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Ago 7

Leonardo Padura, Fronteiras do Pensamento (TCA - Salvador, 2019)

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Editado: Ago 8

 

Reler, rever, repensar, reconhecer – tudo isso traduz o “Fronteiras do Pensamento – edição Salvador”. Como não adorar? E, adorando – como não querer contribuir para que o de setembro seja ainda mais fascinante?

 

Leonardo Padura é um escritor de temperamento apaixonado – e só isso já bastaria para adorar ouvi-lo. Para além disso, é um pensador inteligente e um crítico que mantém o raciocínio e o pragmatismo, mesmo sendo fácil atacar com palavras a falta de zelo americana que resulta já em mais de duas centenas de atentados dentro dos estados Unidos, em 2019 – e o ano vai à meio...

 

Mesmo sendo fácil apontar o dedo para os destemperos paranoicos de Trump, ele apenas nos chama a todos à razão. Não pode ser tão fácil matar e cada presidente de nação deve saber a consequência de se abrir a porta para esta possibilidade. O mesmo em relação ao perigoso começo que escolhemos viver no Brasil – e eu digo escolhemos por me curvar à beleza da democracia, só isso.

 

Um evento que deseja reunir inteligências, propor pensamentos, alinhar novas ideias, expor papeis é em si mesmo um passo a ser dado por todos os governos que privilegiam a importância do pensar. E o pensamento é a razão e o motivo para nos motivarmos a viver num mundo tantas vezes incompreensível.

 

A pergunta do Bug Latino foi “o que acha que veio fazer a este mundo”? E a compartilhamos com todos: O que acham que vieram fazer a este mundo? Já pensaram em contribuir de alguma forma?

 

Abstrato. Mas o pensar é assim: simbolizamos e assim imaginamos formas de (re)ver o mundo. É para isso exatamente que servem as palavras – elas nos ajudam a tecer o que nos é imaginável. E aí está a minha contribuição para o evento: se a ferramenta da leitura é utilizada (e é, muito!), ela deve servir fielmente à palavra falada. Ou seja, o que é lido, deve parecer comunicação oral para fazer sentido. Há uma frase que diz que todo texto precisa de subtexto para ter contexto. O ponto de partida sempre é usar a palavra falada como ferramenta principal a qual todas as outras estão atreladas, seja a escrita, seja a leitura. Sempre. Seja jornalista, escritor, advogado, ator – será sempre assim.

Ana Ribeiro

Diretora de teatro, cinema e TV

Fronteiras do Pensamento é um evento intenso, fundamental e extremamente bem organizado.

 

Em pleno séc. XXI, por incrível que pareça, as pessoas cada vez têm menos repertório cultural, verbal e cognitivo. Por que diminuíram as conversas mais profundas, as discussões construtivas, o desenvolvimento cognitivo através de estímulos de opiniões diferentes, etc, etc, etc. E, por isso, este tipo de evento se torna essencial para estimular as pessoas a manterem e desenvolverem conversas construtivas e profundas.

 

Com o tema de “Sentidos da Vida”, este ano o primeiro evento do Fronteiras do Pensamento foi com o escritor Leonardo Padura.

 

