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Jan 27

LENINE e Banda, Praia do Forte (2019)

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Editado: Jan 29

 

 

Primeiro que a viagem de Salvador até Praia do Forte é maravilhosa. Depois que Praia do Forte é um lugar diferenciado na linha verde porque a organização chama a atenção. Chegamos umas horas mais cedo e estacionamos em vagas públicas, grátis.

 

Estar numa reserva como a do TAMAR é privilégio. Talvez por isso a gente tenha sentido uma mudança de energia, não sei. Mais calma, mais passeios a pé, bolinho de peixe do Souza. E a mudança total dos ritmos da Bahia - verão, pra Bahia de todos os tempos e santos e orixás. Uma Bahia feita de eternos que precisam ser conservados, assim como as tartarugas. A começar do ritmo da banda TAMAR acústico, que trouxe rock, samba, ritmos de raiz, com vozes incríveis. Marcela Martinez e Marcos Clement, com vozes pesadas e seguras pra segurar rock, super afinados, dividiram o palco com a suavidade de Ana Mametto, que trouxe a velha Bahia encantada, construída pelos olhos de Caymmi e Jorge Amado. Passaram muitos vídeos bacanas, adorei ver todos e o tempo correu de uma maneira muito bacana.

 

O que não entendo é o motivo pelo qual qualquer festa ou manifestação de cultura precisa fazer a enorme quantidade de lixo que as pessoas apenas jogam no chão e saem andando. Eu esperava mais educação ou civilidade ou algo que não deixasse o espaço lotado de sujeira, num lugar que é uma reserva. Não adianta nada chorar pelas tartarugas se não formos capazes de dar uns passinhos e jogar o nosso lixo, no lixo.

 

Não imaginava o show de Lenine com o som pesado assim - são camadas e camadas de ritmo, eletrônicos, ecos, guitarras, bateria - heavy, denso, complexo.

 

Não imaginava ver Lenine ao vivo pela primeira vez num lugar de proteção ambiental com a tradição do TAMAR. Não imaginava que fosse no dia seguinte de um desastre horrível como o de Brumadinho.

 

E dentro de todos nós estava o grito de dor que Lenine soltou no ar, sem citar a desgraça porque todos a sabíamos muito bem. EU SOU TUPI, EU SOU PERI! De chorar de dor, de raiva. Um show inesquecível por muitos motivos, além dos que eu já falei.

O nível de qualidade musical de Lenine é totalmente indiscutível. Mas em casa ou no carro a gente não tem como comparar, como sentir que a qualidade da poesia e da melodia tenham a potência emocional que a gente sente quando ele canta ao vivo. É arrebatador.

 

Na minha frente pai e filho tocavam suas guitarras imaginárias junto comigo, em solos incríveis. E letras. Que letras. Se há um ditado chinês que diz que de um bom imperador não se sabe o nome, no caso de Lenine é muito bom que ele seja cantor, ao invés de imperador porque é impossível, num momento onde a gente acumula vergonhas e mal estares, não sentir um enorme orgulho por ele ser brasileiro e nordestino. Quebrando todas as placas de preconceito que temos ainda e mostrando que somos filhos de Tupi e de Zumbi, com ritmos incandescentes, que saem queimando nossas mãos e corações, caras e bocas, num país onde cada vez reconheço menos como gentil. Pátria mãe gentil e Brasil deveria ser algo além de uma rima, afinal.

 

Fui ao show de um cantor que eu adoro. Mas saí do show mais brasileira, mais rigorosa, mais coerente - deliciada - com um homem que adora orquídeas e que sente cada palavra que canta. Isso é mais que compor. Isso é renascer como Elis - que largava tudo em cima do palco e saía limpa.

 

Há uma força interior ou mesmo uma mágoa interior em nascer num país como o Brasil, com todos os vigores e rigores e dores de ser brasileiro sempre, mesmo quando a gente não queria ser. O show de Lenine me deu força para ser brasileira, mesmo tendo atravessada em mim Mariana, Brumadinho e um País estranho, que insiste em acreditar em grandes salvadores para grandes salvamentos (sem verem que isso é milagre, não política).

