Ninguém

 

NINGUÉM

 

Gosto de ser anônimo:

um Ninguém andando pelas ruas,

vácuo de compromissos,

pleno dos privilégios

da falsidade de ser.

 

 

Da espuma do mar

fiz minha identidade.

Cambiante com a cor das ondas,

morre e nasce muitas vezes

entre o crepúsculo e a noite.

 

 

Pulsão do momento

modela a história:

eu crio o passado

do tempo infinito

que se estingue agora,

e sou livre.

 

................................................

 

 

Deixá-lo estar,

o doido,

embalado na sua fantasia!

Deixá-lo estar,

o doido,

às vezes feliz.

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