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“O cântico dos nomes” / “The Song of Names” (Netflix, 2019)


A ideia do filme é muito boa, com atores que eu adoro e dos quais destaco Tim Roth – o mesmo da série sensacional “Lie to Me”. Mas tenho que voltar a destacar importância do uso da ação verbal como base para o conceito de movimentação e houve falhas nesse desenho porque o filme ficou lento. Teoricamente isso não precisaria ter acontecido porque as falas poderiam nos conduzir à ação e ela existia porque havia a II guerra em curso, na Polônia, a dúvida sobre a perda da família do gênio do violino, o teatro cheio, a expectativa da falta do músico principal, a descoberta da história da perda dessa família no bairro judeu, a introspecção e a justificativa para o sumiço. Tinha muita coisa que poderia ter sido induzida através da ação verbal. Tudo isso aconteceu, o roteiro se faz presente, mas certamente poderia ter mais agilidade.


Fora isso, a história nos remete a tanto do que vem acontecendo na atualidade, a quantidade de perdas humanas, o isolamento social, à busca de respostas de todos os lados de um problema, que vale à pena aceitar a lentidão para usufruir das relações e das perdas que circundam a história. Nessa hora, não estar no cinema pesa porque em casa - eu pelo menos – me sinto mais próxima de pausar o filme e levantar, o que certamente não me ocorreria no cinema.


Vale ver o filme, a trama é densa, com grandes atores e grandes interpretações, mas não tenha muita coisa gostosa na geladeira porque talvez você se lembre delas...

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


Um filme surpreendente. Um roteiro que inusitado a todo o momento. Um final mais inesperado ainda. Um filme que suscita muitos temas importantes para conversa: a diferença entre nascer num lugar em paz ou não; ser pobre ou não; ter talento, que importância tem isso e o que fazer; o que é a amizade para um amigo pode não ser igual para o outro amigo; a importância da dor, da saudade, do medo, dos traumas, nas nossas vidas; a importância que as situações da vida têm para uns e para outros.

Filme bom para ver na escola e depois provocar uma conversa.

O trailer nos estimula a ver o filme e esse mesmo trailer tem uma trilha sonora brutal. O filme não é tão bom em trilha sonora – estranho isso.

O desaparecimento de um amigo, de uma espécie de filho, num momento extremamente importante para todos, enquanto família, enquanto negócio, enquanto reputação e confiabilidade, será o fio condutor de um filme que acompanha a tristeza e talvez um pouco de rancor de um lado da amizade. No final perceberemos a razão do desaparecimento, mas a forma como vamos aceitar e lidar, enquanto espetadores, será variada, de acordo com as nossas opções e vivências religiosas. De qualquer forma, ninguém pode deixar de ficar impactado com as razões do segundo elo da amizade e com a beleza, a profundidade e a riqueza dos cânticos dos nomes. Quer entender o que falei? Veja o filme. Vai valer a pena.

Ana Santos, professora, jornalista


Sinopse: Vários anos depois que seu amigo de infância, um prodígio do violino, desapareceu na véspera de seu primeiro concerto solo, um inglês viaja pela Europa para encontrá-lo.

Direção: François Girard

Elenco: Eddie Izzard, Gerran Howell, Stanley Townsend.

Trailer e informações:

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