 

Lenine aponta um nível de dedicação ao trabalho, de inspiração, de criatividade que a gente viu na arquitetura de Niemeyer, nas cirurgias de Pitanguy, na poesia de Castro Alves. E um grito que ecoa, que rompe o equilíbrio da hipocrisia social vigente, como os que saíram das mãos de Gregório de Matos.

 

Mais que um show. Um grito de alma pra alma que alcançou a minha em cheio.

 

Ana Ribeiro, diretora de TV, cinema e teatro

 

Projeto Tamar te permite sonhar. Te permite acreditar que ainda existem boas pessoas e que juntas somam, conseguem desenvolver e expandir um projeto do bem e da natureza. Porque, como eles mesmo dizem, o que interessa são as tartarugas. Não é o umbigo.

 

Um espetáculo que se inicia com Cardápio de vídeos. Uma ideia muito fofa e que permite participação do público, além de contribuir com a divulgação do projeto. Simples e fofo.

 

Partimos para a segunda fase do show. A banda Tamar Acústico. Artistas que fazem parte do movimento Tamarea e que se juntam por amor ao projeto: Ana Mametto, Marcela Martinez, Marcos Clement, André Santana e Allan Amaral. Banda incrível. Escolheram um repertório musical de qualidade e que desempenham de forma fofa e competente. Tipo banda de garagem com virtuosismo. Adorei. Me fez lembrar tanto das reuniões de amigos e família em Portugal, com música. Porque virou um momento que é familiar, em que todos estão em sintonia. Cantaram músicas de Raul Seixas e outros mestres da música brasileira e também músicas compostas para o bem das tartarugas e sobre o projeto, como a música que virou quase um hino – TÁMARAVILHOSO. Estava mesmo maravilhoso e já seria um grande show. Mas ainda tinha mais. E ainda era melhor. Lenine. Lenine que parecia vir num estado de incómodo interior profundo. Um homem ligado à natureza como ele, um pensador, mestre em palavras, em mensagens, em emoções e sentimentos. Eu me pergunto como se sente uma pessoa como Lenine onde o seu país ultimamente erra feio a cada passo. E sempre que erra, os que mais precisam de ajuda são os que mais sofrem e nada podem dizer, fazer. Ele que é apaixonado por orquídeas, plantas que necessitam de um cuidado e um amor enorme para se desenvolverem. Como as tartarugas. Como os seres humanos. Todos. Brumadinho, Mariana, etc, etc, etc estavam presentes e bem presentes.

 

Quem não conhece Lenine em Portugal, deve conhecer. Suas letras são obrigatórias. Para mim Lenine é um Bob Dylan dos nossos tempos e do Brasil. Conheçam as letras e pensem nisso.

 

O show termina com Lenine e Guy Marcovaldi (um dos fundadores e atual coordenador nacional do Tamar), cantando TÁMARAVILHOSO. E todos os artistas terminam o show em palco num TÁMARAVILHOSO eterno e que fica no nosso ouvido. Para sempre.

 

Falta a última parte. 73 km até casa que me fez lembrar as viagens frequentes que fazia em Portugal, voltando da casa de meus pais a qualquer hora da noite. Algo que aqui nunca tinha feito. Fiz. Foi tranquilo. Mas não sei se será sempre tranquilo por isso não convém abusar.

