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“PARA A DEMOCRACIA, FELIZ ANO NOVO” e “Começar de novo” Bug Sociedade


Anna Chromy

“PARA A DEMOCRACIA, FELIZ ANO NOVO” Bug Sociedade

Pum, pum, pá-pá-pá – os olhos cheios de sono acompanhavam o brilho e o som dos foguetes da entrada do ano novo. Só percebeu que era perto da meia noite às 23:53. A Ivete estava na entrada do palco aquecendo a voz, falando com a banda, no Rio de Janeiro já se ouviam os impacientes soltando fogos e ela ali, tranquila, espantando o soninho...

Réveillon diferente – e bom! Com certeza seria um ano onde não cairia nos “negócios da China” que às vezes apareciam no Brasil.

Tipo: - Vai ter excursão pra Brasília, pessoal! Todo mundo pode acampar no exército, que é limpeza!

Se eles, ao invés de ouvirem a voz do grupo, ouvissem a da sua consciência, entenderiam: “Vocês estão sendo usados para a nossa tentativa de golpe de estado, mesmo sem o apoio dos Estados Unidos. Se der certo, o exército tem grande probabilidade de assumir. Se der errado, música do Erasmo pra todos: Serão deixados à beira do caminho.

Se tivessem ouvido a verdadeira voz do Brasil, teriam percebido que toda democracia precisa ser intocável, sempre protegida pelo seu povo e que churrasco de graça não vale a nossa liberdade de escolher. Não de bagunçar, quebrar ou depredar o nosso próprio patrimônio, como um insano qualquer que quebra as coisas dentro de casa e depois tem que pedir um prato emprestado à vizinha pra poder comer.

Olhos relaxados, apreciando mais um réveillon com democracia em seu País. Talvez por isso, pôde dormir enquanto a Ivete cantava e o Rio fazia um show extraordinário sincronizando fogos e música ao vivo.

- Agora, a democracia precisa de sua irmã de sangue: a paz – que de algum modo tem que ser resgatada pelo mundo. Sei lá como vamos fazer pra Israel, Palestina, Ucrânia, Rússia, Rio de Janeiro, milícia, tráfico e corrupção, Salvador, pobre, clima extremo, terremoto, Japão e tsunami - desgraças de mais uma noite, e terror de muito mais dias consecutivos.

Pelo menos naquela primeira madrugada, daquele dia um de muitos outros que viriam, olhos brasileiros que quiseram, puderam se cerrar e sentir a brisa cálida da democracia e da liberdade.

Gritos, fogos, espumantes estourando... 1º de janeiro no lugar daquele infame, fatídico e vergonhoso 8 de janeiro passado e o gosto da justiça, se aproximando dos mandantes...

Feliz Ano Novo!

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV

 

“Começar de novo” Bug Sociedade

Que bom é poder começar de novo. Ter a possibilidade de experimentar fazer as coisas de outras formas, de poder repetir o que se sabe que é bom. É uma benção. Os japoneses falam que devemos completar os ciclos. Evitar deixar ciclos a meio. Coisas simples ou rápidas, coisas complexas ou longas. E lá vem mais um ano, com inícios de vários ciclos. Inícios que devem ser terminados. Vivem a vida como se se relacionassem constantemente com a essência da vida. Como se estivessem sempre na presença de algo ou de alguém e se se dirigissem, permanentemente a essa “entidade” – a vida. Nós, os outros, vivemos para nós, para os outros – essa é mais ou a menos a nossa forma de vida. Mas os japoneses parecem estar sempre acompanhados de algo mais, algo mais enriquecido, mais global, mais existencial. Intensos. Estão vivendo o amargor da vida, neste início de ano. Como russos e ucranianos, como israelitas e palestinianos e tantos outros povos. Como o mundo parece sossegado para quem viaja no espaço e olha o planeta de longe. De longe não vemos problemas, de perto só vemos problemas.

Mudar a desigualdade entre gêneros masculino e feminino é também informar-se sobre o que acontece no mundo – não só na nossa família, não só no meio onde vivemos, convivemos e trabalhamos – e assistir a este vídeo, onde Mary Ellsberg, dá alguns dados e explica alguns fatos.  Ou este, onde uma menina pede ajuda ao pai e à sociedade, avisando do que sabe que lhe vai acontecer pela vida fora, ou muitos outros vídeos. Um início para quem tem certezas, para quem ainda não é capaz de ver a realidade, ou para quem vive bem com o mundo desta forma. O mundo não é o que vemos ou vivemos. É muito mais do que isso. Precisamos saber, impedir que piore e ajudar a melhorar. Precisamos.

Muitas tarefas para 2024. Muitos trabalhos de casa, sociais, mentais, emocionais, profissionais. Perceber o que repetidamente não funciona, apesar de ser um hábito pessoal, familiar ou profissional e rever, avaliar, adaptar. Manter o entusiasmo que os gregos chamam de manter o espírito divino, manter-se divinamente inspirado. Ter a preocupação de manter a mente serena, seja em que situação for. Respirar serenamente, seja em situação for. Trabalhar o que Howard Garden chama suas 7 inteligências: racional, verbal, sensorial, cinestésica, musical, espacial, perceber as emoções em si e nos outros (emocional).

Fernando Gramaccini disse um dia: “O amor, essa força absurda. Que redime. O grande instrutor das emoções. O sentimento mais superior do ser humano. Vem de dentro. É ele que segura os impulsos passionais.” Precisamos aprender a amar. Antes de morrer. Terminar o ciclo da vida sabendo a amar. Esse é o meu desejo para todos – eu incluída.

Bom ano.

Ana Santos, professora, jornalista

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