Leonardo Padura leu um texto seu em que aborda as questões do exílio e pertencimento e a influência que isso pode ter num ser humano. Percebe-se que deve ser questionado muitas vezes e que isso o afeta - o fato de viver no seu País, na sua cidade e na casa onde nasceu e onde viveram outras gerações da sua família. Algumas pessoas consideram que “fugir” ou sair é mais fácil, outras escolhem ficar. Nada é mais fácil nem mais difícil. Tudo é difícil porque a vida é difícil. Escolheu viver inteiro, em cada palavra que escreve, que fala e que pensa – me atrevo a dizer. É uma pessoa que sabe quem é e o que luta. Alguém que não foge, que escolhe ficar onde aparenta ser pior, mas que explica bem – é escritor por que vive em Cuba e vemos que ama viver ali, mesmo que existam pessoas que não compreendem. Sabe que o exílio é muito duro e que muda as pessoas, pelo que vê nos seus amigos. Tem isso muito claro e sofre por eles. De alguma forma, quer que todos se olhem e saibam que as escolhas de cada um devem ser respeitadas. Demonstra claramente que sabe que fez a escolha certa. É sempre fascinante ouvir uma pessoa como Leonardo Padura e aprender com ele, confirmar com ele as decisões diferentes que tomamos e que inquietam os que não têm coragem de as tomar. Obrigada. Seus passos e decisões dão conforto e calor aos que também decidem ousadamente e se sentem sós e questionados constantemente. Suas palavras certas e seguras, calmas e pacientes, estimulam outros a resistir aos que se inquietam e perturbam.

 

Pertencer a um lugar, uma cidade, um país, uma cultura faz de qualquer ser humano um ser de alma em sossego. Todos sabemos como é importante sermos acolhidos nos lugares que vivemos, se por alguma razão já não vivemos onde nascemos. Os que recebem e os que chegam necessitam de saber acolher e aceitar. O mundo está cada vez mais sem fronteiras. É urgente cada um se ver como um ser do mundo, com responsabilidades e tarefas para si e para os outros.

 

Também adorei que falasse sobre insularidade. Apesar de ter referido que Salvador é de certa forma uma ilha, não é uma ilha. Não prestamos muita atenção mas nossos limites mentais, culturais, de audácia e construção de sonhos, são muito afetados pela geografia e dimensão do lugar ou país em que nascemos. As pessoas que nasceram em países que são ilhas precisam de muito mais coragem para quebrar as barreiras geográficas dentro de si. Países pequenos e que são ilhas ainda mais difícil é o caminho. Por outro lado, pertencer a um país continental como o Brasil, permite a quem aqui nasce, horizontes mentais mais alargados e a noção de espaço emocional e cultural quase ilimitado. Algo que os próprios brasileiros parecem esquecer, por vezes, por que podem ser um povo invencível. Um exemplo.

 

Sempre desejamos saber a receita ou o caminho que leva ao sucesso de um escritor como Leonardo Padura. E é sempre refrescante saber, no seu caso, que não sabe como os livros aparecem. Mas quando alguma coisa, situação na sua vida lhe diz algo, manifesta em si algo, mexe consigo e lhe dá vontade de escrever ou atuar sobre, começa um livro. Sensacionalmente simples e claro. Não tem magia, não tem truque, tem talento, intuição, coragem, vontade e muito, muito trabalho.

 

Quem vive nos países onde o consumismo os hipnotiza, fica estupefato ao ouvir alguém tão famoso e talentoso falar que sempre procura levar iogurtes para seu país por que adora e onde vive não tem. Como a vida e Padura nos alerta mais uma vez para sairmos da hipnose de ter o melhor carro, melhor casa, casas...vazios, vazios... Eu já amava iogurtes e a partir de agora pensarei sempre em Leonardo Padura sempre que comer um iogurte. E o farei com muito mais cuidado e importância. Obrigada mais uma vez.

 

O Bug Latino gostava de ter perguntado a Leonardo Padura o que acha que veio fazer a este mundo. Quem sabe um dia poderemos ouvir a sua resposta. Julgo que uma das coisas que veio fazer foi alertar para o que é realmente importante na nossa vida. Grata demais.