 

A Praia do Forte é um lugar de luxo, turismo e conforto. Lindo, com tudo o que qualquer lugar tropical e belo no mundo tem. Boa gastronomia, beleza, praias de água morna, cheiro de protetor solar e perfume, pousadas encantadoras, hotéis de luxo, simpatia e segurança. Calçadas impecáveis. Não se vê lixo na rua. Gente bonita, famílias e famílias. A Bahia que eu conheci quando vim em turismo. A que encanta. Aí eu me pergunto...por que nada disso existe no resto da Bahia? E nem em Salvador? É que é uma diferença brutal. O lixo nas ruas, as calçadas destruídas, trilhos para bicicletas em lugares inacreditáveis que terminam e iniciam do nada, insegurança em cada canto, cada vez mais pessoas vivendo nas ruas, praias sujas, e o povo sem voz (onde me incluo). Isso me incomoda muito. Por que não se pode melhorar um pouco pelo menos? Por que não podemos contribuir? Me faz sentir muitas saudades de Portugal. Muitas. Socorro pessoal do Projeto Tamar...

 

Ana Santos, professora e jornalista

 

Site do Projeto Tamar

http://www.tamar.org.br/

 

Música TÁMARAVILHOSO

https://www.youtube.com/watch?v=9HN5KnsC_EI

 

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  • portalbuglatino
    Out 5

    Imaginava que veria um show, mas uma coisa tão arrebatadora, dramática e comovente não é show – é espetáculo, é teatro, é drama – já que drama é ação e o tempo inteiro ela nos mergulhou em ação dramática. Como vocês sabem, minha especialidade é voz profissional. O que mais faço na vida é ouvir vozes, é uma rotina e pouca coisa me impressiona. Fiquei aturdida com a capacidade vocal, com a qualidade, com o domínio do som, do ritmo, da intensidade. Ela cantou com microfone, sem microfone, dobrada, em cima de escada, encostando a barriga nos joelhos – vocês sabem onde fica o diafragma? Sabem o nível de interferência que se dobrar sobre o diafragma causa à voz? Nem queria aplaudir. Queria muito mais ouvir. Absorver. Um repertório forte, intenso, incrível e novo – o que diante da mesmice atual da MPB é como respirar ar fresco. Em alguns momentos, aquele jeito tão Caymmi, tão Nana de entrar na frase musical – uma assinatura única, genética. 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Um dia, o caminho virará uma estrada e quem sabe menos pessoas ou nenhumas passarão o que você passou e passa, e que nós Bug e nós Ana Santos e Ana Ribeiro precisamos enfrentar. Que a vida de todos possa ser mais verdadeira e feliz. No final, encontrar na plateia uma pessoa tão querida nossa e do Bug Latino como Moacyr Motta, locutor da Rádio Educadora e um excelente fotógrafo, ainda tornou tudo mais mágico e maravilhoso. Ana Santos, professora, jornalista Informações sobre a artista Instagram https://twitter.com/alicecaymmi?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor Facebook https://www.facebook.com/AliceCaymmi/ Vagalume https://www.vagalume.com.br/alice-caymmi/ Letras.mus.br https://www.letras.mus.br/alice-caymmi/ Canal Youtube https://www.youtube.com/channel/UC1nVmno6DrahlYB8abBnjXA Allcance Produções http://www.allcancecomunicacao.com.br/
  • portalbuglatino
    Set 30

