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“Diferenças ou desigualdades” Bug Sociedade


Kathe Kollwitz, "As Mães"

“TEM ALGUMA COISA DE ERRADO NA FORMA COMO OS HOMENS LIDERAM” Bug Sociedade

O ano vai chegar ao fim, logo chega 2024 e com ele os impostos. Imposto, todo mundo sabe: chama imposto porque nos é imposto. Não há discussão possível. Temos que pagar e essa é a nossa parte. A outra, a dos governos e poder legislativo, também deveria ser clara – deveria – usar esse recurso em benefício de quem o paga – nós.

Não há dúvida, portanto, de quem é o chefe. Nós votamos, elegemos e apontamos quais são as prioridades. Os políticos, de alguma forma, têm a percepção do que fazem totalmente deformada, já que o poder para fazerem coisas só existe porque as coisas deveriam ser feitas para nós, os chefes. Sendo assim e historicamente, senhores deputados e senadores, prefeitos e governadores de Alagoas e Maceió, por favor prestem contas de como, de que forma, ao invés de trabalharem para seus chefes – o POVO de Alagoas, no caso - estão há décadas transformando a capital num queijo suíço que agora está ruindo diante dos nossos olhos?

Quem autorizou ao prefeito assinar uma “indenização” que não admite recurso com a Braskem? Onde está o dinheiro? Vou repetir: Onde está o dinheiro? Porque esse quase 1 bilhão e meio tem que ter destino certo, à medida que 5 bairros “estão solando como bolos”, numa das maiores vergonhas nacionais, tristezas, perdas, desgraças. Todas as esferas de poder que passaram por Alagoas apenas foram permissivas e pronto? Ninguém vai ser acusado de nada? O prefeito, o deputado, o senador, alguém? Então se destrói a vida de 60 mil pessoas e a única alternativa que temos é esperar o acerto de contas divino? Não há lei humana passível de aplicação por lá? É um escárnio isso.

O Hamas não presta e Israel resolve matar os palestinos porque afinal há terroristas nascidos lá. Só isso. É o motivo declarado. É o mesmo que exterminar todos os cariocas do Rio porque o Comando Vermelho é de lá.

Aí vem a polícia e mata, vem o marido e mata, vem qualquer homem e se vê com o direito de matar. Porque - repararam? A gente passeia por notícias de crimes e brutalidades e estamos falando do modus operandi dos homens héteros, machos. Os mesmos que bradam à Deus contra a possibilidade de nós, do gênero feminino, fazermos um reles xixi, uma vez na vida e outra na morte, no banheiro do shopping, com mulheres trans. Mas enquanto isso eles nos matam, estupram e ameaçam, se roçam, atacam e gozam em cima de nós nos transportes – e ao invés de punição severa, cadeia, prisão, pena, aplicação da lei, aparecem “vagões rosa” nos ônibus e trens - que são ultrajantes.

Tem alguma coisa muito errada na forma como os homens lideram. Os cursos que vendem liderança: seja o primeiro, seja coach – pululam.

Tem alguma coisa muito errada na forma como os homens lideram. Todos sabemos que não há espaço para tanta gente ser coach no mundo, mas não há o curso “aprenda a contribuir com o líder”, “aprenda a ser liderado”.

Tem alguma coisa muito errada na forma como os homens lideram.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


“Diferenças ou desigualdades” Bug Sociedade

Ruby Leigh, 16 anos, Foley, no Missouri, impressiona pela capacidade vocal e respiratória. Concorrente do “The Voice” – USA, na primeira vez cantou – virou quatro cadeiras – impressionou o mundo e os 4 artistas mega famosos que compõem o júri – John Legend, Reba McEntire, Gwen Stefani e Niall Horan. Se não ouviu precisa ouvir – aqui. Ruby é diferente e isso é maravilhoso, como pôde ouvir. Suas diferenças vão transformá-la numa cantora famosa, no mínimo. Mas se quisermos ir pelo caminho das críticas sociais – tão viva nas redes sociais, por exemplo - Ruby é uma pessoa com características tão diferentes que podemos transformá-la rapidamente numa pessoa com “desigualdades”.

A Professora Ângela Araújo – Unicamp – alerta que as diferenças são características sociais interessantes, que nos complementam e unem. Mas a sociedade decidiu que era mais rentável economicamente transformar essas diferenças em desigualdades. Desde sempre. Diferenças tornam o mundo melhor. Desigualdades tornam o mundo um lugar injusto e caótico. Num momento do mundo cada vez mais evoluído e moderno, em vez de melhorarmos ou anularmos as desigualdades, inacreditavelmente as aumentamos, como refere a Professora. Devíamos viver gerindo e apreciando cada diferença, cada diferente, afinal não é isso que somos? Cada um único, porque diferente? Imagine todas as pessoas do mundo iguais a você. Com o mesmo aspecto, falando e fazendo as mesmas coisas. Um mundo sem graça, por ser sem diferenças. Nem damos conta que distraidamente todos contribuímos para esse erro gravíssimo. Por exemplo, uma pessoa com roupa envelhecida é logo considerada inferior a uma pessoa com roupa nova e de marca. E afinal apenas são duas pessoas com roupa diferente.

Mercè Brey, espanhola, é também alguém a se ouvir, a ter em conta. Tendo vivido num mundo de características masculinas como é o mundo financeiro e empresarial, dá uma ideia fabulosa – baseada em estudos de amostras mundiais. Por que em vez de dividirmos as pessoas em gêneros masculino e feminino, não as dividimos em Alfa e Ômega? Alfa, características de essência masculina (hemisfério esquerdo do cérebro) e Ômega características de essência feminina (hemisfério direito do cérebro). Esqueça por um momento as divisões homem, mulher, feminino e masculino e comece a ver as pessoas, repito, as pessoas, com suas características mais desenvolvidas ou menos desenvolvidas. Características da essência masculina das pessoas ou Alfa – tomar decisões, assumir riscos, coragem, ousadia, pragmatismo, força. Características da essência feminina das pessoas ou Ômega – empatia, tolerância, generosidade, capacidade de chegar a consensos, colaboração, criatividade, intuição. Os dois perfis são igualmente importantes. E podem ser desenvolvidos em qualquer pessoa. Devem. Se o ser humano desenvolver todas as características – Alfa e Ômega - será um ser humano muito melhor e o mundo melhorará também.

Muitas vezes deixamos de desenvolver características de uma das “essências” porque convivemos ou trabalhamos com pessoas que dão conta dessas “áreas”. Mas não o devíamos fazer. Nas escolas da Islândia, colocam os meninos separados das meninas numa parte da manhã, para cada grupo poder desenvolver características que estão menos desenvolvidas – os meninos melhorarem a empatia por exemplo e as meninas a capacidade de tomar decisões. E depois, em outra parte da manhã, estão juntos e convivendo igualmente.

É importante não nos vermos como pessoas piores ou melhores, frágeis ou fortes, de acordo com o gênero ou sexo, mas vendo as pessoas tentando adquirir e desenvolver habilidades para alcançarem os sonhos de uma vida. Vale a pena pensar nisso.

Ana Santos, professora, jornalista

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