Ana Santos, professora, jornalista

 

Fronteiras do Pensamento – Salvador 2019

https://www.fronteiras.com/salvador

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  • portalbuglatino
    Out 5

    Imaginava que veria um show, mas uma coisa tão arrebatadora, dramática e comovente não é show – é espetáculo, é teatro, é drama – já que drama é ação e o tempo inteiro ela nos mergulhou em ação dramática. Como vocês sabem, minha especialidade é voz profissional. O que mais faço na vida é ouvir vozes, é uma rotina e pouca coisa me impressiona. Fiquei aturdida com a capacidade vocal, com a qualidade, com o domínio do som, do ritmo, da intensidade. Ela cantou com microfone, sem microfone, dobrada, em cima de escada, encostando a barriga nos joelhos – vocês sabem onde fica o diafragma? Sabem o nível de interferência que se dobrar sobre o diafragma causa à voz? Nem queria aplaudir. Queria muito mais ouvir. Absorver. Um repertório forte, intenso, incrível e novo – o que diante da mesmice atual da MPB é como respirar ar fresco. Em alguns momentos, aquele jeito tão Caymmi, tão Nana de entrar na frase musical – uma assinatura única, genética. 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Os três aturdidos com o que ela mostrou. Foi tanto, tanto que é melhor encerrar do mesmo jeito que ela – de repente. Um pouquinho sem fôlego, mas se eu estivesse no palcão do TCA, fazendo o que ela estava fazendo, cantando dois fados à capela, dançando pra Iansã, performando e transformando cada música numa cena na terra do avô, com a mística que ele deixou e cantou aqui, com a força, a tradição, a lembrança que todos temos... bem... quem não perderia levemente o fôlego? ARREBATADORA. Basta isso. Ana Ribeiro, diretora de teatro, cinema e TV Apenas um pianista num piano de cauda. A partir de meio do show, mais um músico que toca timbau e depois toca pandeiro. Ambos extraordinários. Um cenário minimalista mas de extremo bom gosto que virou um espetáculo, uma performance, um momento de pura viagem ao interior de cada um que estava na plateia. E o final do show, inusitado, original e inovador. Alice Caymmi é uma artista arrebatadora. 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Um dia, o caminho virará uma estrada e quem sabe menos pessoas ou nenhumas passarão o que você passou e passa, e que nós Bug e nós Ana Santos e Ana Ribeiro precisamos enfrentar. Que a vida de todos possa ser mais verdadeira e feliz. No final, encontrar na plateia uma pessoa tão querida nossa e do Bug Latino como Moacyr Motta, locutor da Rádio Educadora e um excelente fotógrafo, ainda tornou tudo mais mágico e maravilhoso. Ana Santos, professora, jornalista Informações sobre a artista Instagram https://twitter.com/alicecaymmi?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor Facebook https://www.facebook.com/AliceCaymmi/ Vagalume https://www.vagalume.com.br/alice-caymmi/ Letras.mus.br https://www.letras.mus.br/alice-caymmi/ Canal Youtube https://www.youtube.com/channel/UC1nVmno6DrahlYB8abBnjXA Allcance Produções http://www.allcancecomunicacao.com.br/
  • portalbuglatino
    Set 30

