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  • Foto do escritorportalbuglatino

Poesia do contrário


Flor de Jasmim Manga - Foto retirada do site Projeto Jardinando

Em época de festa

De Carnaval

Da alegria do encontro

O contrário ronda

O contrário existe

A vida é alegria e o contrário


“Contradições habituais”


“As palavras — disse — as palavras silenciosas, nossa única companhia;

procuradas, prolongadas (elas que nos prolongam);

a paisagem aprofunda-se; descobres não só os ossos,

mas também belos corpos, e asas —

que vestes enquanto elas te vestem e te volatilizam.


Partes. Somos encontrados atrás das portas,

atrás de paredes altas, bolorentas. Tu o sabes —

este é o único meio de comunicação. O tabique de madeira

a separar os quartos transforma-se em vidro. Vês as palavras

cair sobre a mesa nua do porão com um ruído cavo

juntamente com os insetos da noite à volta da lâmpada clandestina.”

Yannis Ritsos



“A Morte”


“Oh! que doce tristeza e que ternura

No olhar ansioso, aflito dos que morrem…

De que âncoras profundas se socorrem

Os que penetram nessa noite escura!


Da vida aos frios véus da sepultura

Vagos momentos trêmulos decorrem…

E dos olhos as lágrimas escorrem

Como faróis da humana Desventura.


Descem então aos golfos congelados

Os que na terra vagam suspirando,

Com os velhos corações tantalizados.


Tudo negro e sinistro vai rolando

Báratro a baixo, aos ecos soluçados

Do vendaval da Morte ondeando, uivando…”


Cruz e Sousa (1861-1898)

Poeta considerado como a maior expressão poética do Simbolismo

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