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Bug Cinema

Público·89 membros

“O Cativo” / “El cautivo” (Netflix, 2025)



A qualidade da interpretação ultrapassa todas as barreiras que dividem o que é dado biográfico/histórico ou ficção, dramaturgia, drama ou seja qual for a sensação que se busque ao assistirmos ao resultado cinematográfico de um roteiro com esse nível. O filme é um pouco mais longo – mas não importa porque nós somos também “aprisionados” pela história. Primeiro porque  Dom Quixote de La Mancha talvez seja um dos maiores clássicos da literatura infanto-juvenil, junto com O Pequeno Príncipe; segundo porque, mesmo com a quantidade de desventuras ao redor da vida de Dom Quixote, lá está a vida cotidiana, o bom humor de Sancho Pança, que quebra a tristeza daquelas vidas – e onde vemos a existência, o substrato, dentro do desenvolvimento da personagem Cervantes, no filme, a cada nova história.

A beleza do roteiro e da direção é que, sem ligações óbvias, forçadas, vemos nitidamente o contorno da história contada no romance, os encontros, os desafios. Não conhecia o trabalho de Julio Peña, mas me fascinou do começo ao fim. Todos acabam absolutamente fascinados por ele, seus antagonismos, habilidade em convencer, delicadeza de gestos – tendo como contraponto perfeito a energia de Alessandro Borghi. O resultado é ficar-se enlevado vendo um filme com a dureza da prisão, mas o exercício do poder da palavra, da palavra... Eu sou totalmente apaixonada pelo arrebatamento causado pelas palavras...

Talvez toda a história seja uma ficção sobre Miguel de Cervantes, partindo de sua prisão – fato real - mas não importa. Importa que uma obra precisa te enredar, te enlevar e assim nos conduzir para o coração da história, torcendo para um final onde o herói consiga sobreviver para contar ao mundo o que passou. Isso acontece em O CATIVO, ainda bem; mas acontecem muito mais coisas, se apresentam temas incontestavelmente controversos, de uma maneira natural e leve. Há princípios humanos e há culpas humanas; há medos, há dejetos de caráter - todos humanos. Os centros de realidade se confundem deliciosamente com a imaginação de Cervantes e você o acompanha e voa com essa sua ilimitada imaginação. E como Sherazade, nas Mil e uma Noites, ele vai sobreviver à custa de suas histórias, você vai ver.

Não perca.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

Se ama ler, se ama literatura, se sabe o valor de Cervantes na literatura mundial, este é um filme obrigatório.

Muita polêmica em volta porque te, alguma ficção, que inclui a possibilidade de Cervantes ter sido homossexual, ou bissexual. Isso deixa as pessoas inquietas, o que é uma pena. Cervantes, para lá do que era emocionalmente, era um gênio, um talento, um virtuoso, num mundo onde quem lia, quem escrevia, quem imaginava, tinha uma vida difícil. É muito encantador poder assistir a um filme que nos fala das possibilidades de pensamento, imaginação, ações e comportamentos, de pessoa tão nobre e tão importante para todos os seres humanos. Se não foi assim que aconteceu, pelo menos nos abre a possibilidade de imaginarmos, como foi possível, naquela época, alguém escrever “D. Quixote de La Mancha”. Como foi possível um humano escrever algo tão impactante? Para todos? Uma obra sempre atual, para qualquer idade.

Tudo o que existe hoje na humanidade, bons valores e valores nem tão bons, como por exemplo a inveja ou a corrupção, sempre existiu. Pela primeira vez vejo um filme que refere alguns comportamentos, hábitos e formas de ser, no século XVI, mas que com certeza são anteriores, anteriores, anteriores. Existem atualmente e existirão no futuro, futuro, futuro. Fazemos de conta que nos chocamos porque não queremos aceitar que o que existe de bom e de mau, existe desde que existem humanos.

Adorei poder assistir a uma possibilidade de quem foi Cervantes. Simplesmente adorei. Um filme que estimula a leitura, a escrita, a observação, a união de pessoas para ouvir leitura, a escuta, histórias lidas ou contadas, histórias verdadeiras ou imaginadas. Um encanto.

Atores excelentes, excelentes. Os planos de filmagem muito bons, captando as emoções em cima da cara do ator, nos dando a filigrana das expressões faciais. Fantástico. E que ator é Julio Peña, meu Deus!!!! Lindo, talentoso, com uma capacidade de ter mil movimentos faciais para expressar suas emoções. Soberbo.

Filme imperdível.

Ana Santos, professora, jornalista

 

Sinopse: Argel, em 1575, Miguel de Cervantes, um soldado ferido de 28 anos da Marinha Espanhola, foi feito prisioneiro por corsários otomanos.

Direção: Alejandro Amenábar

Elenco: Julio Peña, Alessandro Borghi, Miguel Rellán.

Trailer e informações:

https://www.imdb.com/pt/title/tt31101921/

 

Domingo, sugestão cultural: uma exposição, um bailado, uma ópera, uma peça de teatro, um filme.

Sempre que possível indicamos filme ou documentário que pode ser visto por todos, na internet.

 

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