    A peça é dividida em três segmentos distintos. Totalmente distintos. Até em ambientes diferentes. Isso mesmo: você inicia a assistência da peça em um lugar, depois vai para outro e em terceiro lugar, ainda outro. A parte um, adorei – com tantos problemas na Amazônia atualmente, achei o paralelo genial. Destaque para Caio Rodrigo e Daniel Farias. Não entendi a participação daquele instrumento australiano numa cena com nativos da América Latina, mas a sonoridade valeu à pena. Na parte dois, embora o conteúdo dramático tenha me agradado demais, perdi muitas falas. Não por falta de dedicação dos atores que estavam em seu máximo de esforço vocal - até acima – mas porque havia muitos ruídos dos instrumentos em cena, competindo com a voz dos atores. Porém, apesar desses problemas, a dor e o sofrimento, a narrativa de execuções foi incrível, assim como a falta de piedade e uma espécie de procedimento de justificativa para a barbárie – outra relação de pensamento super atual com o que estamos vivendo no momento e que parece não afetar a maior parte das pessoas que ligam a TV e consomem crimes, falcatruas, ódio, enquanto manipulam o celular em busca de outras doses de mesmas coisas. A parte três foi onde achei que a voz de todos “estourou”. E por ser parte da minha vida profissional gerir e controlar a emissão vocal das pessoas fiquei mesmo desconcentrada com o tamanho do esforço. Num momento onde há tanto em jogo no Brasil e onde se acumulam conceitos totalmente equivocados sobre heróis e ideologias, Teatro la Independencia aponta um continente muitas vezes desencontrado e que procura definir-se por conceitos e não conviver com harmonia – uma aula diante de interesses políticos, econômicos e individuais a qual estamos submetidos sob as mais diferentes utopias, descritas em verso e prosa – uma aula de que o real desgoverno pode ser nosso, que continuamos seguindo nossas próprias ilusões travestidas de pessoas, personalidades – grande erro. Acima de tudo Teatro la Independencia fala do papel do teatro no mundo, independentemente de quem estiver no poder – o teatro é um espelho humano poderoso, que lá estava neste espetáculo, voltado para as nossas idiossincrasias todas – vamos nos vender totalmente? Há preocupação social real num investidor que pretende apenas retorno financeiro? O teatro pode ser vender a qualquer interesse para sobreviver? Quem responde? Quem ousa responder? ANA RIBEIRO Diretora de teatro, cinema e TV A peça provoca algum desconforto físico ao espectador de forma intencional se movendo constantemente. Procura provocar outros desconfortos ao trazer inquietações e mesmo discussões. Os espaços e imóveis que se alteram de acordo com os donos, a função e o poder do mundo económico. As discussões que tudo isso provoca, as opiniões de cada pessoa, diferentes, parecidas, conciliadoras, conflituosas. Os que discutem, os que observam, os que organizam enquanto uns discutem e outros observam. Os que organizam não perdem tempo, os que observam têm particular motivação para nada fazer e criticar quem faz e os que discutem têm muita dificuldade em terminar as discussões e passar a ação. Achei esta parte da peça particularmente interessante. Também bastante exigente por que para um ator é difícil estar em palco “parecendo que não está”. Muitos atores não conseguem manter o foco sempre. Muitos atores perdem o olhar, o corpo e o envolvimento por não conseguirem se manter nesse espécie de limbo. E é aí que o ator precisa de manter o seu foco mais forte, para que a plateia não perceba momentos em que ele “sai de cena”. Basta um segundo. Talvez todo o corpo possa se manter em cena mas se o olhar muda, ele desmorona toda a construção e esforço. Numa peça que dura 2 horas, isso é muito difícil para um ator. A peça circula constantemente entre essa zona “real” e outros mundos como as discussões sobre os indígenas, sobre o sofrimento histórico dos povos, sobre D. Quixote. Complexa e muito variada. Senti a peça um pouco longa, com muitos assuntos, abordagens ou pontos de vista. Às vezes querer dizer muito pode provocar no espectador alguma confusão no que a peça quer. Tive momentos de dificuldade em entender a dicção de alguns atores, talvez pela rapidez com que falavam. E me pareceu que a emoção da peça se perdeu um pouco por causa disso. Uma peça tipicamente baiana, onde os corpos e as vozes cantam e dançam e se misturam. Movimento, desconstrução, ousadia...isso será sempre Bahia. Ana Santos, professora, jornalista Informações sobre a peça https://www.filte.com.br/copia-nuremberg Filte – Festival Latino Americano de Teatro da Bahia https://www.filte.com.br/
  • portalbuglatino
    Set 30

