Poesia até no Silêncio
- portalbuglatino
- há 2 dias
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“IN MEMORIAM”
Albert Camus
“Meursault com o sol nos olhos,
e a humanidade.
Confrontação,
dicotomia,
tudo desde o distante prisma:
o suicídio e o resto.
Impossibilidade,
indiferença,
mutilação de medos, culpa, sonhos:
rito
diário e preciso.
O mesmo final, porém não mais além,
e o dia tão radiante.”
Lourdes Espinola
Paraguai
“ÀS VEZES EM SILÊNCIO”
“Às vezes em silêncio
eu te nomeio com a urgência de meu desespero.
Minha roupa são minhas ânsias
e estão atadas à minha pele,
com essa falta de tudo o que preenches.
Respiro em teus papéis,
à beira de tua cama,
como um invisível nu que a sombra acompanha.
Hoje sentes na tarde
que os espelhos transparentes
te devolvem meu rosto.
Minhas pupilas cansadas
embaladas em tuas mãos
mordem cada dedo teu,
vedados como abismos de frutos proibidos.
Fecho a porta,
grito,
chamando esse recanto
povoado de tua seiva.”
Lourdes Espinola
Paraguai
Imagem: Francisco Trêpa
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