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O mundo também é poético


Imaginação, sonhos, possibilidades, esperança, vontade. Não desistir, não desanimar, não parar. Continuar, continuar, continuar.


1. Poesia indicada pelo Bug Latino


“ANJO DE FOGO”

“E como um ser de forte claridade,

Anjo de fogo do celeste empíreo,

Eu sentia nas asas do delírio

A dimensão da grande liberdade.

Passava nos lugares rotineiros

Colhendo todo mundo em meu abraço,

Confundindo noções de tempo e espaço,

Embaralhando fatos verdadeiros.

Ia nos quatro pontos cardeais.

Andava sobre a linha do equador.

Via o céu da manhã mudar de cor.

Percorria os espaços siderais.

Ia mais longe do que qualquer nave.

Voava mais depressa do que a luz.

Entendia as palavras de Jesus

Como uma criancinha entende uma ave.

Achincalhava todas as mentiras.

Todos os fariseus desmascarava.

Os ídolos do hipócrita quebrava.

A roupa do impostor deixava em tiras.

E como um ser de etérea realeza,

Adornado de estrelas e de luas,

Saía a percorrer todas as ruas

À procura da forma da beleza.

E encerrava meu curso luminoso

Num lugar pelos homens habitado,

Onde era pelos guardas algemado

E preso como um louco furioso.”


AFFONSO MANTA

Poeta Baiano


2. Poesia indicada pelo Bug Latino


“Fado Pessoano”

“O fado, já diz Fernando Pessoa

Não é canção má nem boa

Não é alegre nem triste

Não é de Coimbra ou Lisboa

É um ser estranho, uma pausa

Que a alma portuguesa deu ao mar

Quando tudo desejava

Sem força para desejar

Toda a canção é um poema ajudado

Que diz o que a alma não tem

E a isso não escapa o fado

Porque é um poema ajudado também

O fado é fadiga duma alma forte

É uma espécie de olhar

Que viu o sorriso da morte

Nos brancos espelhos do mar

É um olhar quase de desprezo

A um Deus que desertou

Quando mais Dele precisava

Quem duvidar nunca ousou

Toda a canção é um poema ajudado

Que diz o que a alma não tem

E a isso não escapa o fado

Porque é um poema ajudado também

No fado todos os Deuses se juntam

A cantar lá nas alturas

Trazidos pelos avós

Na poeira das lonjuras

E esses Deuses estão em nós

Espalham-se pela mesa

Convocados pela voz

E só por acaso soam a tristeza”

Letra de Carlos Tê e música de Rui Veloso

https://www.youtube.com/watch?v=aU8dBwjWF8I

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