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“PRISÃO AVERBAL, VIOLÊNCIA À VISTA” Bug Sociedade


Fotografia de Berenice Abbott

“PRISÃO AVERBAL, VIOLÊNCIA À VISTA” Bug Sociedade

De novo Brasil, de novo a imagem de um policial, de novo o preso que, mesmo algemado, foi carregado como se estivesse emparedado, de novo uma mulher pede calma e é espancada – não pelo bandido, mas pela polícia.

Quem treina as polícias, não lhes ensina a se dirigirem às pessoas. Querendo ou não, aquela mulher que apanhou também paga parte do salário do policial, do médico do SUS, do político multimilionário. Então, como nada disso funciona bem? Estamos pagando impostos suíços pra termos sempre esse fiasco de atendimento e desculpas esfarrapadas.

Sem treinamento de resolução de problemas via linguagem verbal, o que temos é a brutalidade. Claro que há médicos que, “encharcados” de testosterona, saem batendo e ameaçando todo mundo, mas quero crer que pra chegar a médico você se dedique a perceber o outro – pelo menos na maioria das vezes.

Ok, sociopatas existem em todas as profissões. Mas chegar a um hospital e ser olhada com aquele ar de má vontade é inconcebível porque quem está ali, naquela situação, se chama doente e paciente, não é à toa: quando se está doente é que se precisa de mais paciência porque há a dor, o mal estar, a ação de repetir seus sintomas para todos os que ali estiverem – Ufa! Precisa de paciência pra relação médico/paciente dar certo.

Então os médicos da UPA de plantão podem não estar sempre presentes e disponíveis para ouvir/falar? Então o atendente da delegacia vai ficar com aquele ar de deboche porque você é gay e foi assaltado? Então a polícia, ao invés de lhe proteger vai lhe brutalizar? Matar? Estuprar?

Qualquer guardinha de trânsito precisa saber primeiros socorros e boas maneiras. Pensando bem, uma pitada generosa de direito e a percepção de quem lhes paga o salário - pra não terem ideias indecentes.

Como ter medo do policial “plantar” a droga na sua mochila ou te matar sufocado?

Se esta é a regra, ela precisa virar passado: se espera de um atendimento energia, mas educadamente; firmeza com assertividade e atenção. Vocabulário vasto, rico, capaz de lhe explicar caminhos, proibições, multas, faltas, problemas. Trocar isso por “canelada, botinada, bico e cacetada” é primitivo. Se fazer de bobo e não usar câmera deveria ser criminalizado porque se eu pago a câmera do policial, quero saber se eles sabem usá-la bem. Dizerem, como bandidos assassinos: Ooops, esqueci, não quero mais. Não pago por um serviço caro e pra lá de ruim.

Nós pagamos, nós exigimos. Chega de pancada com a desculpa de que bandido bom é bandido morto porque eles pegam qualquer um que "acham" parecido com bandido. Pode ser você, pode ser seu filho. Aqui em Salvador, durante a pandemia, não recebi em casa e, portanto, não paguei o IPVA. O fiscal da Transalvador me parou, me chamou de irresponsável e jogou no meio do asfalto, todas as compras de mercado que uma pessoa de 61 anos trazia no carro – eu - isso quando a gente saía, enchia o carro de comida e voltava pra casa. Eu me dispus a pagar o imposto online, mas o fiscal preferiu jogar as compras na rua e rebocar meu carro. Ele foi treinado pra isso? Ou ele se sentiu poderoso para fazer isso? Ele sabia o que era pra fazer? Há um procedimento? Em Salvador você só é castigado pelos Governos. Não podemos ser premiados por boas ações? Somos “mais lucrativos” sendo castigados?

Eu não aguento mais ver pessoas sendo castigadas por dizerem a verdade - e que conste que se espera que a polícia seja capaz de cumprir a lei. Não matar, não espancar, não estuprar. Atender não é nada disso.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


“Mundos combinados, multiplicam” Bug Sociedade

Para quem ama esporte este é um tempo de lambança: terminou a volta a França e iniciou a volta a Espanha em bicicleta, iniciaram as competições de Futebol na Europa, América e Arábia Saudita, iniciou a copa do mundo de Basquetebol, o US Open de Tênis, terminou este domingo o campeonato do mundo de Atletismo, o campeonato do mundo de Canoagem, o campeonato do mundo de Ginástica Rítmica, em setembro inicia o campeonato do mundo de Raguebi/Rugby e o Futebol brasileiro este ano está estupefato com o Botafogo.

Em breve chega a NBA, onde o esporte, o marketing, o negócio, o lucro e o audiovisual fazem a melhor combinação. Claro, tiremos da equação os Jogos Olímpicos no próximo ano em Paris que tem tudo para superar o que imaginamos. Mas voltemos à NBA. É diferenciada, mesclou-se com o mundo de Hollywood e isso trouxe imensos benefícios para ambos. E para quem assiste. Lembram das primeiras imagens em câmera lenta de jogadas de Basquetebol da NBA, ao som da incrível música de Joe Cocker, “You Are So Beautiful”. Foi um marco na forma de entusiasmar os jovens e crianças a olhar o esporte como belo e sentirem vontade de fazer parte. Evoluiu tanto que Kobe Bryant chegou a vencer um Óscar pelo roteiro de uma curta, sobre a sua paixão pelo Basquetebol.

O futebol tem boas imagens, mas as imagens com os valores nem sempre combinam. Outras modalidades em que os valores combinam muito bem, não têm o mesmo acompanhamento midiático. Vemos um desequilíbrio aqui não acham? Os diretores e jornalistas esportivos e os diretores das TV’s nem sempre vêm isso. É necessário juntar a excelência esportiva, com a excelência atlética e a excelência do audiovisual.

Durante a semana do qualifying do US Open, aconteceram show noturnos com antigas estrelas do Tênis como John McEnroe, Gabriela Sabatini, estrelas da NBA, como Jimmy Butler, cantores premiados com Grammy, como Sebastián Yatra, os youtubers de um dos canais mais famosos dos EUA - “Dude Perfect”; com variações do jogo de tênis com frigideiras no lugar de raquetes ou raquetes enormes e bolas bem maiores do que o normal. Djokovic foi provocado a jogar tênis com raquetes de tênis de mesa, de squash, placa de STOP, taco de beisebol, até com sua mão como raquete. E se deu muito bem. Jogou também com meninos do Harlem. Numa partida de exibição em prol da Ucrânia foram arrecadados US$ 320.000,00. Pode ver aqui alguns desses momentos. Diversão, muita criança e jovem no público, esporte, audiovisual e lucro. E hoje US Open começou a sério e o público já chegou apaixonado. Um enorme exemplo.

Não existe mais o mundo onde as coisas simplesmente acontecem. O mundo atual só “acontece” quando é filmado e bem filmado, editado e bem editado. E filmado e editado junto com um toque emocional. Quanto mais pessoas com experiência esportiva trabalharem com audiovisual, com entretenimento, sem ser só no Futebol, mais probabilidade existe do mundo esportivo ser visível, considerado, respeitado e valorizado – e dar lucro financeiro a todos. É tão fácil e divertido. Pensem nisso.

Ana Santos, professora, jornalista

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