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“YES, NÓS TEMOS BANANAS PARA O TRUMP” e “Os horrores do novo mundo” Bug Sociedade

há 3 dias
4 min de leitura

“YES, NÓS TEMOS BANANAS PARA O TRUMP” Bug Sociedade

Essa eleição vai ser mais nervosa ainda do que tudo o que já vivemos. O que é mais uma safadeza de Bolsonaro com a gente! Uma de milhares porque, de pai pra filho, ali tudo é mentira e confissões e mea culpas, pós os fatos aparecerem. Sem contar as traições, falta de palavra, desordem, covardia, incêndios em universidades, igrejas, santas chutadas – tudo sem a menor hesitação. Ou seja, de mão beijada, eles vão poder tudo ou quase tudo. Mas: e dessa vez tem um, mas bem grande: talvez este tenha sido o mais completo público em passeatas. Saídos de todas as portas. Mas isso não retira o Trump da nossa cola. O Bafo nefasto dele vem aqui no meu pescoço mole, mole.

- Quem vai dirigir a máquina pública? Mas é notório que eles não sabem dirigir nem bicicleta, gente... O Brasil é uma máquina azeitada pra crescer sem parar no ano que vem. Isso, se não aparecerem os “mafagafinhos Bolsonaro” se metendo a rifar nosso país por algum trocado.

- Pai, afasta de mim esse cálice! - logo lembrei da música, sua representatividade, da resposta do povo, na rua, lutando tudo o que podem.

Era “guerra”. Era liberdade com orgulho ou aquela hipocrisia que solta venenos pela boca e depois sai assobiando – aquela coisa tipo Nikolas.

- Guerra? Duvidei. Mas a medida em que pesquisava, mais eu tinha certeza de que a terra prometida estava dentro da gente e não apenas fora. Percebia com exatidão que seriamos atacados, se o Flavio do Mal derrotar os homens pró liberdade. E que nós somos os heróis em luta. Uma batalha fria, sem gritos e palavrões como eles estão acostumados porque precisamos ser racionais. Precisamos virar votos.

Há grilhões que precisam ser quebrados. De uma vez. Há palavras que precisam ser ditas. A vida dessa família não teve oportunidades, foi oportunista! Não tiveram jamais a piedade para ajudar quem quer que fosse, sem o sobrenome nefasto.

- Eu não esqueci aquele homem fingindo falta de ar, enquanto 700 mil pessoas morriam na nossa cara, em frente à TV! Eu não entendi porque o Procurador Geral da República parece ter esquecido disso! Foram crimes demais pra ficarmos satisfeitos com uma prisão domiciliar e a ameaça permanente de vê-lo na rua, andando, com aquela língua de serpente nos desejando mal.

O sonho não tem nomes, nem caras. Liberdade e democracia não têm cara, tem dimensão. Esta dimensão, agora, neste momento da história tem um nome – já teve outros. Já se chamou Ulisses, Brizola, Ramez Tebet, Teotônio, Dino, Fafá. Agora chama-se Lula. E este nome nos chama pelos nossos nomes. Agora é luz ou treva. Essa é a escolha.

Eu estou com a luz. Me dê sua mão liberdade. Eu estou com você. E você, desta vez, se chama Lula.

Em tempo: para o Trump uma banana e uma “pernacchia”. E viva Ronald Golias, Jô Soares, Chico Anysio, Porchat e todos que foram e são capazes de “rir na cara do perigo”, como o Rei Leão o fez. Os mocinhos vencem, no final. Nós somos os mocinhos, nunca esqueçam.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

“Os horrores do novo mundo” Bug Sociedade

Quando os bolsonaristas, quer dizer, a extrema direita, resolve enviar mensagens para as tuas redes sociais, entras num mundo novo. No facebook, no instagram, e ou no youtube, do Bug Latino, as mensagens chegam com mau gosto, com má educação, maldade, ódio, desprezo, ameaça. Não vem nenhuma doçura, nenhuma gentileza, bondade, honestidade, franqueza, tranquilidade, nada, nada, nada. Além de um discurso repleto de mentiras, pintado por cima com “faz de conta que sou informado e bem intencionado”. É triste, triste, triste, pensar que são seres humanos, adultos, gente como a gente que não sabe o que diz, o que pensa, o que quer, para onde vai. Não sabe respeitar o próximo mas diz que é muito mais religioso do que você. Até jura se for preciso. É um mundo onde descemos às catacumbas da frieza, do vazio, do nada. Flores secas, troncos podres, raízes sem alma. Isto como sabemos já é algo que custa muito ver e assistir, mas infelizmente tem mais. Quando te atacam, infelizmente nem sabem escrever. Mas é um nível que até levas um susto. Vejam por exemplo, no facebook. Uma pessoa que assina com o nome de “Tati So Tati”, ontem me escreveu a seguinte frase: “Vem murar aqui”. Outra que assina com o nome de Santina Martins Rocha e me escreveu o seguinte “veem Praca Entaoo Nadaa veeer miolomle”- eu gostava que alguém me ajudasse a traduzir. Imagino que não será boa coisa, mas não faço ideia o que é.

O Bug Latino quer ajudar tentando melhorar a comunicação humana de quem precisa. Nos dedicamos a isso, mas, precisamente quem mais precisa, não quer, reage, ataca, ignora. Não é só uma resistência normal, não é mais isso, não é mais tão simples. Parece mais uma postura de destruição, de recusar todo o tipo de forma que contribui para melhorar a vida, principalmente quando é a vida de outros que eles decidiram ver como inferiores, ou decidiram que vão fazer tudo para essas pessoas não serem felizes. É um nível subterrâneo de maldade que impressiona.

Eu podia corrigir “estas crianças” que nem sabem escrever a palavra “morar”, mas elas querem lá saber. Como educadora, por formação acadêmica, é realmente um novo mundo e eu sempre amei conhecer os “novos mundos”, menos este. Enquanto nos outros novos mundos, eu gostei de conhecer e me senti sempre melhorada, inovada, felizarda, neste percebo que é um enorme problema, difícil de solucionar. Mas o Bug Latino, dentro das nossas possibilidades, fará tudo o que pode para ajudar a entender e ajudar a encontrar a solução. Encontrar uma solução para quem não deseja solução. Um novo mundo e um enorme desafio.

Alguém quer vir junto com a gente para resolver isto?

Ana Santos, professora, jornalista


Imagem: Almada Negreiros


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