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Poesia das Maravilhas e dos Venenos


José Luis Fernández

“MARAVILHOSA CRIATURA”

 

“Muitos mares e rios

Atravessarei

Dentro da tua terra

Me reencontrarás

Furacões e tempestades

Eu cavalgarei

Voarei entre os relâmpagos

Para te ter

 

Maravilhosa criatura

És unica no mundo

maravilhoso medo

De te ter ao lado

Olhos de sol

Me queimam em meio ao coração

Amo a vida maravilhosa

 

Luz dos meus olhos

Brilha sobre mim

Quero mil luas

Para te acariciar

Pendo dos seus sonhos

Velo sobre ti

Não acorde, não acorde ainda

 

Maravilhosa criatura

És unica no mundo

maravilhoso medo

De te ter ao lado

Olhos de sol

Me tremem as palavras

Amo a vida maravilhosa

 

Maravilhosa criatura

Um beijo lento

Maravilhoso medo

De te ter ao lado

E de repente

Você chega no paraíso

Morro de amor maravilhoso”

Gianna Nannini

 

“Reservado ao Veneno”

“Hoje é um dia reservado ao veneno

e às pequeninas coisas

teias de aranha filigranas de cólera

restos de pulmão onde corre o marfim

é um dia perfeitamente para cães

alguém deu à manivela para nascer o sol

circular o mau hálito esta cinza nos olhos

alguém que não percebia nada de comércio

lançou no mercado esta ferrugem

hoje não é a mesma coisa

que um búzio para ouvir o coração

não é um dia no seu eixo

não é para pessoas

é um dia ao nível do verniz e dos punhais

e esta noite

uma cratera para boémios

não é uma pátria

não é esta noite que é uma pátria

é um dia a mais ou a menos na alma

como chumbo derretido na garganta

um peixe nos ouvidos

uma zona de lava

hoje é um dia de túneis e alçapões de luxo

com sirenes ao crepúsculo

a trezentos anos do amor a trezentos da morte

a outro dia como este do asfalto e do sangue

hoje não é um dia para fazer a barba

não é um dia para homens

não é para palavras”

António José Forte

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