membros

Doc “Dra. Jane Goodall: Últimas Palavras” (Netflix, 2025)




Mesmo que você não saiba que sabe, que não relacione o nome à pessoa nesse DOC, se pensar qual  figura humana está totalmente relacionada aos chimpanzés, imaginará o rosto de uma mulher amorosamente dedicada – a Dra Jane Goodall – numa entrevista que foi gravada para só ser veiculada depois de sua morte – livre de quaisquer amarras sociais, portanto.

                  O que você diria, se soubesse com certeza absoluta que o que dissesse só seria ouvido após a sua morte? Que segredos - da sua compreensão da sociedade - revelaria? São 55 minutos onde ela coloca seus olhos sobre o mundo e fala sobre quem é, no passado – e as linhas do tempo se misturam, já que ela assume que realmente o que acredita ter visto em nós, só vai ser revelado no futuro – que para nós, os espectadores, é o presente.

                  Falamos então de filosofia na prática: Nossa total inconsequência nos leva a pensar que continuamos a gerar filhos, sem gerar ações de manutenção da vida, no planeta. As crianças habitarão então qual planeta? Respirando qual ar? O que ela aprendeu com os chimpanzés e não com os humanos? Quem ama, sem acionar seu sentido de posse?

                  É apenas um filme com duas pessoas – uma em frente a outra. É apenas um diálogo. Mas a forma como uma delas nos faz mergulhar no melhor e no pior de nós é fenomenal.

                  DRA JANE GOODALL – ÚLTIMAS PALAVRAS deveria ser comparado e consumido pela “geração imagem” – autofagicamente consumindo ao seu reflexo, no espelho de vidas vazias, apoiadas na frustração da busca da perfeição constante, nessa selfie; não, nessa; não...

                  Alguém que preencheu uma vida de tempos consecutivos e sempre no presente, de buscas no presente, nos deixa agora, mesmo no seu futuro, algo que habita o seu passado, para nos ensinar no presente... Incrível... Imperdível...

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

Já foram realizados muitos documentários, entrevistas, sobre e com Jane Goodall. Todos são sensacionais. Se nunca viu nenhum, está perdendo.

Uma mulher a quem a mãe deu a liberdade de escolha, não reprimiu, e além disso encorajou, perceba bem onde chegou. Tão simples afinal, não é? Perceba em Jane como tantas mulheres poderiam ter feito igual, e outras ainda podem fazer. Mulheres, homens, trans, qualquer pessoa, qualquer ser humano deveria poder fazer o que veio para fazer, sem impedimentos, críticas e censuras.

Jane Goodall, viveu coisas inimagináveis, fez coisas inimagináveis, para um ser humano, descobriu coisas inimagináveis sobre os humanos, sobre os chimpanzés, sobre a ciência, sobre os animais, sobre a vida.

Ali está ela, sentada numa cadeira, respondendo a perguntas, durante 55 minutos, sabendo que esta entrevista, particularmente esta entrevista, só será divulgada depois de ela morrer. Nem que fosse preciso aguardar anos e anos. Um cenário simples, bonito, encantado! Um entrevistador que tem intimidade com Jane – isso ajuda muito e nós aproveitamos.

Uma estratégia de marketing, sim. Uma ideia que vira um bom negócio, sim. Mas para quem admira o seu trabalho, é mais um momento em que a escutamos, em que ela parece estar ainda no mundo. Talvez esteja afinal.

Fala coisas que nunca falou, de uma forma ainda mais profunda e intensa, como sempre foi – uma mulher intensa, atenta, serena, observadora, inteligente, diferente, rara. Maravilhosa.

Deixou vários recados, avisos, pedidos, premonições. Como dizem aqui, é uma figura! Tenho uma admiração profunda por tudo o que fez. Uma grande mulher!

Imperdível.

Ana Santos, professora, jornalista

 

Sinopse: "Não perca a esperança". Em uma entrevista impactante, que só seria lançada após sua morte, a Dra. Jane Goodall reflete sobre a humanidade e a natureza.

Direção: Ivan Dudynsky, Brad Falchuk.

Elenco: Jane Goodall, Brad Falchuk.

Trailer e informações:

https://www.imdb.com/pt/title/tt38593492/

https://www.netflix.com/br/title/82053197

 

Domingo é dia de exposição de azulejos e de sugestão cultural.

Azulejaria, uma arte milenar que enriquece nossos dias.

Sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.

Sempre que possível indicamos filme ou documentário que pode ser visto por todos, na internet.

 

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