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“Nunca esqueça que você decide”



Todo dia aparece uma decisão diferente pra gente tomar. Exatamente por isso, ganhar e perder não deveriam ser a questão mais importante quando se fala de escolhas – escolhemos o tempo inteiro sem pensar muito nisso, afinal.


Quando se trata de escolher um candidato, uma lei – até o sindico do prédio – partimos do ponto de vista mais grotesco do mundo: de quê ou de quem gostamos mais? Mas na verdade, a pergunta deveria ser: O que é melhor para todos - já que todos precisam estar incluídos? Isso já teria um efeito praticamente exterminador de candidatos com propostas redutoras e obsoletas. O síndico só pensa nos moradores que rezam? Está fora porque TODOS inclui obrigatoriamente os que não rezam - mesmo os que não creem precisam ser incluídos. Não têm propostas para uma cidade inteira, para um país inteiro? Fora. A população de uma cidade inteira inclui, negros, brancos, mulheres, homens, gays, trans, pobres, ricos, velhos, crianças. Todos precisam ir e vir. Todos precisam ter liberdade para ir e vir. E ver ruas limpas, iluminadas, que nos convidem a ocupa-las. Lugares pra ir e pra vir. Viu que o seu amigo pode não ser a pessoa certa?


Iluminar a vida de poucos é insultante. Aviltante. Então aquele super amigo que prometeu te dar um privilégio... se serve só pra você, não serve pra nós e não serve para o país, o prédio ou a cidade. Apenas não serve.


Essa postura “piso e pronto” – é abjeta. Temos que ouvir isso. Temos que entender isso de uma vez por todas.


A melhor escolha de todas, inclui todos. Precisa incluir. É a nossa única e melhor chance de fazermos parte dela também. E assim é com tudo - da escolha da comida para o almoço em família, até o presidente da república. Se não fazemos assim, nos sobra ser parte das exceções e “dar um jeitinho” de conseguir aquilo que privilegia uns poucos – e aí temos que batalhar para, quem sabe, fazermos parte da “lista dos privilegiados”. Mas aí, os “amigos eleitos” costumam esquecer de quem os colocou onde chegaram...


Viu? O QI – Quem indicou – começa com escolhas ruins. Nossas escolhas.


Cada escolha sempre é uma escolha e tanto. É por isso que a sua escolha precisa ver o coletivo. Então, atenção a diversificação de postos de trabalho, a separação do lixo, aos postos de saúde, ao transporte, a educação - já com internet e computadores, a manutenção de escolas e crianças com merenda de boa qualidade e espaço para correr, brincar e sobretudo pessoas com quem conversar.


Não somos nós contra outro grupo. Somos um único e sólido grupo que precisa de melhoras urgentes. O que é melhor para todos? O que é melhor para todos? O que é melhor para todos? Este novo mantra ajuda muito.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


Você decide se não faz nada ou se faz alguma coisa. Sempre. Você pode olhar para o lado, deixar para o dia seguinte ou fazer. Tem coisas que adiamos para o dia seguinte e isso vira a vida inteira. Não são os outros ou a vida que impedem. Somos nós. Tratar como irmãos ou como sendo da família, pessoas que não te respeitam ou te querem como um brinquedo, pode ser para sempre ou pode parar quando você decidir. E quando pára, você nunca perde. É impressionante a libertação. Nem que isso signifique, menos pessoas em volta, menos dinheiro, menos oportunidades de vida, menos festas, menos floreados. Também tem menos hipocrisia. Acredite que o sol é mais quente, o ar mais puro e o coração caminha mais leve. Decida.


Um dia ouvi uma mulher dizer que não se sentava à mesa com qualquer pessoa. Eu estranhei imenso o comentário e respondi que nem sempre temos escolha. Ela insistiu. Temos escolha sim, disse. Nunca mais me esqueci desse momento. Achava que ela tinha razão e que bom que ela podia, mas que eu, na minha vida não podia fazer isso. Simplesmente não podia, não era educado, ia dar muita confusão, as pessoas iam estranhar, iam aproveitar para me apontar mais dedos dos que já apontavam. A vida seguiu e fui percebendo que afinal eu não fazia o que queria apenas em pequenas coisas. Essas coisas viravam grandes ou permanentes e eram como quando estás no mar a colocar a cabeça fora de água e levas de novo com mais uma onda. Durante anos e anos fazes coisas que não queres mas que tens de fazer, fazes o esforço de te relacionares com pessoas que não te fazem bem, às vezes até te sentas à mesa com pessoas que não te querem bem, em festas, em reuniões de trabalho, mesmo em família. Dizes que sim quando devias dizer não, mas não queres incomodar, não queres ter trabalho em enfrentar a mudança. Só que chegas a um ponto em que percebes que se não queres uma coisa, tens de fazer algo por isso, assumir essa decisão e te preocupar menos com o que é certo para os outros. Porque quando “os outros” querem, não existe nada de certo no que fazemos, esquecem o que somos, o que fizemos, do que somos capazes. Num instante.


Nunca se esqueça que você decide: em quem vota, com quem vive, com quem se senta à mesa, quem são os seus amigos, quem são as pessoas com quem ocupa seu tempo e sua vida. Fazer isso de forma discreta, sem ferir ninguém, mas sem ceder, é um exercício de cidadania, de caráter e de educação. De libertação. O mais extraordinário é a sensação de liberdade, de bem estar e de leveza que isso proporciona. Serão menos os que te rodeiam, mas é tão mais intenso e belo o mundo assim. Como se chegasses na praia e te libertasses do que te pesa e te prende e ao mergulhar no mar, estás apenas tu e o que interessa.


Existe muita informação no mundo. Se informe e se enriqueça culturalmente a todo o momento. Construa as suas opiniões, os seus argumentos, os seus desejos e as suas ideias para um mundo melhor. E decida por si e pela vida que deseja para si e para todos. Decida o que for melhor para os mais pobres, os mais doentes, os menos protegidos. Decida o que for melhor para o mundo.

Ana Santos, professora, jornalista


UNISSEX "Manual do Voto"

https://youtu.be/cDcSzW06yuk


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