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"Brasil, é a hora!" Bug Sociedade


AS EMOÇÕES DA CAMPANHA COMEÇAM!

A partir de hoje a campanha “pega fogo”! Em ordem, Bolsonaro, Ciro, folga, Lula e Tebet. Que semana, hein?

Todos os outros candidatos não vão piscar, hoje. De qualquer forma, Ciro vai precisar de um trabalho centrado pra acalmar essa busca por vingança inexplicável que o separa da nossa luta: DEMOCRACIA x TOTALITARISMO ou whatever – porque seja o que for, se não for democracia, o Brasil tem que estar fora. De alguma forma, nos olhos dele transparece que, se não estiver no segundo turno, dane-se tudo, até o Brasil – e isso é um enorme problema pra minha intuição. A Tebet vai ficar conhecida e isso é sensacional pra ela e pra nós, mulheres – mesmo sabendo que ela é uma candidata de futuro – mas no futuro.

Hoje, Bolsonaro enfrentará as câmeras da Globo. Se for como o “top machista agressivo que tenta humilhar mulher só pra ser sexista”, será que ele consegue “arrebatar” o nosso voto feminino ou vamos apenas “bater panela” – sugestão que já recebi em vários cards-convite? Será que ele tem algo a dizer que não tenha nascido de árvores envenenadas? O que quer dizer fixar a campanha em evangélicos? Um país como o Brasil pode ser administrado por alguma religião? Veja, eu vivo com orgulho em Salvador, da Bahia: banho de pipoca a gente pede e recebe na rua nos meses de agosto por causa de Obaluaê – isso porque a nossa força multicultural tem nome e se chama Brasil. Alguém está propondo “desmisturar”? Mas isso não é mesma coisa que aculturar? Porque, se essa é a proposta, nossa resposta só pode ser não. Aqui é Brasil – tem que ter espaço para todas as religiões. E claro – ninguém vai acabar com templo evangélico porque não vai acabar templo nenhum. Mas a pergunta essencial é: o altar das igrejas evangélicas está sendo usado não pra pregação, mas pra fazer política. É certo, isso?

Quinta quente com Lula na TV e a minha expectativa é se ele vai cair nesse papo de costumes ou só vai focar na apresentação de um plano de governo para a emergência estrutural em que Bolsonaro nos deixou. E veja, eu não tenho nenhuma expectativa de que Bolsonaro apresente nada porque ele não fez nada que seja apresentável. Para os esquecidos, quase 700 mil mortos estão na cota do que ele pregou durante a pandemia.

As perguntas principais são: Lula cai nessa ou foca na gente e nos enormes problemas que temos hoje? E pra nós: vamos continuar batendo boca e nos dividindo como bobos que são jogados de um lado para o outro da cozinha ou vamos nos ater a questões como: seu mercado está mais barato ou mais caro? Seu gás de cozinha continua custando mais de R$100? E o nosso real velho de guerra? Cada vez mais desvalorizado? O que a gente compra barato, hoje em dia? Comida? Casaco? E a Amazônia, hein? E os nossos indígenas, hein? E os bandidos? E as mulheres violentadas e mortas por machões descontrolados? E as escolas que pioraram mil porcento? A chuva vai continuar destruindo as casas e não se vai apresentar nenhum plano de recuperação do meio ambiente? Contra clima extremo? E o lixo? Nossa, tenho tantas perguntas que Bolsonaro não sabe responder que me dá até vergonha de ter que perguntar a você, eleitor... E votar, hein, eleitor? E se a sua livre vontade lhe for roubada por um candidato, você tem coragem de defender a democracia ou vai ficar aí torcendo pra político, como se ele fosse escola de samba?

