As Lágrimas do Pianista

June 21, 2018



Penso em ti em momentos descabidos de realidade como fogueiras na praia
numa noite de chuva...
Anseio o olhar, como as estrelas esperam a noite ...como pedaços de palavras e
pensamentos separados por um mar de peças de puzzle, anseiam a mão de quem
o conclui.
Salto sobre cinzas de memórias como um malabarista sem público...Como uma
gota sem destino...como um poeta sem audiência...Ou um relâmpago sem som.
Molho teclas de piano vazias de toque...como que tocasse melodías em teu corpo
sem o poder sentir em meus dedos...sem ter esse teu sabor em meus lábios... sem
sentir o vento antes da tempestade.
E Como gotas de absinto sinto o efeito ébrio acender fagulhas de paixão.
Tornando a cinza no fogo que outrora ardeu, tão fugaz e efémera como a ânsia da
sede por um copo vazio.
E Procurando a magia que existiu nessa praia agora cinzenta e fria, à medida que
a memória de teu calor escorre em meus olhos em forma da lágrima que não te
esqueceu...continuo a molhar teclas de piano imaginando melodías do tempo
em que tudo não aconteceu.


Bruno Rio


Ler mais: http://m.bruno-rio.com/news/o-renascimento/

 

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