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“Confusões da vida” Bug Sociedade


Foto retirada do site Sonhos de Alma

“ESSES MOÇOS, POBRES MOÇOS...” Bug Sociedade

O que está acontecendo no universo masculino? O caos? Renascimento? Um empobrecimento, a busca de algo que nunca ninguém permitiu que estivesse ali?

Sem dúvida, o gênero feminino consegue colocar em palavras, de maneira mais clara, emoções, sentimentos e pensamentos. Ao masculino pouco foi permitido. E o resultado vai desde as letras incríveis de Tiago Iorc, ao extremo oposto – homens que atiram antes de sequer tentarem ver o outro lado. Que dirá entendê-lo, interpretá-lo. Se não é o que a brutalidade masculina deseja, tiros, violência, facada. Ideias excepcionalmente ignorantes, como ensinar crianças pequenas a atirarem, ao invés de se sentarem com elas para explicarem o mundo, as perdas, as frustações. COLOCAR A VIDA EM PALAVRAS. Tudo isso entrou na pauta.

Há, porém, um movimento da lágrima furtiva masculina, da reclamação pelo espaço do sentimento, em detrimento do espaço da explosão irracional que me chama a atenção. Uma coisa discreta, mas persistente. Discreta, mas - espero – permanente.

O masculino precisa – para a sua sobrevivência social respeitosa – da descoberta de diferenças importantíssimas. Coragem é muito diferente de violência. Interesse é muito diferente de assédio. Justiça é muito diferente de vingança. E como as pessoas estão falando menos, cada vez menos, cada vez menos, a internet está vendendo gato por lebre – e tem quem compre.

O masculino está na nutricionista racista que tentou - ridiculamente - espancar o entregador, no Rio. Ridiculamente porque, se não fosse a dor moral de ver um espírito tão atrasado em ação, usando tantos xingamentos preconceituosos contra outra pessoa, haveria a dor real de ver uma mulher fora de forma, tentando bater em alguém que ela não conseguiu sequer pegar. Ficou lá se arrastando pelo chão e espancando o ar, já que esqueceu que ter 20 anos sempre é tão mais refrescante...

O espírito masculino precisa se efeminar. O masculino está com medo de se ver no feminino? É uma aposta a se fazer porque não há outro caminho. O que sobra é a caverna, a pobreza de linguagem e a agressividade, contra se ver falando sobre sentimentos e emoções que foram abafados por gerações consecutivas.

Nazismo, fascismo, ultra direita armamentista, são mais que retrocessos – são recalques que precisam ser falados e curados. Bater no feminino da vida, em nós, nas mulheres trans, nos gays é medo. A pergunta de 1 milhão é: de quê? Achar que todo gay está a fim do machão pode ser interpretado como? Vaidade abstrata? Afinal, esses caras se acham tanto assim a última bolacha do pacote? Tanto ódio existe pra quê? Por quê?

O fato é que na tentativa de nos “fulanizarem”, eles se tornam cada vez mais brutos e rasos – e quem quer alguém assim pra viver? Estamos morrendo por dizermos “não” cada vez mais veementemente. E esses moços – pobres moços – ainda não entenderam que é preciso liberdade emocional para que haja sedução. E estão cada vez mais sós nos seus Clubes do Bolinha, dando tiros e chorando perdas cada vez menos faladas e mais reprimidas.

Acordem, meninos...

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


“Confusões da vida” Bug Sociedade

Dedico esta música de Tiago Iorc – Masculinidade - a todos os homens. Aos que sentem o mesmo que Tiago, um enorme abraço e um agradecimento pela aceitação da sensibilidade dentro de si. Isso é bom para vocês e para todos em volta. Aos que ainda não entendem dentro de si o que diz a letra, um pedido para que ouçam e tentem. Quanto mais cedo sentirem tudo isso mais tempo terão para viver livres. Vocês e nós. Tiago Iorc mergulhou fundo, deve ter sofrido um bocado, mas veio à tona e isso é belo de se assistir – um homem que se enfrenta, que enfrenta todas as aprendizagens envenenadas que a sociedade lhe colou na pele.

