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  • Foto do escritorportalbuglatino

Poesia do Chão e das Mãos


Fotografia de Lisa Kristine (Lanterns-China) - @lisakristinephotography

Poesia, essa que nos liga

À vida e aos outros


“Se as minhas mãos pudessem desfolhar”


“Eu pronuncio teu nome

nas noites escuras,

quando vêm os astros

beber na lua

e dormem nas ramagens

das frondes ocultas.

E eu me sinto oco

de paixão e de música.

Louco relógio que canta

mortas horas antigas.


Eu pronuncio teu nome,

nesta noite escura,

e teu nome me soa

mais distante que nunca.

Mais distante que todas as estrelas

e mais dolente que a mansa chuva.


Amar-te-ei como então

alguma vez? Que culpa

tem meu coração?

Se a névoa se esfuma,

que outra paixão me espera?

Será tranqüila e pura?

Se meus dedos pudessem

desfolhar a lua!!”

Federico García Lorca



“O Chão Debaixo Dos Pés Dela”

“Toda minha vida, eu a adorei

Sua voz dourada, a cadência da beleza dela

Como ela nos fez sentir

Como ela me fez real

E o chão debaixo dos seus pés

E o chão debaixo dos pés dela


E agora não posso ter certeza de nada

Preto é branco e frio é calor

O que eu admirei, roubei meu amor

Isso era o chão debaixo dos pés dela

Era o chão debaixo dos pés dela


Vá ligeiramente em seus caminhos escuros

Vá ligeiramente ao subsolo

Estarei lá um outro dia

Não posso descansar até que você seja encontrada


Me deixe te amar, me deixe te resgatar

Me deixe te trazer para onde duas estradas se encontram

Oh, volte para cima

Onde só existe amor

E o chão debaixo dos pés dela

E o chão debaixo dos pés dela”

Poema de Salman Rushdie

Cantado pelos U2

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