“Uma Mulher Diferente” / “Différente” (Netflix, 2025)

Repito e não me canso: adoro filmes baseados em fatos da vida real. Por muitos motivos. Mas creio que o principal é que olhamos muitas vezes a vida como se fosse um lugar onde coisas inusitadas acontecem com as pessoas que aparecem no Jornal Nacional, sem pensarmos que todos nós podemos ter o nosso dia de reportagem. Sem pensar que podemos nos reconhecer como portadores de algo que nos diferencie. E que isso deveria ser usual, mas não é. A enchente, o tsunami, o vulcão, o terremoto, o autismo, a Chikungunya - tudo acontece na TV.
A história de UMA MULHER DIFERENTE é exatamente essa: a pessoa se esforça para ter uma vida "dita" normal, até que a reportagem que estava montando lhe revela que aquele esforço - tantas vezes insuportável em busca dos vernizes e futilidades da nossa vida eram muito mais que sacrifícios - era autismo.
Ah, sim, a sociedade reage veementemente à verdade. Afinal "dá muito trabalho" se ver pelos olhos do espectro autista - mais trabalho ainda se adaptar a ele. E essa busca de equilíbrio faz o filme lhe roubar a atenção do começo ao fim. Deve ser visto e degustado com o desejo de levantar os olhos da sua vidinha e encaixar neles também as pessoas que viram e viveram tsunamis, terremotos, enchentes, Chikungunya - ou nasceram autistas. Todos diferentes. Todos humanos.
Grande filme. Veja com todos de sua família.
Ana Ribeiro, diretora de teatro, cinema e TV
Filme encantador e necessário. Mistura o roteiro e direção de uma história de vida, com informações muito importantes para todos nós. Existe muita gente que é autista sem saber e que sempre se considerou estranha, nunca compreendeu por que reagia de forma diferente das outras pessoas e se culpou muito pela vida fora. Agora, sabendo que tudo isso tem uma interpretação, tem uma razão, deixa a pessoa mais serena. As questões diferentes permanecem, mas têm um lugar próprio. Isso faz muita diferença.
Excelentes atores, principalmente Jehnny Beth e Thibaut Evrard. Que interpretações sensacionais.
Um filme encantador, que aqui ou ali, mostra a todos nós que todos temos coisas e coisinhas que saem do padrão, mesmo que não sejamos todos autistas. E não tem mais qualquer problema ser do jeito que somos, porque isso trás consigo algo belo, sempre. Que piada teria sermos todos iguais e perfeitos? Que horror seria...
Os autistas, têm comportamentos mais dignos muitas vezes porque não são irônicos, não têm maldade, não têm prazer em falar e tratar mal as outras pessoas. São também surpreendentes porque falam a verdade, e mesmo que nos custe, é bom saber com quem contamos, é bom viver na verdade. Não tem maior valor na sociedade do que conseguir ter uma vida que nos permita ser e viver de verdade, com pessoas de verdade.
Imperdível. Amei, amei, amei.
Ana Santos, professora, jornalista
Sinopse: Katia, 35 anos, uma brilhante documentarista em um parque sentimental caótico, participa de uma reportagem que lhe permite finalmente nomear sua diferença. Une révélation qui bouleverse une vie déjà complex.
Direção: Lola Doillon
Elenco: Jehnny Beth, Thibaut Evrard, Mireille Perrier, Irina Muluile.
Trailer e Informações:
https://www.imdb.com/pt/title/tt34487780/
Domingo é dia de sugestão cultural.
@buglatino
A Plataforma que te ajuda a Falar, Pensar, Ser Melhor.
#buglatino #treinamentosdedesenvolvimentopessoal #autoconfiança #desenvolvimentopessoal #comunicaçãoprofissional #crescimentopessoal #históriasdesuperação #motivaçãodiária #comunicaçãoeficaz #autoconfiançaeautoestima #habilidadesdecomunicação #falaréimportante #pensaresermelhor

