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"Aventuras de Robespierre, o porco espinho", capítulo 1


Capítulo 1

Poderia ser Robespierre o revolucionário - o da revolução francesa - mas era apenas Robespierre, o porco espinho.


O mundo agora tem vírus estranhos, novos, muitas vezes mortais e as cidades – lugar onde as gentes se acumulam - são os lugares onde eles se amontoam em busca de uma tosse, um toque de mão, uma respiração que possam usar pra voarem pra cima de nós. Muitos lugares, no início dessa história, nem acreditavam que o vírus era capaz de ser lançado ao ar, de voar pelo ar – que dirá de nos matar. Daí, foi fácil para os vírus viajarem pelo mundo, deixando um rastro de pessoas que os carregavam dentro de si e depois os disseminavam por aí. Veio o carnaval e eles desembarcaram de vez no Brasil. As cidades ficaram mais vazias. Todos se prenderam em casa e foram vendo as coisas acontecerem.

Ao mesmo tempo em que os vírus saíram pelo mundo, houve secas porque os adultos continuaram a insistir que poderiam “dominar tudo”, plantar em qualquer parte, jogar lixo, sujar e fazer todo tipo coisas horríveis que nem o pior castigo do mundo seria suficiente pra castigar. Mas o que fazer quando são os adultos os mal educados, os terríveis, os sem compromisso com as coisas boas? O fato é que ninguém fez quase nada. Alguém fez um discurso, nessas reuniões importantes, onde os adultos prometem coisas que nunca cumprem. Uma criança foi nas Nações Unidas e deu um sermão daqueles bem dados – mas ninguém ligou muito pra ela também.


O fato é que o mundo foi esquentando cada dia mais e um dia aconteceu.


O mundo também começou a pegar fogo. Eram as cidades vazias por causa dos vírus e as matas, antes cheias de bichos grandes e pequenos viraram incêndios e não aparecia um jeito de o fogo ser enfrentado pela água. Não tinha água porque não chovia, não chovia porque o clima estava doente e como não chovia, os rios estavam com pouca água e daria mais trabalho combater aquele fogaréu.

Daí, muitos bichos fugiram pras cidades, que estavam com as ruas vazias por causa do vírus e de repente a gente olhava pela janela e tinha onça, cobra, todo tipo de bicho andando pela rua.


Um fogaréu danado espalhado pelo mundo - Tinha fogo no Brasil, nos Estados Unidos. Tinha fogo na Espanha e isso só pra falar em 3 lugares. Mas não era só um lugar, desses lugares. Em cada lugar havia muitos fogos acesos. Tinha dias, no Brasil, onde havia 12 mil incêndios na Amazônia e no Pantanal ao mesmo tempo! Cada adulto – principalmente o adulto do tipo político - dava uma desculpa, fingia que estava distraído, assobiava pra disfarçar e não ajudava, mas as onças morriam, os jacarés, as araras, sapos, cobras, lagartos, tartarugas. Muitos bichos mesmo. Muuuuitos! Mais de mil. Mais de 10 mil. Mais de 100 mil.


Lá nas matas do Rio de Janeiro também havia incêndio. Gente, e com tanto incêndio grave- gravíssimo pelo Brasil, pra quê olhar pra um mato queimando no Rio?


Porque é lá que a nossa história começa.

Ana Ribeiro, diretora de cinema, teatro e TV


O Bug Latino agradece a gentileza da AnimaVida, em ceder as imagens. Muito gratas.


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