    A peça é dividida em três segmentos distintos. Totalmente distintos. Até em ambientes diferentes. Isso mesmo: você inicia a assistência da peça em um lugar, depois vai para outro e em terceiro lugar, ainda outro. A parte um, adorei – com tantos problemas na Amazônia atualmente, achei o paralelo genial. Destaque para Caio Rodrigo e Daniel Farias. Não entendi a participação daquele instrumento australiano numa cena com nativos da América Latina, mas a sonoridade valeu à pena. Na parte dois, embora o conteúdo dramático tenha me agradado demais, perdi muitas falas. Não por falta de dedicação dos atores que estavam em seu máximo de esforço vocal - até acima – mas porque havia muitos ruídos dos instrumentos em cena, competindo com a voz dos atores. Porém, apesar desses problemas, a dor e o sofrimento, a narrativa de execuções foi incrível, assim como a falta de piedade e uma espécie de procedimento de justificativa para a barbárie – outra relação de pensamento super atual com o que estamos vivendo no momento e que parece não afetar a maior parte das pessoas que ligam a TV e consomem crimes, falcatruas, ódio, enquanto manipulam o celular em busca de outras doses de mesmas coisas. A parte três foi onde achei que a voz de todos “estourou”. E por ser parte da minha vida profissional gerir e controlar a emissão vocal das pessoas fiquei mesmo desconcentrada com o tamanho do esforço. Num momento onde há tanto em jogo no Brasil e onde se acumulam conceitos totalmente equivocados sobre heróis e ideologias, Teatro la Independencia aponta um continente muitas vezes desencontrado e que procura definir-se por conceitos e não conviver com harmonia – uma aula diante de interesses políticos, econômicos e individuais a qual estamos submetidos sob as mais diferentes utopias, descritas em verso e prosa – uma aula de que o real desgoverno pode ser nosso, que continuamos seguindo nossas próprias ilusões travestidas de pessoas, personalidades – grande erro. Acima de tudo Teatro la Independencia fala do papel do teatro no mundo, independentemente de quem estiver no poder – o teatro é um espelho humano poderoso, que lá estava neste espetáculo, voltado para as nossas idiossincrasias todas – vamos nos vender totalmente? Há preocupação social real num investidor que pretende apenas retorno financeiro? O teatro pode ser vender a qualquer interesse para sobreviver? Quem responde? Quem ousa responder? ANA RIBEIRO Diretora de teatro, cinema e TV A peça provoca algum desconforto físico ao espectador de forma intencional se movendo constantemente. Procura provocar outros desconfortos ao trazer inquietações e mesmo discussões. Os espaços e imóveis que se alteram de acordo com os donos, a função e o poder do mundo económico. As discussões que tudo isso provoca, as opiniões de cada pessoa, diferentes, parecidas, conciliadoras, conflituosas. Os que discutem, os que observam, os que organizam enquanto uns discutem e outros observam. Os que organizam não perdem tempo, os que observam têm particular motivação para nada fazer e criticar quem faz e os que discutem têm muita dificuldade em terminar as discussões e passar a ação. Achei esta parte da peça particularmente interessante. Também bastante exigente por que para um ator é difícil estar em palco “parecendo que não está”. Muitos atores não conseguem manter o foco sempre. Muitos atores perdem o olhar, o corpo e o envolvimento por não conseguirem se manter nesse espécie de limbo. E é aí que o ator precisa de manter o seu foco mais forte, para que a plateia não perceba momentos em que ele “sai de cena”. Basta um segundo. Talvez todo o corpo possa se manter em cena mas se o olhar muda, ele desmorona toda a construção e esforço. Numa peça que dura 2 horas, isso é muito difícil para um ator. A peça circula constantemente entre essa zona “real” e outros mundos como as discussões sobre os indígenas, sobre o sofrimento histórico dos povos, sobre D. Quixote. Complexa e muito variada. Senti a peça um pouco longa, com muitos assuntos, abordagens ou pontos de vista. Às vezes querer dizer muito pode provocar no espectador alguma confusão no que a peça quer. Tive momentos de dificuldade em entender a dicção de alguns atores, talvez pela rapidez com que falavam. E me pareceu que a emoção da peça se perdeu um pouco por causa disso. Uma peça tipicamente baiana, onde os corpos e as vozes cantam e dançam e se misturam. Movimento, desconstrução, ousadia...isso será sempre Bahia. Ana Santos, professora, jornalista Informações sobre a peça https://www.filte.com.br/copia-nuremberg Filte – Festival Latino Americano de Teatro da Bahia https://www.filte.com.br/
  • portalbuglatino
    Set 30