    Os estudos acadêmicos, o comportamento neutro, absolutamente neutro, afavelmente neutro, dolorosamente neutro dos ingleses consegue apagar o furor, o fogo, a energia de se ver e de ver o mundo através de uma ótica atravessada por uma história africana? Neutraliza-se preconceitos? Como afinal cada um de nós passa por eles para apenas sermos quem somos, sem comparações? Fulana, negra do cabelo bom, Sicrano, branco do cabelo ruim – o que é a qualidade ruim ou bom para cabelo? Exatamente. O que somos, exatamente? Porque, sem este saber exato, qual o fundamento do preconceito? Ah, ok, somos diferentes e a diferença é a marca do preconceito. Mas - quem é igual? Black River mergulha num universo indistinto que tentamos ingenuamente distinguir – a diferença. Num mundo que distingue cada vez mais diferenças, mas não assume uma lógica de igualdades, a peça vem mesmo a calhar. E ver Patrick Campbell para além do ponto de vista de meu colega de classe, no mestrado, foi um presente, uma honra. Uma voz pura, dona de muitos sotaques, acentos melódicos e prosódias, Patrick conta histórias que detém a estranheza de quem somos e nossos pequenos e não percebidos preconceitos cotidianos, colocando-se no lugar de quem viu de onde veio e aponta com clareza – somos quem somos e somos misturados. No Brasil então, é um debate cansado, à medida em que ninguém pode se sentir fundamentado em uma única raça para falar e, assumindo nossa mestiçagem, para quê falar? Com que moral, que raciocínio? Um debate que esgota as nossas reservas de lucidez, sendo estúpido – e por isso mesmo cada vez mais necessário. Há um ponto de partida para a humanidade e ele é miscigenado, caro leitor. Em sua performance, Patrick, branco, olhos azuis, inglês de sentimentos neutros e cabelos encaracolados, aponta seu avô negro, seus tios mestiços e ele – branco, do cabelo “nem tão bom assim”. E ao fazer isso a si mesmo, ao designar-se mestiço, levanta a questão do racismo com determinação e excelente interpretação, com domínio da voz e todos os seus meneios. Uma pena tê-lo visto tão pouco tempo e usufruído de seu trabalho apenas nesta apresentação. Espetáculo imperdível. Ana Ribeiro, diretora de teatro, cinema e TV Peça falada em inglês e português do Brasil. Vários sotaques, cantos, cânticos e danças africanas, caribenhas. Uma “mescla” de culturas, de línguas, de personagens. Apenas um ator. Patrick Campbell criou uma peça totalmente sua, que inclusive, inclui a sua história. Muito interessante e culturalmente rica. Pouco cenário, pouco figurino, pouca iluminação. Uma peça de produção simples. Eu gosto e admiro atores que fazem peças assim. Julgo que esta forma de teatro, de contador de histórias, de contador da sua própria história é muito importante no momento em que vivemos. Partilhar experiências, partilhar sofrimentos, partilhar a forma de lidar com tudo o que dói ou nos faz feliz pode nos salvar. Nunca nos salvará atacar ou impedir o sucesso do outro, diminuir o que os outros fazem de bem. O Brasil está em ebulição e prestes a explodir por que quase todas as pessoas estão a preferir aumentar os problemas e a preferir destruir para apenas vencer? Vencer o quê? As pessoas têm de se entender. Ou no final de todas as tentativas falhadas, se respeitar e viver cada um a sua vida sem atrapalhar a vida dos outros. O ator conta a sua história, sob o ponto de vista da diversidade de cores de pele, cultura e vida das pessoas da sua família. Uma mistura de escravos, donos de fazendas, etc, etc. Pontos de vista opostos, vidas abonadas e vidas de sofrimento numa mesma família. Injustiças, tragédias, marcas que ficam para sempre nos que vêm depois. O ator de alguma forma tenta mostrar seu sofrimento, sua angústia e parece querer mostrar a todos nós que não adianta ficar preso a mágoas, por maior sofrimento que se tenha passado. Gostei da forma original como confronta a ciência, a investigação, a pesquisa, a cultura, as raízes, a terra. Uma peça que seria bem recebida em Portugal. Ana Santos, professora, jornalista Informações sobre a peça https://www.filte.com.br/copia-o-outro-lado-de-todas-as-cois Filte – Festival Latino Americano de Teatro da Bahia https://www.filte.com.br/

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