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Plátano Poético


Amar e agradecer. Avisar o que somos, como somos, sem medos. Para saberem caminhar em nós sem machucar.


1. Poesia indicada por Bug Latino


“Lá está ele o meu plátano preferido!

Cada dia mais belo e majestoso!

As suas folhas douradas, rubras, tons de verde,

Nesta tarde de Outono que declina,

Brilham com o sol que as ilumina...


Recebo dele o bom dia de manhã,

Quando acordo e assomo à janela...

E o seu porte altivo de árvore bela

Me seduz e só por isso eu

Gosto dela...


Quando passo na rua aproximo-me e admiro-a

E depois toco no seu tronco grande e altivo...

Dá-me paz, tranquilidade, harmonia...

E por isso a amo mais cada dia...”


Maria Lúcia Levert


2. Poesia indicada por Maria Lúcia Levert


“Eu não sou de ninguém”


“Eu não sou de ninguém!… Quem me quiser

Há-de ser luz do Sol em tardes quentes;

Nos olhos de água clara há-de trazer

As fúlgidas pupilas dos videntes!


Há-de ser seiva no botão repleto,

Voz no murmúrio do pequeno insecto,

Vento que enfurna as velas sobre os mastros!…


Há-de ser Outro e Outro num momento!

Força viva, brutal, em movimento,

Astro arrastando catadupas de astros!”


Florbela Espanca

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