    Os estudos acadêmicos, o comportamento neutro, absolutamente neutro, afavelmente neutro, dolorosamente neutro dos ingleses consegue apagar o furor, o fogo, a energia de se ver e de ver o mundo através de uma ótica atravessada por uma história africana? Neutraliza-se preconceitos? Como afinal cada um de nós passa por eles para apenas sermos quem somos, sem comparações? Fulana, negra do cabelo bom, Sicrano, branco do cabelo ruim – o que é a qualidade ruim ou bom para cabelo? Exatamente. O que somos, exatamente? Porque, sem este saber exato, qual o fundamento do preconceito? Ah, ok, somos diferentes e a diferença é a marca do preconceito. Mas - quem é igual? Black River mergulha num universo indistinto que tentamos ingenuamente distinguir – a diferença. Num mundo que distingue cada vez mais diferenças, mas não assume uma lógica de igualdades, a peça vem mesmo a calhar. E ver Patrick Campbell para além do ponto de vista de meu colega de classe, no mestrado, foi um presente, uma honra. Uma voz pura, dona de muitos sotaques, acentos melódicos e prosódias, Patrick conta histórias que detém a estranheza de quem somos e nossos pequenos e não percebidos preconceitos cotidianos, colocando-se no lugar de quem viu de onde veio e aponta com clareza – somos quem somos e somos misturados. No Brasil então, é um debate cansado, à medida em que ninguém pode se sentir fundamentado em uma única raça para falar e, assumindo nossa mestiçagem, para quê falar? Com que moral, que raciocínio? Um debate que esgota as nossas reservas de lucidez, sendo estúpido – e por isso mesmo cada vez mais necessário. Há um ponto de partida para a humanidade e ele é miscigenado, caro leitor. Em sua performance, Patrick, branco, olhos azuis, inglês de sentimentos neutros e cabelos encaracolados, aponta seu avô negro, seus tios mestiços e ele – branco, do cabelo “nem tão bom assim”. E ao fazer isso a si mesmo, ao designar-se mestiço, levanta a questão do racismo com determinação e excelente interpretação, com domínio da voz e todos os seus meneios. Uma pena tê-lo visto tão pouco tempo e usufruído de seu trabalho apenas nesta apresentação. Espetáculo imperdível. Ana Ribeiro, diretora de teatro, cinema e TV Peça falada em inglês e português do Brasil. Vários sotaques, cantos, cânticos e danças africanas, caribenhas. Uma “mescla” de culturas, de línguas, de personagens. Apenas um ator. Patrick Campbell criou uma peça totalmente sua, que inclusive, inclui a sua história. Muito interessante e culturalmente rica. Pouco cenário, pouco figurino, pouca iluminação. Uma peça de produção simples. Eu gosto e admiro atores que fazem peças assim. Julgo que esta forma de teatro, de contador de histórias, de contador da sua própria história é muito importante no momento em que vivemos. Partilhar experiências, partilhar sofrimentos, partilhar a forma de lidar com tudo o que dói ou nos faz feliz pode nos salvar. Nunca nos salvará atacar ou impedir o sucesso do outro, diminuir o que os outros fazem de bem. O Brasil está em ebulição e prestes a explodir por que quase todas as pessoas estão a preferir aumentar os problemas e a preferir destruir para apenas vencer? Vencer o quê? As pessoas têm de se entender. Ou no final de todas as tentativas falhadas, se respeitar e viver cada um a sua vida sem atrapalhar a vida dos outros. O ator conta a sua história, sob o ponto de vista da diversidade de cores de pele, cultura e vida das pessoas da sua família. Uma mistura de escravos, donos de fazendas, etc, etc. Pontos de vista opostos, vidas abonadas e vidas de sofrimento numa mesma família. Injustiças, tragédias, marcas que ficam para sempre nos que vêm depois. O ator de alguma forma tenta mostrar seu sofrimento, sua angústia e parece querer mostrar a todos nós que não adianta ficar preso a mágoas, por maior sofrimento que se tenha passado. Gostei da forma original como confronta a ciência, a investigação, a pesquisa, a cultura, as raízes, a terra. Uma peça que seria bem recebida em Portugal. Ana Santos, professora, jornalista Informações sobre a peça https://www.filte.com.br/copia-o-outro-lado-de-todas-as-cois Filte – Festival Latino Americano de Teatro da Bahia https://www.filte.com.br/

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