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Portugal, de Jorge e quando a poesia é saudade


A Bahia, sendo especial, abriga o Recôncavo - e a massa de cultura que está abrigada ali, os poetas, intérpretes, músicos são a foto atemporal da resistência dos baianos/brasileiros. Portugal foi pro céu dos poetas e professores - que deve ser bastante mais divertido e cheio de letras e rimas - e nos deixou um pouco mais sozinhos. As letras que o acompanharam vão continuar dançando: teve explosão no Líbano, cogumelo gigante subiu ao céu, meu Deus, que maluquice de mundo é essa? - e justo agora, você não vai estar... O mundo ficou um pouquinho mais árido sem o seu sempre sorriso. Mas vamos sorrir por você, só por teimosia. com explosão, com Covid, com o choro pendurado - o nosso sorriso prolongará o seu ad infinitum, até você se enturmar por aí, com os santos e anjos. Saudades.


1. Poesia indicada pelo Bug Latino


“Filosofia Pura”

“Quanto mais a gente ensina, mais aprende o que ensinou


E o desejo da menina quando o seu corpo fulmina

Acende o fogo do amor


E a sensação divina de dominar quem domina

É que cura qualquer dor


Pois trocar vida com vida é somar na dividida

Multiplicando o amor

Pra que o sonho dessa gente não seja mais afluente

Do medo em que desaguou”


Jorge Portugal

Baiano de Santo Amaro


Filosofia Pura cantada por Maria Bethânia (part. Gal Costa)

Composição: Jorge Portugal / Roberto Mendes

https://www.youtube.com/watch?v=LdM-gv3-8dM


2. Poesia indicada pelo Bug Latino


“A Massa”


“A dor da gente

É dor de menino acanhado

Menino bezerro pisado

No curral do mundo apenar

Que solta aos olhos

Igual ao gemido calado

A sombra do mal assombrado

É dor de nem poder chorar

Moinho de homens

Que nem jerimuns amassados

Mansos meninos domados

Passados medos iguais

Amassando a massa

A mão que amassa a comida

Esculpe, modela e castiga

Massa dos homens normais

Quando eu lembro da massa da mandioca, mãe

Da massa

Quando eu lembro da massa da mandioca, mãe

Da massa

Lelé, meu amor lelé

Lelé, meu amor lelé

No cabo da minha enxada

Não conheço um coroné

Eu quero, mas não quero, camará

"Mulé" minha na fusão, camará

Tá livre de um abraço, camará

Mas num tá de um beliscão

Torna a repetir oi z'amor

Ai, ai, ai

Torna a repetir oi z'amor

Ai, ai, ai

É que o guarda civil não quer a roupa no quarador

O guarda civil não quer a roupa no quarador

Meu Deus onde vai quarar

Quarar essa massa

Meu Deus onde vai rolar

Rolar essa massa

Mas o trem corre é por cima da linha

O trem corre é por cima da linha”


Jorge Portugal

Baiano de Santo Amaro


Letra de Jorge Portugal / Música e Voz de Raimundo Sodré

https://youtu.be/qx4zEX-skaU


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