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“Operação Final”/ “Operation Finale” (Netflix, 2018)


São tantos golpistas atualmente no mundo, tantos seres abjetos e agressivos com quem temos de lidar que OPERAÇÃO FINAL sai do ano de sua produção, 2018, saí da história, 1941 mais ou menos, e vem cair direto no nosso colo, com tema e argumento totalmente atualizados pelos atentados à democracia, com o uso patológico dela mesma. Pessoas repugnantes, que precisam atentar contra a honra, a humanidade, a vida, a liberdade.

No elenco, o sempre indiscutível Bem Kingsley cria o nazi que orquestrou o Holocausto – e que interpretação, que naturalidade. Parece inacreditável que o próprio tenha interpretado a bondade de Gandhi, anos atrás. Ele dá meios permanentes que alimentam a interpretação fabulosa de Oscar Isaac o tempo inteiro, numa troca, num jogo imperdível.

No final do filme, pensei muito na tentativa de golpe aqui, na invasão da direita pelo mundo, em Portugal, na América e a conclusão clara é que não se pode permitir que se esqueça o que houve nos governos militares, nas ditaduras a nós imposta pelos militares. Para além da mortandade infinda, perde-se o orgulho de ser, de produzir, de criar e de dizer algo sobre o que nos impele a seguir criando.

Uma guerra se começa criando um inimigo fictício. Acabamos de viver isso. Comunistas, petralhas, red donkeys – quando sabemos que uma ideologia, apenas uma ideologia, não dá golpe de estado.

Ver é imprescindível para nos defendermos não esquerda, não da direita, mas da ambição cega, da crueldade, ausência de sentimento e – claro – ambição pelo poder, dinheiro, joias...

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro, TV


História verídica de uma época terrível das nossas vidas. É muito importante assistir e se possível assistir com adolescentes. Este período precisa ser lembrado, passado aos adolescentes, para que nunca mais volte. Parece haver uma tentativa de criar um esquecimento ou, pior, de romantizar um período horroroso e lamentável da humanidade. Todos os lúcidos precisamos manter a recordação da verdade e colaborar na proibição de pisar esses terrenos de novo.

Um dos principais responsáveis do horror da segunda guerra mundial – o único que não se suicidou – vivia feliz e contente na Argentina, vejam bem. A preparação e cuidado para o capturar é emocionante, tensa, preocupante. Você não consegue nem piscar. A capacidade de mentir, de manipular, de se considerar uma pessoa de bem e de considerar as outras pessoas desprezíveis, me fez lembrar de uma pessoa aqui no Brasil. Será que conseguem imaginar quem é essa pessoa? Não é muito difícil.

Excelentes atores. Repito, excelentes atores. O grande Ben Kingsley, tem um desempenho impressionante. Que ator! Fez Mahatma Gandhi – incrível - e agora outro enorme desempenho. O roteiro do filme é fantástico, nos deixa colados na cadeira e com o coração apertado ou aos pulos.

Amei saber como tudo aconteceu. Acho que também vai amar. O filme também me, nos, deixa um aviso. A Argentina e o sul do Brasil são zonas do planeta com muitos bolsonaristas e muitos Nazistas/Nazis. Um dado que passa ao lado dos europeus comuns. Mas não deve.

Tente ver o filme. É necessário.

Ana Santos, professora, jornalista


Sinopse: Uma equipe ultra-secreta de agentes é encarregada de caçar um notório criminoso de guerra, o nazista Adolf Eichmann. No entanto, a busca por justiça os coloca no centro de um jogo mortal de gato e rato.

Direção: Chris Weitz

Elenco: Oscar Isaac, Ben Kingsley, Mélanie Laurent

Trailer e informações:

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