É sempre tão gostoso e tão reconfortante quando vemos figuras públicas sendo seres humanos sensacionais, mas também de pele e osso. Humaniza um pouco mais este mundo cada vez mais frio e calculista.

Por outro lado, quando figuras públicas importantes têm comportamentos mesquinhos isso também nos espanta, nos desilude e nos deixa preocupadas. A novela mobília do Itamaraty era desnecessária, tanto o desaparecimento, o estado em que foi deixado, a informação por redes sociais dos lugares onde estão os móveis, como as compras de mobiliário a preços elevados para um país com tantas pessoas passando fome, passando necessidade ou tentando equilibrar as contas. O barco à vela, que estava deslizando tão bem e veloz, de repente parece ter ficado sem vento e se encontra um pouco à deriva ou decidiu mudar de rota, ou ainda, está achando que terá sempre vento e resolveu velejar de olhos fechados. Isso assusta o povo porque de repente deixamos de saber se realmente estamos onde pensamos que estamos e se vamos para onde pensamos que vamos. E isso não é bom. Pior ainda quando o povo já está mexido, traumatizado pelos anos anteriores. O presidente que nos salvou da continuidade de um Brasil destruído, está se articulando mundialmente para desenvolver o Brasil e para o colocar no lugar que o país sempre devia ter estado. Nada mais do que justo. Mas nestes últimos dias, as suas declarações ao nível diplomático deixaram uma parte do mundo meio que confuso, sem confiança, sem segurança no que o Presidente Lula pensa, quer e apoia. Um dá e tira para cá e para lá que deixou uma névoa. No meio da invasão da Rússia à Ucrânia, culpar a Ucrânia e aconselhá-la a ceder a Crimeia, revela que, talvez seus assessores não o tenham informado devidamente sobre a realidade da situação e sobre a importância e a história desse lugar geográfico no mundo. É mesmo uma pena. Foi criado um enorme desconforto para as relações com muitos países, entre eles, Portugal, já que no dia 25 de abril, estará na Assembleia da República Portuguesa para discursar – mesmo que seja antes da cerimônia oficial das comemorações do 25 de abril. Que confusão esta vida e este mundo.

A gente se anima vendo o barco indo numa direção, fugindo da tempestade, mas é preciso estar atento para também não ir contra as rochas.


Air France e a Airbus foram absolvidas, pela justiça francesa, pela queda do avião que matou 228 pessoas, em julho de 2009. Meu Deus! A TAP, companhia aérea portuguesa é um poço sem fundo de surpresas bastante desagradáveis. E quando parece que chegamos ao ponto do inacreditável, ainda tem mais. O que existe para lá das cortinas, em relação às companhias aéreas? Nada? É que tem muita coisa sem explicação, tem muita coisa injusta, tem muita gente envolvida e não sou eu nem você – é gente importante. Meu Deus...


A Hungria aprovou uma nova lei que permite denunciar pessoas lgbtqia+ anonimamente. Voltou a caça às bruxas. Como isto é possível? Meu Deus!


Foraging, forragear ou a arte de comer plantas silvestres. As plantas mal amadas. Um dia, há uns 9 anos, estava no jardim me sentindo a maior jardineira do mundo, limpando ervas “daninhas”. Uma senhora passou e me falou que tudo o que eu estava tirando do jardim eram na verdade medicamentos. E foi listando: esta é quebra pedra – para os rins; esta é para o estômago; esta para a febre; esta, esta, esta e esta... Nunca mais fui a mesma, nunca mais olhei da mesma forma para essas plantas. Experimente mudar o olhar, principalmente, em relação às plantas que sempre aprendeu que não tinham valor.


Tristeza e alegria, alegria e tristeza. As confusões da vida são resolvidas com palavras, intenções e ações. Mas as mesmas, no lugar errado, na hora errada, podem piorar tudo. Meu Deus!

Ana Santos, professora, jornalista

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