E será mesmo que a Globo vai mostrar, sustentar e debater a realidade desses últimos anos ou vai “entregar o ouro” numa entrevista morna e xoxa, hein? Dentro do meu coração eu preferiria o temperamento apaixonado de Natuza Nery, mas em último caso, bato panelas com a vizinhança e pronto.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


“Brasil, é a hora!” Bug Sociedade

As palavras de Marilena Chaui são muito importantes, mais ainda nesta hora: “As pessoas que, desgostosas e decepcionadas, não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho políticos, afastam-se de tudo quanto lembre atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto, que a política existente continue tal qual é. A apatia social é, pois, uma forma passiva de fazer política.” Mesmo desiludida, você vive, você faz parte, precisa votar. Para votar precisa saber, precisa ler e ouvir, estar a par, tomar suas próprias decisões. Assistir entrevistas, debates, escutar amigos, especialistas políticos, pensar, refletir, ser capaz de chegar a uma conclusão responsável para si e para todos os brasileiros, depois decidir e depois votar. O voto é seu, só seu. Você que decide, que escolhe. É a hora de chamar sua maturidade, sua responsabilidade, pensar em si e nos outros, principalmente nos que mais sofrem e nos que têm piores condições de vida. O mundo, o clima, as pandemias, a pobreza, a desigualdade, exigem que sejamos mais humanos que nunca, responsáveis, cuidadosos e esclarecidos que nunca, nas tomadas de decisão.

Esta é a semana das entrevistas dos candidatos à presidência. Na próxima semana os debates entre eles. Esteja onde estiver, pode assistir na hora ou após, pela internet. Não se desculpe, não diga que está farto ou que já sabe em quem vai votar. Não diga que tem coisas mais importantes para fazer. Seja dono do seu destino. Este momento é muito importante para o país e para si. Mesmo que já conheça os personagens, é sempre importante assistir “ao seu número” e ver que estratégias seus assessores indicaram, aconselharam e que personagem vão apresentar. Para além de ficar atualizado em termos de atuais estratégias de marketing e atuais estratégias de manipulação, também fica atento. Há uns anos a maior parte dos brasileiros não imaginava que fosse possível o que acabou por acontecer. Será que isso também aconteceu por demasiada confiança de todos? Como aquele cara que já está cantando vitória em cima da sua bicicleta, e a 10 metros do final, cai? Se também foi ou não, desta vez talvez seja melhor agarrar o guidão/guiador bem e não fazer muitas habilidades na bicicleta antes da chegada da meta.

Ontem foi a vez de Jair Bolsonaro e do panelaço.

Por vezes, tentamos assistir de novo ao velho pensamento, na esperança que o ser humano se humanize. Mas pode acontecer de tudo estar na mesma ou pior, ou ainda das circunstâncias mornas não terem nenhuma intenção para além de um canal de televisão interessado no seu “share”. Mesmo assim é importante estar a par dos acontecimentos para não ter surpresas desagradáveis. O desagradável já é preocupante suficiente.

Ana Santos, professora, jornalista


Entrevistas no Jornal Nacional, 20h30, dos candidatos presidenciais, 2022

Jair Messias Bolsonaro – 2ªfeira, 22 de agosto de 2022

Ciro Ferreira Gomes - 3ªfeira, 23 de agosto de 2022

Luiz Inácio Lula da Silva – 5ªfeira, dia 25 de agosto de 2022

Simone Nassar Tebet – 6ªfeira, dia 26 de agosto de 2022


Debates entre os 4 candidatos a presidente para o primeiro turno:

28 de agosto – Band, TV Cultura, UOL e Folha de S.Paulo

2 de setembro – Rede TV!

14 de setembro – O Globo, Valor, Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, UOL e G1

13 de setembro – TV Aparecida (a confirmar)

24 de setembro – CNN, Veja, SBT, O Estado de S. Paulo, NovaBrasil FM e Terra

29 de setembro – TV Globo


Debates presidenciais agendados para o segundo turno:

17 de outubro – Rede TV!

22 de outubro – CNN, Veja, SBT, O Estado de S. Paulo, NovaBrasil FM e Terra

28 de outubro – TV Globo

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